30 setembro 2011

é festa, é festa, é festa!

para ler ouvindo: Tapete Mágico (Caetano Veloso)


In this Rio das Ostras king bed, 8 horas de distância, faz 20 dias que não volto pra casa e agora faltam 11 pela frente. Uma semana e quatro dias.

Agora é tempo e agora é tarde. Comecei uma produção e surgiram outras. A mesma coisa do lado de lá. E nem pra pensar sobre isso eu tenho tempo. Mas o coração tá tranquilo. E o melhor vai acontecer.

Faltam 6 dias pra Alkahol acontecer. Embora tenhamos armado tudo em 7 dias, já estava tudo pronto. Essa idéia não nasceu hoje nem ontem. São pensamentos acumulados da cozinha, desejos iguais, identidades que se cruzaram. É a celebração da "Ostranquilo Produções", a produtora de Caio, Marina e eu.

Quando eu digo que a idéia não é nova, por que não é mesmo. Ela foi concebida no Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Angra dos Reis e em São Paulo. Afinal, cada um vem de um lado e estivemos em todos esses lugares - juntos ou separados - esperando para fazer algo... Nosso.

Entre montar um festival de bandas autorais, formar uma banda que não toca, fazer festas em casa, trabalhar com video e discotecar em festas, pegamos o melhor de cada lugar e juntamos com as nossas idéias da festa ideal.

Agora, já tudo concebido e em processo de última semana.
Tudo pra ver se a poeira levanta.
Wish me luck.

Pedro.
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29 setembro 2011

nesse seu "sim" assim, outras três também representam "não"

São dois monstrinhos. São inocentes, mas crescem e tem fome. Gêmeos. O sexo não importa.

Começam a formar idéias e tem fome por argumento. Se discutem, se debatem.
Comem meu cabelo, me invadem a cuca. Homenino sem cabeça.

Se houvesse um livro em branco para as idéias, elas o comeriam folha por folha (por isso deveriam ser vendidos em qualquer livraria). Mas não tenho nada em mãos.
Diz que água espanta e fazem os monstrinhos das idéias irem pelo ralo.

Comigo funcionou. Tudo o que restou deles foi esse texto.

Pedro.
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28 setembro 2011

eu sempre quis muito

IV - das iniciativas

pra toda estrada precisa haver um primeiro passo. pra qualquer maravilha, é preciso seguir o coelho branco. mesmo que ele esteja atrasado, correndo contra o tempo.

o que fica das iniciativas são as histórias. e essa primavera vai ganhar uma. é um broto novo, pronto pra flor.

estou contente de ter iniciado um processo em conjunto com muitas pessoas, envolvendo gente. minha casa é uma fábrica de idéias, mas eu precisava ter mudado a direção sozinho na hora de voltar pra casa pra iniciar esse processo.
e agora vai acontecer. ganhou nome, ganhou forma, ganhou conteúdo.

vamos fazer.

Pedro.
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27 setembro 2011

rock'n'roll, capítulo um.

O quanto ser pop hoje é ser aceito, ser rock continua sendo ser o inaceito. O princípio do rock é estético. A partir daí surge a quebra de padrões, a juventude. A sonoridade do rock é temporal. Não se confunde períodos. Elvis e Foo Fighters. E segundo o Rock'n'Roll Hall of Fame, Madonna também.

"They can rock, but they can't roll", disse Mick Jagger se referindo aos Beatles (e hoje, tendo os Rolling Stones se tornado uma lenda viva e os Beatles uma referência, essa frase soa como uma previsão).

Mais irreverência, menos pedantismo. Pélvis, o apogeu da Beatlemania, Warhol e o Velvet Underground. Ópera e frevo. “Uma parada bolada”. É, tipo isso.

