30 novembro 2011

baixa pressão

Quando li pela primeira vez a frase "music is the soindtrack to our lives" (em bom português "música é a trilha sonora das nossas vidas") fiquei impressionado. É como se isso fizesse muito sentido.
A vida imita a arte, etc.

Mas estou certo hoje de que deve existir no mínimo uma mutualidade. A arte imita a vida, etc.

Estou pedindo perdão pela umidade e a pressão e sou a própria trilha de cada nota dessa melodia.
A letra tan-to faz.

Pedro.
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29 novembro 2011

mais um gosto do que cem mil réis

falta pouco. todo momento passa o cheiro de final:
coisas finais,
trabalhos,
provas,
ansiedades,
retornos,
ciclos,
períodos...

fim.

e com eles, toda a gratidão por não ter passado tão só uma época num lugar que por si só não é das mais fáceis.
daí cada trabalho é uma conclusão de uma época desse semestre, que por sua vez é um fechamento do ano acadêmico, que por sua vez é um fechamento da minha vida acadêmica, que por sua vez é a razão da minha vida em Rio das Ostras, que por sua vez é a única coisa que me divide e distancia entre eu e meu lugar raiz.

e tudo ganha uma importância grande, especialmente quando eu vejo como as coisas mudaram desde o mesmo período, do mesmo anúncio de encerramentos do ano passado.

foi um rolê... "bolado".

Pedro.
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28 novembro 2011

25 novembro 2011

sem mais nem por que

Ele tem um coração enorme, todo como a loja de bolos e doces: aos pedaços. Se atenta muito ao cotidiano, procura entender o por que da possibilidade do sofrimento.
“A gente já é muito sozinho na vida e mais que isso não é apenas incorreto, é injusto!”
Diz com a certeza de mais de mil exclamações, mais de milhões de exclamações. E ainda anda a margem, num eterno "pode ser, o que será, como é que é isso tudo?"
E ama. Isso o prende.
Apenas.
Apenas?
É tudo, na verdade.
Escrevendo na velocidade da verborragia e do brainstrom mental até que...

Aquele barulho.
Muda a aba.
Vermelha notificação ao redor do número 1.

“Oi”.

E ele volta a ser ele, tipicamente ele: eu.
Falando com estranhos.

Pedro.
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24 novembro 2011

you don't mean it but it hurts like hell

não existe palavra em português para “numb”. mesmo que exista, a sonoridade (lê-se nâmb, com o b mudo) é mais ligada a seu significado em inglês do que qualquer palavra em português. “numb” quase não exige esforço pra ser dita, um pouco de voz e a consoante com o fim bilabial pra gente poder terminar e já ficar de boca fechada.

“entorpecido” (a tradução literal para o português), além de ser ambígua é difícil também não corresponde em sonoridade ao que significa. vem de “torpor”, que é uma palavra linda e bem utilizada tanto por Buarque quanto por Dinho Ouro Preto.

um dia só de preguiça e de torpor onde pude pensar algum tempo sobre essas palavras entre um filme e outro (assisti a cinco em seqüência, com ocasionais paradas para uma aleatoriedade e outra), às vezes rio, atravesso paredes. a graça da casa está em poder ouvir a chuva de qualquer canto. eu já não sinto nada
e ela não cai só sobre mim.

Pedro.
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23 novembro 2011

I can be nobody else

Essa presença nos espreita e eu não sei o que espera.
Queria começar o texto assim, achei essa frase linda e faz parte de um sonho que eu tive na minha noite febril (que, como todas as febres, me deixa nostálgico e infantil). Sonhei acordado conversando com Marina e imaginando essa figura fantasmagórica, literalmente nos seguindo.

Daí a idéia começou a ganhar contornos. Ela se materializou. Quando a gente sabe de uma coisa assim é melhor não arriscar. Ouvi esse comentário e decidi que vou na Barra Mansa me benzer com banho de folhas. Se não ajudar, mal não faz.

Esgotei uma dipirona em dois dias pra poder sair de casa, ir a rua, andar, falar, apresentar trabalho – tudo sem ter aquele peso da febre. Mas foi um frasco bem gasto, me garanti bem no trabalho sobre Tropicália. Falei sobre a trajetória de Gal no movimento, todo os seus pulsars e quasars entraram em jogo. Foi jóia.

