14 janeiro 2013

pra coisa de adulto



Culturalmente o centro de interesses dele é mais heterossexual que o meu. De infância de carro e moto, enquanto eu sempre habitei um centro que me levaria onde eu cheguei: centro de informações variadas e algumas certezas imutáveis de beleza.

Mas em comportamento me considero mais próximo de um homem hétero e compreendendo todo o clima de hábitos de homem padrão: a total ausência de paciência para bons hábitos. Entendendo a externalização dos desejos do sexo na forma mais banal e infâme possível.
Ele nem tanto. Mantém a fina estampa o tempo todo. Embora ultimamente ele tenha entrado no mesmo clima de (como diz Thomas Mann) camaradagem sexual.

Não sei como se decide essas coisas ou quando é que se decide louvar cantoras do rádio, mas em algum meio desses eu me perdi e acredito que estou distante de uma vivência plena do pós-moderno, do efêmero. Ele, pelo contrário, já vivencia com a maior naturalidade.

Pedro.