05 novembro 2011

não tema

Sou o único insone à bordo do meu barco. A noite foi quase central, aquelas noites do centro onde nada se espera e tudo acontece. Mas foi longe.

Longe daqui, aqui mesmo. E poderia ter acontecido em qualquer canto.

Da regra das primeiras vezes: essa foi a que eu me senti mais perdido e encontrado. Estou em casa. Me entendem.
Eu não sou doido. Minhas idéias tem espaço aqui. Meu livro em branco faz sentido pras pessoas. Fico feliz. Explico passo a passo o conceito do livro e abraçam essa idéia. A MINHA idéia. Não é maluquice. É chance. Talvez aconteça.

Eu tenho idéias. Não cobro por elas. Mas eu sei de onde elas vieram. Eu conheço uma por uma das minhas questões raizes. São coisas que me fundamentam e que me levam a criar esse mundo de quase brincadeira. Mas é assunto sério. Por isso (e unicamente por isso) brigo e reivindico por elas. Sou pai de cada uma das manifestações (sempre pessoais) que crio.

Eu gosto desse Leão.

Mas aqui na casa da eterna Julia Ornellas (e dos eternos: Renier, Luiza, Aninha, Caio, Nando e Jokasta), bem de longe vou falando desenvolto sobre o disco de Caetano. Transa é muito, é grande, é total.

São outras noites. Secretamente já tenho um apelido pra elas: noites dos lagos, ou, noites rio ostrenses. Um capítulo que começou a ser escrito esse ano e que me leva e me impulsiona a escrever com vontade depois de tanto tempo.

Eu sei que essa semana me reserva bons e maus sentidos. Mas esse é o reino da alegria.

Pedro.
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