04 janeiro 2012

so no one told you life was gonna be this way

É um dom ter amigos, saber ter, saber escolher e manter. Não sei o quanto eu sou bom em tudo isso, mas sei o quanto é importante ter um do lado quando se precisa e também quando não se precisa: o simples tempo próximo de quem se gosta sem motivo algum é o que faz amizade ser amizade.

Admiro amizades. Secretamente, para além da pieguice, acho das coisas mais belas que há.

Mas além disso, acho parte fundamental dos nossos processos de desenvolvimento humano saber que não há braço direito ou companherismo que afaste os males do mundo dos nossos amigos - sejam eles quais forem. E, por incrível que pareça, isso é bom e faz crescer.

Assim como nenhum pai ou mãe consegue impedir que o filho sofra uma vez ou outra, ele cresce e se supera a partir disso, nossos amigos estão ao nosso lado pra acompanhar a superação, dão um empurrão, ajudam cada passo, celebram cada melhora.

Mas sem enganos! Os desafios, as cruzes, as dificuldades e as desavenças continuam pessoais e intransferíveis. É possível estar junto e ser um indivíduo de opiniões e vontades próprias.

Essas são palavras vindo de um instinto de defesa natural e acirrado (o meu) para as pessoas com quem convivo. Sou difícil, ciumento e superprotetor (também!), não me iludo - o mundo é complexo e singular, por isso, a cada um pertence seu cada qual.

De forma que levanto apenas uma bandeira: a minha. Não quer dizer que não olhe pros lados, pelo contrário, significa que eu posso estar em todos os lados. E sem alimentar ódio com mais ódio, desrespeito com mais desrespeito.
A bandeira aqui é do amor.

Pedro.
x