E o dia inteiro de verso e reverso, de confronto. Com o ego exposto a gente se pergunta tanta coisa. Qual dos lados do espelho Narciso se afundaria primeiro?

Pedro.
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22 novembro 2011

against all odds

É contra todas as coisas se deixar agir assim, mas a gente leva.
Pisado mesmo por quem merece menos que eu. Que seja.
A gente não tá aqui pra ser feliz sempre, só quando der.

Pedro.
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21 novembro 2011

20 novembro 2011

que goste de Itapuã e vá se arrepiar nas festas do Gantois

Não é por mal, mas sinto que quero voltar pra Rio das Ostras. Quero terminar esse semestre, quero sossegar e montar uma árvore de Natal em casa. Quero panetone trufado, comidinhas boas, lançamentos de última hora, andar por aí. Além da saudade de ficar em casa sem me preocupar com a vida dupla rio ostrense, também quero ver as possibilidades de terminar tudo ano que vem em R.O e me mudar de vez pra capital.

Fixar residência em Sampa pela última vez nas férias antes de decidir ganhar o Rio de Janeiro pra mim. Eu quero o charme do mundo e ele está lá. “E eu vou ao encontro do que me espera.”

Pedro.
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19 novembro 2011

domingo no parque #94

Uma coisa é certo que a Gambiarra na The Week sempre me traz: dor de cabeça. Sempre tem alguma coisa e nem que seja no último minuto, acontece. Já acostumei. Mas dessa vez foi demais. Primeiro por que não era pra acontecer mesmo, segundo por que eu estava tão calminho, tão quietinho e tão na minha que foi até pecado ter dado tudo errado. é óbvio que a The Week faz uma Gambiarra boa. Mas não teve umazinha que eu ou ela não tivéssemos nos provocado.

Mas essa foi demais. Eu ta

va na minha, tava conversando, tão bonzinho... Bebi o tanto suficiente pra ficar normal e poder dançar até amanhecer, sem super dosagens. Mas não foi, deu errado, passei mal, fui pra um canto, deitei. Fui levado pra enfermaria, perdi meu telefone (meu NokiaBerry, depois de 3 anos!). Desisti. The Week e eu sempre nos lançamos faíscas, mas dessa vez foi jogo baixo.

Pedro.
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17 novembro 2011

it won’t be the same

A passagem por uma experiência de algo que quase aconteceu tem por si só um acontecimento que deve trazer alguma prevenção futura. Vou tratar de descobrir a forma e – como numa missão – descobrir pra mim mesmo. Never let me forget.

Pedro.
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16 novembro 2011

domingo no parque #93

Uma boa The Week com bons amigos e bons drinks. Eu tava precisando.
Tinha Lari Alli fazendo aniversário, teve esquenta com amigos novos, teve lançamento do cd e teve companhia!

Normalmente só tenho companhia do Paah depois da desmontagem. Não costumamos ficar juntos em Gambiarra. De domingo não dá e de The Week normalmente também não. Mas ontem teve e foi a melhor coisa. Fiquei contente, apesar de sempre arrumar um “motivo-The-Week” pra encasquetar, nem isso dessa vez foi válido pra estragar o tanto de contente que eu fiquei.

No mais, a festa está ótima. As músicas upgradearam, o público tranqüilo, os amigos afinados.
(Obrigado pelo abraço renovador de sempre, Régis. Sempre saio outro)

Pedro.
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15 novembro 2011

nunca vai ser, nunca vai dar

Estou em casa e por incrível que pareça as coisas continuam pairando. Todas essas coisas que fazem a cabeça pensar demais até doer. Mas eu sou calmo nas horas que não deveria estar e vice e versa, tipo agora enquanto escrevo. Uma angústia se instala. Estou tão sozinho, tão triste, tão... não. Não posso ficar assim, acho.

E, no entanto, tá tudo bem ou vai ficar, ou sempre esteve.

Pedro.
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13 novembro 2011

de dia eu faço graça pra não dar bandeira

Proximidade demais virando provocação. Tensão.
Às vezes pela frente, às vezes por trás. Por debaixo da calça, com a voz no ouvido e a boca na orelha. Dando a entender o que poderia ser. Na casa nova, com a amiga do lado antes de beber uma cerveja, jogando videogame, esperando na entrada e durante a festa infantil. Cínicos que só.
De onde saiu isso? Atração virando aversão em questão de movimentos futuros.
Não houve evolução.

