06 abril 2012

uma beleza que me aconteceu

Marina é minha irmã-espelho, mas tudo reflexo. O que dela tem de eterno work in progress, roots, eu tenho de capitalismo voraz, burrice enlatada pra consumo, entre outros aspectos, dos simples aos complexos. Eu sempre pensei numa mulher-eu, em como seria, e seria como ela é. O tanto que implico com seus defeitos, são por que são meus defeitos. O quanto admiro em suas qualidades é por que são minhas também.

Conversamos muito, temos muitas idéias. Quando ela está por perto preciso falar, preciso ter assunto. Marina é todo o meu desassossego, toda minha timidez disfarçada, discreta. O extremo oposto de Caio, a voz da banda que esquece as letras e troca as notas. A grande voz.
Sou doido pra vê-la em casa, conhecer os personagens que me fala, sentar na cozinha e conversar por horas com dona Kitah. Seria o íntimo dela, seria o reflexo do meu, Fortaleza-Salvador-São Paulo.

Ficar em casa sem ela é estranho e não há cabeça que me acostume. Vou atrás de casas, atrás de outras, mas volto sempre só pra mesma saudade. Jamais arranjarei outra igual.

Parabéns, flor.
O caminho do céu e do som, sempre.


Pedro.
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