23 novembro 2011

I can be nobody else

Essa presença nos espreita e eu não sei o que espera.
Queria começar o texto assim, achei essa frase linda e faz parte de um sonho que eu tive na minha noite febril (que, como todas as febres, me deixa nostálgico e infantil). Sonhei acordado conversando com Marina e imaginando essa figura fantasmagórica, literalmente nos seguindo.

Daí a idéia começou a ganhar contornos. Ela se materializou. Quando a gente sabe de uma coisa assim é melhor não arriscar. Ouvi esse comentário e decidi que vou na Barra Mansa me benzer com banho de folhas. Se não ajudar, mal não faz.

Esgotei uma dipirona em dois dias pra poder sair de casa, ir a rua, andar, falar, apresentar trabalho – tudo sem ter aquele peso da febre. Mas foi um frasco bem gasto, me garanti bem no trabalho sobre Tropicália. Falei sobre a trajetória de Gal no movimento, todo os seus pulsars e quasars entraram em jogo. Foi jóia.

E o dia inteiro de verso e reverso, de confronto. Com o ego exposto a gente se pergunta tanta coisa. Qual dos lados do espelho Narciso se afundaria primeiro?

Pedro.
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