Outro dia a noite, nós estávamos na porta da faculdade esperando um ônibus pra viagem. Chegaram dois. Entramos no primeiro que nos deu na telha. E não era o nosso. Mas aí já era tarde...
Na impossibilidade de descer e ter o trabalho de voltar, eu e minha amiga topamos, num clima de aventura, ver no que ia dar. Uma viagem pra uma praia desconhecida por muitos. E, de fato, a paisagem que estava do lado de fora era linda.
E nunca chegamos à praia, mas eu fiquei feliz só de ter alterado a rota.

Por fim, saí do trabalho da minha mãe (em São Paulo) e fui a padaria. A dona da Vaca, Galinha e Cia. era a dona dessa padaria. Fui comprar doces e estava fechando. Minha monitora de Ética e Estética estava trabalhando lá e me ajudou. Acabei comprando 2 doces, fazendo um prato cheio de molho e peixe que depois (desastradamente) passei para uma espécie de marmita, deixando cair algumas coisas.
Comprei pão e fui orientado a passar sempre mais cedo, pois "a fornada boa sai às duas horas".

...

Acordei e entendi por que Mário Quintana diz que "Dormir é acordar-se pra dentro".

Pedro.
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12 novembro 2011

take five

think of Cassie of Skins saying: "lovely".

Voltei pra casa. Vim tratar da minha cuca. Pensar em umas coisas, repensar outras, ficar junto e me sentir seguro perto de pai e mãe num feriado que não poderia se passar em Rio das Ostras. Minha cabeça não me deixaria dormir. Mas aqui eu consigo.

Hoje foi calmo, apesar das andanças. Fui assistir ao show do Jeneci no Parque Villa-Lobos. E reforçou o karma de que ele foge de cantar pra mim: cheguei no fim do show após ter andado bons 40 minutos com Paah, da estação Pinheiros até o parque. Garanti vê-lo e autografar meu cd (o único que ficou faltando da temporada de shows de verão desse ano).

Voltei pra casa, aqui estou. Cabeça feita, visão na estrada. Só penso na minha irmã. Quase sempre fico perto de chorar. É uma daquelas condições torturantes e inaceitáveis pra mim que ela fique triste.
Chateada? Vá lá. Um pouco amuada? Acontece com todo mundo. Magoada? De tempo em tempo é inevitável. Mas triste, eu prefiro trocar os papéis. Topo todas. Não consigo. E no fim das contas é comigo também e continua sendo com ela.

Estou confortável, seguro e feliz por estar em casa e triste, chateado, preocupado por tudo isso.

Espero que a gente possa rir disso tudo o mais breve possível.

Pedro.
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11 novembro 2011

vai levando

medo dos antônimos, das contradições que noites e dias tem trazido que ando preferindo dormir mais cedo do que esperar o que virá. a noite da medo de que tudo seja motivo. e eu não tenho mais senso nenhum do que pode ser. parece que sou eu.

Enfim o dia sorriu pra sair, ir a praia, amanhecer com calma e poder conversar. Tudo o que se espera, tudo o que se pode ter. Tô sem máquina, senão mandava uma fotografia da Joana no dia de hoje. Feliz e levando. Mas feliz é o mais sIncerTo sentimento que eu posso passar.

Handling things.

Pedro.
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10 novembro 2011

seguir seguindo

(...) E eu não mereço um beijo partido
Hoje não passa de um dia perdido no tempo
E fico longe de tudo o que sei
Não se fala mais nisso, eu sei
Eu serei pra você o que não me importa saber
Hoje não passa de um vaso quebrado no peito
E grito
Olha o beijo partido


Beijo Partido
(Toninho Horta)

...

Dias de sol, noites de lua cheia.
Alegria. Paah está aqui em Rio das Ostras. Ele veio e com ele veio o sol e o dia mais completo - passada a noite mais vazia.

Ontem teve praia o dia todo. Arrependimento é não ter o registro do mar, do sol e da paz do dia de ontem.

A noite foi de lua cheia, tarot da Marina e choppada. Se fosse outra pessoa, eu me surpreenderia, mas Marina é muito pontual em suas projeções futuras. E a roda da fortuna girou e parou em mais de duas casas.

