31 janeiro 2012

domingo no parque #97

Gambiarra de todo domingo nas férias. 

#3
Pedro.
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30 janeiro 2012

27 janeiro 2012

domingo no parque #96

Gambiarra de todas as invasões nas férias.
#2


Pedro.
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26 janeiro 2012

24 janeiro 2012

domingo no parque #95

Gambiarra de todo domingo nas férias.
#1


Não por nada, mas deixa passar um pouco sem falas. Não que eu não tenha o que dizer, nem pra quem, nem por que. Pelo contrário: tenho muito, para todos e é sentido.
Mas festa não é lugar pra isso, já disse a grande Danuza.
Um brinde então à Gambi e ao realce nosso de cada dia.





Pedro.
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16 janeiro 2012

13 janeiro 2012

os clarins da banda militar

uma das melhores coisas que eu fiz na vida foi ter ido assistir Nana Caymmi cantar no CCSP da Vergueiro no final do ano passado.

soa precipitado, mas foi uma daquelas experiências reveladoras do divino, das profundidades e das elevações, da beleza, do mistério. mais uma porção de coisas que nunca se traduzirão e que eu tento colocar pra fora passado um bom tempo após o show.

lembro de Caetano citando os shows dos Rolling Stones que viu no exílio londrino em 70, meu primeiro show de Bethânia na década passada, Maíra comentando o show de Chico dessa semana no Vivo Rio.

e Nana é a maior cantora do Brasil pois opera maravilhas com um repertório que na mão de qualquer outra cantora seria apenas redundante. mas quem conhece a intimidade daquelas notas faz o que bem quer.

foi esse assunto todo e mais outros ao som de "Dora", me sentindo irremediavelmente imortal.


Pedro.
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10 janeiro 2012

agora eu tenho calma

drop down diary #25

o pior é esse gosto de falta de assunto que de vez em quando surge nas férias. Alguns dias se passam todos dentro de casa: desespero. preciso sair.

não sei equilibrar dias inúteis com noites incessantes. chega uma hora que tanto faz no sul como no norte. é bom e dilacerante ter algumas coisas familiares sempre acontecendo: gambiarra, a cruz e delícia que se tornou.

falei com Thay sobre o princípio RudyRitteriano de manter as coisas nos seus lugares e o quase-caos que isso me criou. acabo agradecendo ao Rio de Janeiro por me dar a distância na hora certa - além da mudança de objetivos, perceptos e afectos.

retrospectiva de documentários de música popular no ccbb, a pinacoteca que eu nunca vou, o cinema ao lado que não tem nada que preste, o cinema no mundo que não tem nada que preste, os ingressos pra shows que eu comprei e não sei a data, datas dos dias que eu não sei quais são, etc.

a gente se dando abrigo até passarem as chuvas de verão me dá alguma felicidade.
two people gotta stay together.

Pedro.
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09 janeiro 2012

08 janeiro 2012

cai dentro

Da série: Histórias do meu pai.

Brito e Fontana num Vasco x Santos, ganhando de dois a zero, provocam Pelé. Fontana vira pra Brito e diz: "me disseram que tinha um rei aqui, mas eu não to vendo nenhum."

Pelé empata o jogo. Ao fim do 2° tempo, empatado, Pelé pega a bola e entrega a Fontana, dizendo: "leva pra casa e diz que o rei mandou entregar".

Não se provoca um rei.

Pedro.
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07 janeiro 2012

tem dó de ver o meu penar

os dois atados em flor
dos destinos do amor
que eu peço pra dona cuidar

nó de barbante
e aqui nesse instante
entramos com tudo no mar

Pedro.
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06 janeiro 2012

cobra coral

Pensando na cobra que surge no arranjo de "Cobra Coral", em como ela se movimenta em uma cor base e outras duas ou até mesmo três.

O trabalho de cor-trança é de violão-cor-base, voz-poema-ondulação, percussão-movimento-guizo e, por fim, trompete-cauda-e-bote. Tudo feito com muita precisão.

Atenção aos vocalises de esconderijo e camuflagem finais.



Música de Caetano Veloso sobre poema de Wally Salomão.

Pedro.
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05 janeiro 2012

his name was

O telefone toca. Ele quer me ver. Se eu tenho rotina, programa, assunto ou não, pouco importa pra tamanho querer antes que ano acabe e não tenha tido um último "me visto".

Me visto, nos encontramos. Como sempre, ele pontual, eu desencontrado. Está em um de seus melhores dias. Me agrada como consegue. Só penso em como as coisas foram assim um dia: quarto, perfume, amigos estranhos (e tão familiares) que acabo topando. Estou em sua casa, oficialmente.

