28 fevereiro 2012

domingo no parque #101

Chegou a hora de voltar a falar de festa. Depois que Narciza abriu o bocão e liberou o "BADALO", era hora de voltar a ter uma Gambi falada igual a desse domingo, numa anti-homenagem ao campeão da noite do Oscar, o filme quase todo sem falas, "O artista".

Essa Gambi sem feriados próximos, no início da volta as aulas e pós carnaval, com chuva e num domingo de fim de mês é anunciadamente uma Gambi vazia, certo? Mesmo assim, o vazio surpreendeu por estar tão cheio de vazio. Numa noite tímida, as pessoas pareciam estreantes que não sabem aproveitar essas noites únicas de espaço na fila, conversa com garçons, bebidas flamejantes e drinks na faixa. Bem, eu sei.

Além de falar eu também ouvi. Devia ter alguma coisa que indicasse boa comunicação no meu rosto, por que olha... Mas eu gosto. Gosto que falem comigo. Fico feliz quando me explicam coisas. Mesmo que eu não vá usar ou não tenham sentido pra mim. Fico com a sensação boa de compartilhamento e cumplicidade.

Mas voltando ao álcool, foi farto. O flambado foi foguete, mas foi com o drink de Absinto que eu decidi que era hora de mais ação e menos papo. E, o que não era surpresa, é tudo uma questão de cativar quem está retraído. Como set do Miro e do Tai, excelente que estava, não foi difícil. Ainda é engraçado dançar descontroladamente em cima do palco e enxergar pouco a pouco alguns se soltando mais, olhando com uma cara de: "nossa, que maluco".

E a noite foi tão rápida, que quando vi estava sendo empurrado pelos seguranças da casa pro dia cinza lá de fora (momento tragicômico: Paulo olha a empurração e num momento "nem te conheço" vai pra dentro e me deixa lá sendo super empurrado). Noutro momento mais fraterno, o encontro de velha guarda (Gigi) e novos viciados (Gil, Neusa), lá foi o Progresso numa eterna entressafra fazer o seu lance.
E, sem falsa modéstia, ficou muito bem feito.


Pedro.
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27 fevereiro 2012

25 fevereiro 2012

do árido à miragem

não fiz um balanço de 2011 na cabeça e agora tenho dificuldades em fazer as projeções de 2012.

ninguém sabe o que vai acontecer no decorrer do ano, mas algo se espera. isso sim, eu sei o que esperar: fiz um plano. mas vou pensando o decorrer dos meses e os blocos de visões futuras se misturam a tudo que aconteceu no ano passado.

o que eu fazia no primeiro semestre? como eu vivia? onde estava nessa época do ano? ainda é difícil pra mim acreditar que cheguei sem lugar definido pra morar em R.O e que assim vivi até Outubro. vendo agora parece maluquice e foi. o ano inteiro tocando o foda-se pra onde eu estava.

mas agora não é hora. são seis da manhã e eu começo a encher o saco do Paulo com essas questões e especialmente hoje estou um pouco angustiado. é o verão terminando, o horário de verão fazendo o dia e a noite chegarem na hora certa, é a falta de costume de digitar no celular novo (é a mesma coisa do antigo, mas é uma questão sentimental mesmo).

essas coisas são pequenas e não chegam a me chatear, mas, poxa, verão só ano que vem, fim das férias. lá vou eu de volta pra R.O, acompanhar o mundo pelo notebook com uma cartela de dramin.
...

não consigo dormir.

Pedro.
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22 fevereiro 2012

curare de cobra

Esse relançamento do disco de Elis ao vivo em Montreux com os dois shows, da tarde e da noite, dividido em dois discos, é apavorante. Não tem nada igual, não pode ter.

Nelson Motta diz no Noites Tropicais sobre o farrapo humano que Elis estava no show da noite que atrapalhou bastante sua performance. De fato percebe-se um problema na respiração e uma tensão maior no canto, o que não ocorreu no show da tarde. Mas ainda está lá a técnica impecável em "Rebento" (que se saiu melhor do que a tarde) e a voz aberta e potente em "Na Baixa do Sapateiro" - numa versão milênios luz de distância da gravação definitiva de João Gilberto.

O show foi pensado pro Festival mas ainda guarda bastante do repertório do show Essa Mulher ("Onze Fitas", "Maria Maria", "Agora tá"). O disco foi pensado para o mercado internacional, por isso está lá a inevitável bossa nova ("Garota de Ipanema", "Triste", "Águas de Março").

De marcante, fica "Cobra criada" que estou ouvindo todo dia. É o primeiro número dos dois shows e reza a lenda que rendeu aplausos de onze minutos. Não é pra menos. É um monumento. De gênio.


Vez em quando volto a mesma conclusão: Bethânia e Gal são geniais, fazem frente. Mas Elis é a voz de instrumento, não tem nada igual. Esse show só faz provar isso.

Pedro.
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21 fevereiro 2012

e me aperta a mão e me chama de amigo

olha lá eles: um casal, parecendo um casal.quem quer ser um casal e deixar isso claro, seja em rua, seja em festa, seja em exposição?
ah! esses casais óbvios e essas óbvias demonstrações de afeto. quem gostaria de fazer parte disso?

"And the Oscar goes to..."

Pedro.
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20 fevereiro 2012

18 fevereiro 2012

oração

é tão simples quanto pensa
da poesia pouca
que confunde o humano com o popular
mas em alguma parte me atenta
da forma como faz unir, dançar
o todo
etc

Pedro.
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14 fevereiro 2012

domingo no parque #100

enfim, chego a centésima coluna, e já devo estar perto de boas 130 Gambiarras ao longo desses 4 anos de casa.

e não há motivo de deixar de ficar contente mesmo no tempo difícil em que algumas relações cruzadas nessa festa atravessam. a Gambi foi minha primeira faculdade, minha primeira experiência de dar as caras em algum canto por conta própria e a partir daí ver tudo se transformar de um modo único.
tem sido um tempo único e um processo ótimo de vivenciar - e tenho certeza que é meu. só meu.

um brinde ao hino, ao fino e ao palco de todos os domingos.

Pedro.
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13 fevereiro 2012

07 fevereiro 2012

domingo no parque #99


Pedro.
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06 fevereiro 2012

me vejo no que vejo #109

#AlanisSessions

Pedro.
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05 fevereiro 2012

domingo no parque #98



Pedro.
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04 fevereiro 2012

é tudo figura

estava demorando pra perceberem o quão alvo fácil eu sou. moro longe, não tenho guia, estou num relacionamento (acredito) feliz e que se sustenta a distância.
não sei como a infelicidade alheia e sempre faminta não viu esse prato cheio antes.

Pedro.
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02 fevereiro 2012

só o cheiro do seu cheiro não consegue ser tão fulgaz

não mexe mais em nada
não passa e arrasta
não inicia nem acaba
não provoca
é óbvio
era só perfume.

Pedro.
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