30 junho 2012

got me addicted

Meu primeiro disco de Madonna foi meu pai quem me deu, "Ray of light", em 98. Eu estava começando a entender esse extenso universo da música pop e ele achou que Madonna seria uma maneira mais digna de começo, ao invés das boys/girls band nas quais eu era vidrado na época. O equivalente a dar o último de Caetano a quem está iniciando em música brasileira.

Ganhei meu Ray of light e demorei um bocado pra gostar, foi lá pelos idos de 2000. Eu tinha 11 anos. Antes, minha irmã havia me ensinado a tradução de "Take a Bow" e eu comecei a gostar mesmo de Madonna e conhecer disco por disco, turnê por turnê. E também comecei a esperar pelos próximos movimentos de Madge. E assim se passaram 12 anos e chego ao DNA da própria, seu MDNA.


Não é um disco fácil. É para entendidos. Tem que saber que é um disco autoral (American Life, Madonna), feito após o divórcio (Like a Prayer), com sonoridade diversificada (Music, True Blue, Bedtime Stories), dançante (Confessions on a Dancefloor) e introspectivo (Ray of light), ousado (Erotica, Hard Candy). Ou, seja, tem o dna de Madonna em toda parte.

Vamos começar pelo ponto final: "Falling free" entra para o rol de grandes últimas canções que atestam o talento de Madonna para além do que se espera. Está em Secret Garden, Voices, Mer Girl, Easy ride, Like it or not. Dessa vez soa mais pra Joni Mitchel, com uma voz impressionante.

Enquanto o disco passa por outro processo, mais sombrio, sincero e raivoso. Madonna conta todo o processo: a ganância de Guy Ritchie, a vida depois da separação, os seus erros, a perda do companheiro.

Mas também se diverte. E esses são grandes momentos para o público geral, não apenas os fãs. As canções up tempo estão todas lá, a tia continua afiada, são perfeitas para cantar junto.

Se peca por falta de ambição, ao mesmo tempo reafirma sua personalidade. É um disco que só poderia ter sido feito por ela. Parece um disco de entresafra ou um cartão de boas vindas na nova gravadora, enquanto não surge um projeto conceitual completo (ou uma "era", como os fãs chamam). Não é um grande disco como um todo, mas deixa boas lembranças e algumas canções pra ficar.

Pedro.
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25 junho 2012

get back

Pedro.
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20 junho 2012

qualquer

É o nome do livro que me fez escrever tanta coisa quando eu não esperava.
Palavras escritas a mão, conservam algum romance que quis trazer pro ambiente íntimo do blog. Tem um jeito mais bonito de dizer as coisas que casa com a idéia daqui, onde nem sempre (por inaptidão que tenho em mexer em computadores) consigo fazer a escrita estar disposta do jeito que quero.



Agora aqui está.

Pedro.
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15 junho 2012

ode

É desnecessário dizer que muita coisa aconteceu desde a última vez. Quase um mês. Esses dias de distância também foram de mudanças, pausas. Eu fiz uma lista mental, que ainda não passei pro papel, de coisas que sinto vontade de comentar. Embora tenha escrito textos diariamente, não me sinto muito a vontade em postá-los em suas respectivas datas, pois eram todos mero exercício mental de registro dos dias e um certo vício que quase 5 anos de textos diários pro blog me causou.

De qualquer forma decidi escrever esse texto de retorno, olhando pra tela do celular, digitando no bloco de notas e quando olhei ao redor, o meu olhar observador mudou. E eu me senti mais uma vez escritor de um blog e não mero passante do lugar onde estou.

Há alguma responsabilidade em escrever aqui que me fez sentir necessidade de me ausentar pra escrever livremente, seja de continuidade, estética, rigidez pessoal, histórico, etc.
O que quer que tenha sido, acabou.

We're back in the game.

Pedro.
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