06 janeiro 2013

e contar comigo

Eu sou o rei dos fiascos de ano novo. Com exceção de 2 ou 3 realmente bons, eu sempre acabo sentindo falta de algo. De uns tempos pra cá acabei reparando que a culpa é minha mesmo. Quero muito, aumento expectativas, morro na praia (que, aliás, foi onde se deu o meu réveillon favorito).
Por sinal, já desisti. Não pergunto mais, não traço mais planos, não aguardo mais nada. Se for pra ficar em casa, fico feliz. Mas não lanço uma palavra que envolva planejar algo. Cansa. Ainda mais quando a gente faz só.

Já passada a crise, os primeiros dias do ano chegam calminhas com o clima de ressaca, de calma, de ainda estar comendo a comida do Natal.

Foi em um desses dias que fui ao Ibirapuera e me dei de cara com o sentimento de Reveillón, que até então não tinha me alcançado em momento nenhum do mês de dezembro e da própria noite de ano novo.

O meu ano novo real foi subindo a ladeira de entrada do portão 3 do Ibirapuera ouvindo Simone ao vivo em 1980 cantando "Começar de novo". Aí o ano novo mesmo, com o sentido de dentro, deu partida. Devolvi a bicicleta aonde havia alugado e pisei nos primeiros instantes de 2013 esperando o melhor.

Pedro.
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