26 março 2012

dois em um

"São duas cidades opostas, duas pessoas opostas"

andei. daqui de casa até a joana pelo caminho mais longo e difícil. combinei com dois amigos e depois despistei. a gente tem que respeitar o próprio momento de ouvir nossos barulhinhos. e se na mata fechada do caminho da praia o silêncio reina absoluto, a minha cabeça trabalhava com trios elétricos potentes.
um menino, duas cidades. dois meninos.

e, de fato existe muita dualidade nisso. e por aí também. do lado de cá se vê dois meninos, uma cidade. o que se distancia mais na distância e o que se se junta e se entrega firme no propósito de presença apesar dela.

e nesse dia a gente tem uma celebração. meu dia foi ótimo. fui a Joana sozinho procurar por esse texto e por compreensão. minha amiga Antonella fala sobre esses momentos de paz em que as coisas simplesmente ficam claras perante a natureza e eu rio à beça com a naturallidade dela dizendo: "mamãe oxum total".

fui pro momento, e, novamente, praia vazia e o céu turquesa. longe do mundo, flutuando pelas águas. e então eu esvaziei a cabeça pra entender nossos processos de reflexo (meu) projeção (nossa): o que temos de comum e incomum, e o que eu já tive que fazer nos meus 19 anos pra ter tantas inseguranças em relação a isso que nós temos (gato escaldado...), o tempo junto, o retorno, o começo da saudade, da carência e o que ela faz.

e isso tudo num momento de quase-noite, desfazendo nós das idéias, relações externas, redes sociais e demonstrações públicas de afeto (ou apenas as inapropriadas pro seu dia de 2 anos de namoro) se foram.

e ficou um momento de puro amor (em alto mar!) e saudade.

feliz 2 anos daquela noite de eu e você,
naquele lugar,
naquela hora,
no meio daquela gente toda.

e até breve.
te amo.

Pedro.
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