30 março 2012

esse amor que todo me espraiou

Esgotei de definições pra traduzir pra vocês o humor avesso da madrugada.
O que esconde esse sorriso de silêncio,
de gemidos dos namorados ao lado,
das travestis que gritam na rodovia,
do medo em segredo,
na soltura da noite.

Pedro.
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29 março 2012

o mundo assim parece tão imenso

acordo sozinho, coragem. como vai, valente? e que horas são, que horas a aula começa hoje?... nove, mas quem dá a aula só chega às 10h. dias? só os da semana, quase nunca me lembro do dia do mês e nem uso muito.

água pra esquentar na cozinha, água quente caindo do chuveiro. I know how to multi-task. ficar pronto sozinho, bom dia pra mim. acordando direito só debaixo d'água. telefone bipa. namorado acordado. água no pó, café na xícara, duas passagens. pão com queijo saindo do forno, volto pra onde o dia começou, me sento no chão. preciso limpar essa casa hoje sem falta.

café entre mensagens e respostas. whatsapp, nova aba, twitter, nova aba, facebook, email um, email dois. agora sim, dia do mês. agora sim, me visto pra rua.
maçã verde na mão, chá verde na mochila, fones de ouvido, kid abelha. cabeça quase nos pés e nuvens, nenhuma chuva. baixa pressão. porta, escada, nuvens, rua.


Pedro.
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28 março 2012

salva as madrugadas

o garoto que o mundo requer
esse do meu, aqui
e sozinho de preferência
pra ficar de eu e ele

Pedro.
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27 março 2012

será que você volta?

e nessa hora eu te chamo e conto minha teoria ou minha idéia que é complicada e foi pensada a partir de algo simples que eu compliquei. ou o contrário.

hipótese 1: você não vê sentido na idéia não consegue me explicar e volta pro seu lugar. lá você não consegue segurar o texto nem inventar outro assunto e silencia o ambiente.

hipótese 2: você entende tudo e concorda comigo, talvez até amplie e me mostre outras possibilidades. aí você volta pro seu lugar. lá você não consegue segurar o texto nem inventar outro assunto e silencia o ambiente.

qualquer uma das duas, não importa, é bom ter você perto. e o que já era difícil agora ficou mais difícil. é minha outra saudade pra eu sentir na cidade. é aquela coisa: esperar eu esperava, mas nada tanto assim.

Pedro.
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26 março 2012

dois em um

"São duas cidades opostas, duas pessoas opostas"

andei. daqui de casa até a joana pelo caminho mais longo e difícil. combinei com dois amigos e depois despistei. a gente tem que respeitar o próprio momento de ouvir nossos barulhinhos. e se na mata fechada do caminho da praia o silêncio reina absoluto, a minha cabeça trabalhava com trios elétricos potentes.
um menino, duas cidades. dois meninos.

e, de fato existe muita dualidade nisso. e por aí também. do lado de cá se vê dois meninos, uma cidade. o que se distancia mais na distância e o que se se junta e se entrega firme no propósito de presença apesar dela.

e nesse dia a gente tem uma celebração. meu dia foi ótimo. fui a Joana sozinho procurar por esse texto e por compreensão. minha amiga Antonella fala sobre esses momentos de paz em que as coisas simplesmente ficam claras perante a natureza e eu rio à beça com a naturallidade dela dizendo: "mamãe oxum total".

fui pro momento, e, novamente, praia vazia e o céu turquesa. longe do mundo, flutuando pelas águas. e então eu esvaziei a cabeça pra entender nossos processos de reflexo (meu) projeção (nossa): o que temos de comum e incomum, e o que eu já tive que fazer nos meus 19 anos pra ter tantas inseguranças em relação a isso que nós temos (gato escaldado...), o tempo junto, o retorno, o começo da saudade, da carência e o que ela faz.

e isso tudo num momento de quase-noite, desfazendo nós das idéias, relações externas, redes sociais e demonstrações públicas de afeto (ou apenas as inapropriadas pro seu dia de 2 anos de namoro) se foram.

e ficou um momento de puro amor (em alto mar!) e saudade.

feliz 2 anos daquela noite de eu e você,
naquele lugar,
naquela hora,
no meio daquela gente toda.

e até breve.
te amo.

Pedro.
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24 março 2012

quem dentre todos vocês

To numas de quase manhã
trovões e relâmpagos e odes e ondas
mamãe iansã total
e a gente como?
Morrendo de medo.

É noite e manhã e noite de novo
o tempo todo
fico como?
Desconfiadíssimo

Pedro.
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23 março 2012

inéditas paisagens

O dia todo a base de música, passando por várias batidas, alguns sentimentos.

Das novidades de MaDonNA, onde imploro por um abraço "like you hold your money" até o sonho romântico de St. Patrick's day com John Mayer.

O caminho Rio das Ostras pra Cabo Frio é igual a qualquer caminho de cidade do interior de São Paulo pra outra cidade do interior. Com exceção do clima. Porém, Cabo Frio é uma cidade muito melhor estruturada do que R.O. e isso fica claro na chegada, no ar, nos bares, na orla, nas Lojas Americanas. Volto a repensar minha vocação pra morar no interior e não encontro nada.

O certo é que "a calçada vai dar na estrada e a vida na estrada nunca vai terminar". Que venha.

