25 abril 2012

nunca mais solidão

Então eu chego em casa, abro um doritos e uma cerveja, penso que também tenho uma vida. E estou vivendo. Repenso o convite que me fizeram pra festa com o propósito de não me verem tão obcecado em atingir minha meta: a seta no alvo. Mas o alvo na certa me espera?

Deito na rede, aproveito a culinária de fim de dia e a cerveja do começo de noite. Entre esses, o que mais faz sentido é o balanço da rede. O sim, o não e todos os "talvez" e "se" que há entre um lado e outro. Pra que lado se pende?

Entre nós, Moska, essa ode é de saudade que não admito sentir, mas já sinto. Ao mesmo tempo em que o território já está dominado e a tarefa por aqui parece cumprida (tal qual São Luis, Gambiarra, etc), alguma coisa acontece nessa última solidão da minha vida que não ocorrerá mais. A proximidade, as pessoas, o tipo de amizade que a cidade propõe, foi tudo novo de novo pra mim. E muito forte simbolicamente pra eu não me abalar.

Mas mesmo assim eu sigo meu caminho pela trilha secreta.

Pedro.
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