25 novembro 2011

sem mais nem por que

Ele tem um coração enorme, todo como a loja de bolos e doces: aos pedaços. Se atenta muito ao cotidiano, procura entender o por que da possibilidade do sofrimento.
“A gente já é muito sozinho na vida e mais que isso não é apenas incorreto, é injusto!”
Diz com a certeza de mais de mil exclamações, mais de milhões de exclamações. E ainda anda a margem, num eterno "pode ser, o que será, como é que é isso tudo?"
E ama. Isso o prende.
Apenas.
Apenas?
É tudo, na verdade.
Escrevendo na velocidade da verborragia e do brainstrom mental até que...

Aquele barulho.
Muda a aba.
Vermelha notificação ao redor do número 1.

“Oi”.

E ele volta a ser ele, tipicamente ele: eu.
Falando com estranhos.

Pedro.
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