Pedro.
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21 março 2012

tempted

Status: Quente. Sônia Braga em Gabriela. Pronto. Aquecido. Ouvindo João "quero samba porque no samba eu sei que vou, me acabar, me virar, me espalhar".

Essas passagens significantes de vida que a gente tem momentos antes de voltar a ser quem atravessa paredes na casa.

Pedro.
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20 março 2012

ffffffree

O céu todo cor de rosa, as pedras ao fundo. Um tempo imenso de resguardo, pisando firme no chão. Não é fácil conseguir se deixar levar facilmente. É um exercício.

Tento a primeira vez, a segunda. E é como quem vai se libertando aos poucos. Faz cócegas, faz rir, é gostoso. Então, relaxo e consigo me deixar por muito tempo.

Let go. Penso em mais nada, deixo o mar levar o corpo todo. E volto pra mim.

Pedro.
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18 março 2012

heart of the house

Plano sequência

de repente o momento pede minha música mais ouvida da semana ("Cobra criada", com Elis) e eu tenho como ouvir e vou deixar o shuffle me tirar esse prazer?

Miniflash back do texto sobre shuffle, por favor.

Volta pra agora, na Rodovia principal da cidade. O coração da casa entre a noite, os carros que diminuem a velocidade, as travestis, a volta da praia e um meio sorriso no canto do rosto.

- Jamaixxx.
(dito com ênfase e indignação)

Pedro.
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16 março 2012

say your lines, but, do you feel them?

He took off that extra layer of the man I want him to be.
The man I belive he'll become eventually and I insist to see and treat like it's already there.

But here he is, lying beside me, so grown for his age, so mature. But, yet, just a boy his age. Sometimes, acting and sharing thoughts that reflect this time of life. I've been there.
Yet, he is most of the time much smarter and adult than a lot of 30 year old guys I know.

Looks like... Sometimes act like... Sometimes... He play the part so well that...
I forget.

Pedro.
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14 março 2012

Nana cantando "Nesse mesmo lugar"

não consigo ouvir rádio. fico ansioso, quero ouvir a música que quero na hora que quero. 

não consigo ouvir o shuffle do mp3 pelo mesmo motivo. quem decide esse momento sou eu, não o acaso. raramente quero ouvir uma música "shuffle", quase sempre quero ouvir uma música "x".

tem discos que eu guardo a sequência das músicas (a grande maioria) e onde fica a graça quando começo a cantar a próxima música e outra começa a tocar?

sofro com o shuffle das boates, sofro com o shuffle das academias, do lab MTV e até mesmo com minhas playlists (as que não decorei a sequência).

não consigo ser shuffle, apenas pragmático.

Pedro.
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10 março 2012

too soon

não são dias
são prévias
contagens
tudo prevendo o tempo.

Pedro.
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08 março 2012

nesse tarde ainda azul em que chego ao Rio

não é como se eu tivesse dupla cidadania, mas como as coisas vistas por quem me ama sem eu me dar conta, são parecidas com o que eu penso. só que do lado de cá, como quem se divide.
fica bacana, Paulinho?

Pedro.
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06 março 2012

parabéns eu

cheguei a uma conclusão enquanto lia e ouvia todos os parabéns que recebia: é uma celebração muito gratuita. eu gosto, mas fico sem saber de onde isso vem. é uma onda que começa e acaba muito rapidamente.

é diferente de ter feito algo e receber elogios. um texto, uma foto, um post, um tweet, que seja. agora, apenas por ser eu e ter 150 pessoas me celebrando, não, não vou aprender nunca a lidar ou saber agradecer. de forma que é tudo sincero a forma que fico sem jeito ou me auto-celebrarei na sexta feira de Gambiarra, um pouco mais alto (a auto celebração é uma forma de sair dessa sensação esquisita e eu aprendi com minha tia Regina).

de qualquer forma, parabéns pra mim.
olha eu aqui fazendo 23 anos.
viva eu!?


Pedro.
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05 março 2012

04 março 2012

pra ver nossa alma luzir

tudo num dia de sol. que sol! 
começou meu folhetim na noite anterior. que nem desfecho final, poderia ser todo errado, mas foi lindo, certo, feliz. 

tá tudo assim. qual é, baiana?

água viva, 1978 




água viva, 2012


tudo num dia de sol.

Pedro.
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03 março 2012

que é frágil, que te adora

cinema, taí algo que preciso me dedicar mais. desde a trilogia do Poderoso Chefão encostada aqui em casa e nunca assistida por mim, até ter uma agenda de filmes que preciso ver.

me dou muito bem com a linguagem cinematográfica, em grau menor se comparado com a música, mas consigo transitar bem por uma gama grande de linhagens diferentes.

isso dito, se explica como consegui assistir a "O artista" e "A separação" em sequência nessa sexta feira e me senti tão emocionado com os dois. e mais além, como esses dois tem sido o grande burburinho do cinema em 2012 sem ter um traço do cinema típico dos padrões hollywoodianos, me da uma satisfação pessoal muito grande.

são grandes filmes que não cabem explicar aqui, mas trazem uma sensibilidade que há muito eu não via, porém, sem trazer nada de complicações para quem assiste, apenas tensão, alegria, rancor, riso, através da narrativa. não cansa.

é uma recomendação e uma promessa pessoal: por que não o cinema?

Pedro.
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