A choppada de ProCult é o evento do ano. Se divide entre quem vai e quem não vai. E sempre quem tem que ir, vai. Dessa vez eu fui sem solidão. E aconteceu todo o inesperado previsto: amor e ódio.

Marquei. Por algo tão nonsense, veio a tona a imagem que Rio das Ostras vinha trazendo: um lugar de ser outro. Nada grandioso, uma brincadeira. Mas sem hora pra brincar. Replay de verdades, medos e escândalos. Morte na volta pra casa. Das de se perguntar: mesmo? E ainda assim, sinceras desculpas, vamos seguir.
(And try to get through this. Both of us.)

Mas parabéns, ProCult, a choppada foi um sucesso.
Era a segunda coisa que eu mais esperava.

Pedro.
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09 novembro 2011

se o amor quiser partir num dia de manhã

aqui foi falado sobre como o caldo engrossa e o molho volta cada vez mais concentrado. também já foi dito como o tomate se dissolve. são visões. eu estava fora e resolvi explorar o lado de dentro.

eu finjo bem, mas não minto nunca. tenho uma visão ampla do geral e sei exatamente do que se trata. se você vive comigo vai ver e ouvir exatamente o que se passa. o tomate na sua boca está cru.

mas Silvestre disse que choque de realidade não tem hora. então nos batemos das realidades de lá e cá: o que se sabe contra o que se vê, o que se espera contra o que se tem, o que é contra o que não pode ser. e doeu. e dói.

saber que eu posso ser uma pessoa de convívio e não ser uma pessoa pra vida. e como ser feliz? e o que eu faço com isso tudo?

correndo o risco de falhar, meu coração para, meu ar falta, os piores dias da minha vida são agora.

e o grande escândalo sou eu novamente aqui.


só.

Pedro.
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06 novembro 2011

quando a manhã vem clareando

é de manhã
os morcegos estão virando passarinhos
as travestis estão virando corretores imobiliarios.

eu fico criando essas versões mesmo andando.
why don't you take a walk on the wild side?

qual dos lados você vive, dia ou noite?
todo mundo tem uma preferência.
e a noite é mais esquisita, com certeza.

todo um raciocínio que te envolve desde a ponta do pé até o último fio de cabelo pra provar que é certo, eu tenho: atravessando.

Pedro.
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05 novembro 2011

não tema

Sou o único insone à bordo do meu barco. A noite foi quase central, aquelas noites do centro onde nada se espera e tudo acontece. Mas foi longe.

Longe daqui, aqui mesmo. E poderia ter acontecido em qualquer canto.

Da regra das primeiras vezes: essa foi a que eu me senti mais perdido e encontrado. Estou em casa. Me entendem.
Eu não sou doido. Minhas idéias tem espaço aqui. Meu livro em branco faz sentido pras pessoas. Fico feliz. Explico passo a passo o conceito do livro e abraçam essa idéia. A MINHA idéia. Não é maluquice. É chance. Talvez aconteça.

Eu tenho idéias. Não cobro por elas. Mas eu sei de onde elas vieram. Eu conheço uma por uma das minhas questões raizes. São coisas que me fundamentam e que me levam a criar esse mundo de quase brincadeira. Mas é assunto sério. Por isso (e unicamente por isso) brigo e reivindico por elas. Sou pai de cada uma das manifestações (sempre pessoais) que crio.

Eu gosto desse Leão.

Mas aqui na casa da eterna Julia Ornellas (e dos eternos: Renier, Luiza, Aninha, Caio, Nando e Jokasta), bem de longe vou falando desenvolto sobre o disco de Caetano. Transa é muito, é grande, é total.

São outras noites. Secretamente já tenho um apelido pra elas: noites dos lagos, ou, noites rio ostrenses. Um capítulo que começou a ser escrito esse ano e que me leva e me impulsiona a escrever com vontade depois de tanto tempo.

Eu sei que essa semana me reserva bons e maus sentidos. Mas esse é o reino da alegria.

Pedro.
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04 novembro 2011

so in

para ler ouvindo: So in (Tono)

amoreba
amor eba!
suprindo vazios
falando absurdos
gesticulando próximo
gostando tanto

Pedro.
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