16 setembro 2011

astros, noite, tempestade

Ela lê meu mapa e confirma que tá tudo bem como vem se apresentando nos dias comuns dessa rotina. Não tenho nada de mal pra falar dela.
Mapas, astros. Conforto. Por ela não julgo ser um blefe por que alguma coisa ali me deixa ser um homem comum, qualquer um.

O sol está contrário, há casas em Saturno e aquilo tudo passou. Mas um ciclo se repete, aquele de maio e junho. Me lembro bem e concordo que é uma situação parecida.

"Tá tranquilo, relaxe". E me aponta os astros na tela enquanto explica os trânsitos numa tabela periódica nova. Concordo e sinto a cuca formigar da boa vontade. Coisa boa. Estava calmo desde cedo mas agora amoleço de bom. Gosto tanto dela.

Enquanto tudo se explica fica tudo correto e explicado. Vou pra rua sem grilos.




Sei que é a sede do peixe que não tem solução.

Pedro.
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