14 dezembro 2011

meu irmão nesse mundo vão

A vida sem ele seria um deja vu sem graça. Todo o processo de afectos e perceptos que ele trouxe consigo era o que eu já havia aprendido de ser comum de um outro soulmate que eu tive: o incomparável outro-eu-Rudy que, em Caio, encontrou sua forma de fazer um dia de ontem mas hoje. Com o mesmo modo de dominação do mundo uma pessoa por vez, uma noite por vez, uma gole de cerveja por vez.

Eu sabia que Caio seria tudo que ele veio a ser e que talvez ainda será. Também entendo o distanciamento necessário que temos um com o outro eventualmente (e que nem sempre consigo ter com Marina, por exemplo). Mas isso é balela uma vez que sabemos da eterna intimidade e conhecimento mútuo.

Em toda sua instabilidade eu me sinto seguro. Curiosamente não consigo me lembrar de maus momentos, apenas dos longos monólogos quando eu o alugava pra chegar às "inchegáveis" questões raiz. E que paciência, que cordialidade, que incrível habilidade de lidar com os meus piores dias e de saber aproveitar os melhores.

Fico grato dele existir. Triste dele não estar do meu lado. Feliz pois ele vai levantar da cama e fazer algo (sério, me irritava!). Triste por que é a trilha dos meus dias rio ostrenses.

Uma das coisas que ele disse por último, já distante, sempre foi dita e sabida.
Soulmates never die (do Placebo, sabe?).
Parabéns, Caíssimo.

Pedro.
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