31 dezembro 2011

care for me

Consegui fazer uma retrospectiva digna pro fim desse ano:

um brinde ao ano em que percebi, entendi e senti a filosofia por trás da canção que retrata o real entre todas as coisas, deus e eu:

there will never ever be another you,

(specialy mom & dad)

Pedro,
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26 dezembro 2011

22 dezembro 2011

para dançar no meio fio

é pra não cair no sombrio
pra passar a deixar de ser vazio
dar início aos trabalhos
e antecipar o fim do frio
otimista, meio cheio
feliz por meus próprios meios
até o fim do meio fio.

Pedro.
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21 dezembro 2011

não há outra canção em mim

Num seminário de Cultura Brasileira Contemporânea, escolhi como tema falar sobre o movimento Tropicalista que tanto nos influenciou e influencia como sendo uma grande atuação antropofágica e musical, fazendo a idéia mais moderna de possibilidade existente de 68 até hoje.

Porém, diferentemente dos seminários de praxe, optei por mostrar a visão tropicalista de Gal.
Recentemente li um comentário interessante que dizia que Caetano criou um texto conceitual para o movimento, Gil criou o aspecto musical e Gal criou toda a parte cênica, performática.
Isso é errado mas não deixa de ser belo de se ouvir. Gal é a terceira cabeça do tropicalismo além de Caetano e Gil. A voz da modernidade.

O seminário levou nota máxima e talvez tenha repercutido a ponto de fazer as pessoas ouvirem o novo disco de Gal, "Recanto", escrito e produzido por Caetano, esse também recebeu nota máxima pelo disco. Bota a mão nas cadeiras menina.

Nesse tempo de cantoras pipocando com seus trabalhos modernos, intelectualidade e brasilidade, Gal estava sendo esquecida, porém ainda é o modelo padrão de todas: de Marisa Monte a Tulipa Ruiz.

"Recanto" não tem nada de diferente do que qualquer disco de Gal deveria ser. É a cara dela e é mais pra frente do que as cantoras mais "pra frente" do Brasil. Também é a cara do Caetano, mas tudo que é a cara de Caetano sempre será a cara de Gal também e vice e versa. Tudo figura.

O disco é um primor. Pra mim é como se fosse parte da minha vida também. É uma celebração dessa história de alguém que eu acompanho de perto. E nisso o disco também é cheio de easter eggs só pra quem consegue desvendar os labirintos de palavras e chegar a muitas partes das histórias já vividas por Caetano e Gal.

Um amigo no Facebook, entusiasmado, perguntou se ninguém desconfiava da importância (já) histórica desse disco, afinal, Caetano havia feito sua melhor canção nessa década pra Gal (falava sobre "Recanto escuro", faixa que abre o disco). Eu concordo. É um disco muito grande não apenas por sua carga emocional e afetiva, de almas gêmeas. Se trata de mais uma fase de gênios em plena maturidade e que são denominadores comuns de tudo que a música brasileira procura hoje.

E é o melhor disco do ano.


Pedro.
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17 dezembro 2011

lack of oxygen

so full
leading to full emptiness
I tell you to deal with me
with your own stuff
and hopefully you'll realize
what matters
what being (a)part means
you leave the shallow feelings of others
and start living your own
the hidden ones.

Pedro.
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15 dezembro 2011

selling out

para ler ouvindo: Gone (Damian Legaffick/ Nicola Young/ Madonna)


Boys will be boys, I thought. And as long I'm one of the team, there are some codes I'm not even allowed to pass you, but... Take the chance, let's deal with this later.

Nothing in the world is more worth the trust than a boy. If he can be trusted or not that's other thing. The fact is: we don't change, we adapt to polite and educated men - some of us, of course - abble to take deep feelings into our lifes. So why bother with the opposite of what you really need?

Listen to me when I say:
you can try till' you lose your faith, but stop it before you turn to stone.

Pedro.
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14 dezembro 2011

meu irmão nesse mundo vão

A vida sem ele seria um deja vu sem graça. Todo o processo de afectos e perceptos que ele trouxe consigo era o que eu já havia aprendido de ser comum de um outro soulmate que eu tive: o incomparável outro-eu-Rudy que, em Caio, encontrou sua forma de fazer um dia de ontem mas hoje. Com o mesmo modo de dominação do mundo uma pessoa por vez, uma noite por vez, uma gole de cerveja por vez.

Eu sabia que Caio seria tudo que ele veio a ser e que talvez ainda será. Também entendo o distanciamento necessário que temos um com o outro eventualmente (e que nem sempre consigo ter com Marina, por exemplo). Mas isso é balela uma vez que sabemos da eterna intimidade e conhecimento mútuo.

Em toda sua instabilidade eu me sinto seguro. Curiosamente não consigo me lembrar de maus momentos, apenas dos longos monólogos quando eu o alugava pra chegar às "inchegáveis" questões raiz. E que paciência, que cordialidade, que incrível habilidade de lidar com os meus piores dias e de saber aproveitar os melhores.

Fico grato dele existir. Triste dele não estar do meu lado. Feliz pois ele vai levantar da cama e fazer algo (sério, me irritava!). Triste por que é a trilha dos meus dias rio ostrenses.

Uma das coisas que ele disse por último, já distante, sempre foi dita e sabida.
Soulmates never die (do Placebo, sabe?).
Parabéns, Caíssimo.

Pedro.
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06 dezembro 2011

um tiro no coração

No começo eu estava num mercado e ouvia um funcionário levando bronca pois ele era culpado do caixa não fechar todas as noites. Depois eu percebi que não tinha nada a ver comigo nada daquilo. Em casa era só provocação. Eu andava pela casa bebendo um litro de cerveja pra causar. Mas ninguém realmente reparava em mim.

Daí eu saí de casa. Era de noite. Ouvia de longe um comercial de uma coletânea do Roxette. Era um cd caça níquel à beça com aquelas faixa-bônus remix. Eu pensava no tamanho da pobreza que aquilo representava. Não gosto de coletâneas.

Mais pra frente das minhas andanças fora de casa, passei pela tenda dessa espécie de feiticeira. Era Neusa Borges, a atriz da Globo. Fiquei um pouco instigado, passei em frente. Nada de entrar. De repente começa uma ventania que suspende um pano preto que eu tenho em mãos e, consequentemente, ameaça levar toda a estrutura da barraca da cigana Neusa Borges. Ela pede pra eu entrar, eu não entro. Ela grita e pede pra eu entrar, diz que é a única forma de parar o vento. Ignoro seu pedido e volto a andar pela rua. Agora é manhã e o vento ainda não parou. Ouço os gritos dela me seguindo no fundo da rua. Ela segue correndo, não está muito ditante e traz consigo um revólver preto, daqueles antigos. Viro pra observar, ela atira - e acerta. Forço uma tosse e olho pro chão de areia: sangue.

A vilã me segue, fala coisas inteligíveis. Eu peço ajuda. Ela dispara novamente, na cabeça. Eu peço pra ela atirar de novo e encerrar esse suplício. Ela atira na testa.
E eu acordo.

Pedro.
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05 dezembro 2011

01 dezembro 2011

pilar da ponte de tédio

Nem sei por onde começar. Eu sinto o fim do semestre, como já disse. Mas ao mesmo tempo há algum potencial transformador no ano de 2012. Rio das Ostras ganha ares de uma passagem e eu me acalmo. Penso no Rio que será a marca brasileira mais forte no período de 2014 a 2016. E de quantas pessoas a cidade precisará para si?

Rio das Ostras é uma passagem. Bela.

Pedro.
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