O motivo da saída que era minha razão principal, agora pouco importa. De novo a memória dos melhores dias quando as coisas eram assim e - embora fosse natural ninguém suportá-lo - me faziam bem.

Logo ouço uma conversa no telefone. Os problemas são outros, as crises são outras. Ele está apaixonado como nunca estivemos em nossa brincadeira de casinha, de amor mesmo. Gênio domado e tudo, fico impressionado só de ver. Mas interrompe a crise e volta a me agradar.

O que nos manteve certamente foi a honestidade e o respeito mútuo. O que mais admiro nele foi como jogou limpo comigo, a lealdade, a companhia e a segurança e foi também o que nos distanciou para um lugar onde nossos gênios fortes pudessem encontrar amores reais, sentimentos além da amizade complexa e profunda (que desde os 17 anos tem sido minha especialidade).

Subimos ao palco pra cantar "Copacabana", do Barry Manillow, o único tom certo pros dois. Ele sabe o ritmo mas não sabe a letra completa. Eu sei o ritmo, a letra e o andamento mas meu microfone está desligado. Alguns versos do início se perderam, mas logo depois, tudo resolvido.

Ele sai pro telefone e me entrega a carteira como daquela outra vez, eu bem lembro:
- "Você sabe escolher".

Sim, eu sei. E esse caminho todo até essa noite só me faz ter certeza dessas escolhas.

Pedro
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04 janeiro 2012

so no one told you life was gonna be this way

É um dom ter amigos, saber ter, saber escolher e manter. Não sei o quanto eu sou bom em tudo isso, mas sei o quanto é importante ter um do lado quando se precisa e também quando não se precisa: o simples tempo próximo de quem se gosta sem motivo algum é o que faz amizade ser amizade.

Admiro amizades. Secretamente, para além da pieguice, acho das coisas mais belas que há.

Mas além disso, acho parte fundamental dos nossos processos de desenvolvimento humano saber que não há braço direito ou companherismo que afaste os males do mundo dos nossos amigos - sejam eles quais forem. E, por incrível que pareça, isso é bom e faz crescer.

Assim como nenhum pai ou mãe consegue impedir que o filho sofra uma vez ou outra, ele cresce e se supera a partir disso, nossos amigos estão ao nosso lado pra acompanhar a superação, dão um empurrão, ajudam cada passo, celebram cada melhora.

Mas sem enganos! Os desafios, as cruzes, as dificuldades e as desavenças continuam pessoais e intransferíveis. É possível estar junto e ser um indivíduo de opiniões e vontades próprias.

Essas são palavras vindo de um instinto de defesa natural e acirrado (o meu) para as pessoas com quem convivo. Sou difícil, ciumento e superprotetor (também!), não me iludo - o mundo é complexo e singular, por isso, a cada um pertence seu cada qual.

De forma que levanto apenas uma bandeira: a minha. Não quer dizer que não olhe pros lados, pelo contrário, significa que eu posso estar em todos os lados. E sem alimentar ódio com mais ódio, desrespeito com mais desrespeito.
A bandeira aqui é do amor.

Pedro.
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03 janeiro 2012

nem o corpo, nem a alma

"Uns dizem fim, uns dizem sim"
- C.V

se não é o fim, não há balanço. talvez seja a moda dos finais de ano daqui pra frente, não olhar pra trás, apenas seguir.

2012 começou nos desfechos de 2011: Pedro e Paulo, Rafael e Amanda, meu avô, minhas duas cidades, a família, a distância. questões ainda em discussão, acontecendo, fazendo parte.

se fosse uma novela passaria "algum tempo depois", se fosse um seriado tudo já estaria nos conformes e novas tramas viriam daqui pra frente. mas aqui é tudo verdade. e no real só quem faz o mal passar é o tempo e o mar.

Pedro.
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02 janeiro 2012

01 janeiro 2012

doze uvas, sete ondas

acredito:
na ponte aérea
nos estudos necessários
na calma que eu tenho que ter e não tenho
que vou encarar a cidade de cara limpa
nas noites sem sono
no emprego próximo
no amor que se sustenta
nos amores que se lembram
nos erros que ocorrem
na amizade construtiva
na espiritualidade e na fé
na poesia
na música
no cinema
no teatro
na literatura
no infinito

não acredito:
em errar pra justificar outros erros
em movimentos e bandeiras
na unilateralidade
na simplificação do mundo
em religiões
em tudo que leio na internet
em tudo que vejo na tv
em tudo que ouço na rádio
nas nêuras que tenho antes de pensar
em tudo que reluz e diz ser ouro
que eu fique sem armadura contra eventuais sobressaltos do coração

isso dito, bem vindo, 2000 e doce.

Pedro.

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