Não vejo problema nenhum.
Seria bom se acabasse essa panfletagem idiota.
Roqueiro parece aqueles caras que ficam lendo bíblia na Sé, sabe aqueles?
E quando você para eles vão querer ler um trecho de um sermão?
Chato pacacete!
...
Para ler ouvindo: Baila Comigo (Rita Lee/Roberto de Carvalho)


Pedro.
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26 setembro 2011

23 setembro 2011

catch me on the floor

I - da noite de anteontem

Se o dia mereceu um texto pronto, tive que esperar a noite chegar para mudar de opinião. À tarde aqui em casa, eu e Caio pensamos numa festa do karaokê para muitos convidados. Criamos evento no Facebook e tudo. Algumas confirmações depois... Ninguém veio e o karaokê não funcionou por motivos técnicos. Restaram 5 litrões de cerveja na geladeira, uma catuaba e a vontade de celebrar a falta de motivos pra celebrar.

Se me dissessem de manhã que eu estaria rodopiando a sala da minha casa debaixo de uma luz negra com um copo de catuaba na mão, eu jamais acreditaria.
Mas o fato é que não precisou de muito mais que isso pra ser a melhor festa até o presente momento com A Banda Vai Pra Rua, não tem tempo ruim.

Caio com seu feeling de quase irmão, God is a dj, pra me agradar com canções, Marina alegre e eu dançante. Fiquei 5 horas dançando como não fazia há muito tempo. Como sempre espero fazer quando há aquela Gambiarra. E ela pode acontecer aqui mesmo, como aconteceu.

Pedro.
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22 setembro 2011

não vou dizer que tudo é banalidade

II - das tentativas

tem dias que consigo escrever um dia antes o texto de amanhã. Nada de previsões. É um dia em que tenho muito mais a dizer sobre coisas em geral do que o dia seguinte ou um outro dia adiante. Daí chegam 2 ou 3 textos.
Em compensação, há dias que tenho que esperar ele acabar pra ver no que vai dar. Ou ainda esperar digerir o que passou pra poder escrever.

Isso dito, tem textos de hoje que são reflexos de dias do ano passado ou retrasado. Isso deve configurar algum retardo emocional dos momentos de uma alegria inexplicável ou um tipo de mágoa muito forte de dias que ainda não consegui engolir alguma tristeza ou raiva que passou.

Qualquer que seja a opção, tento não ficar muito pra trás comigo mesmo. Por que cada dia é um dia novo e esse blog não é de nenhuma instituição pública pra demorar tanto ou ter tanta burocracia.

Entre escrever pros dias vazios que vem e reescrever os dias com ápices de emoção, ficam as tentativas de me manter num mundo... Presente.

Pedro.
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21 setembro 2011

não leve o personagem pra cama

Assunto a gente tem. Argumento também. É incrível como num momento de maior descontração a aptidão para o ofício também se revela. É só tirar a carcaça dos jogos e pensar no trabalho que cada um vai se assumindo:

Meu passatempo é fazer projeções das pessoas conforme elas vão se mostrando.

Falta aprender a mentir. Não tem como saber dos trâmites quando se está iniciando. Os planos são muito pueris, são sonhos. A grana sempre estará presente. É o que pressiona e impulsiona a cultura de massa. Só se fala em estética a partir do capitalismo.

Respiramos aspirações a...?
Antes dela sair, ainda pelo impulso de ontem, pseudo me engajei em outro projeto dela, com ela. Mas antes da marca de batom na bochecha sair, já veio a casa, a grana, a volta, a mudança. Tudo ainda pairando de um modo que não consegui me concentrar em um nome.

Cachaça aprofunda mais que cerveja. Também deve ter mais de Brasil aí.

Pedro.
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20 setembro 2011

amor grand' hotel

para ler ouvindo: Grand 'Hotel (George Israel / Leoni / Bruno Fortunato)


um domingo extendido foi minha segunda feira. se não fosse pela responsabilidade de banco-mercado eu mal teria saído de casa. o que é um problema. mente parada não fica. li textos, vi vídeos, fiz trabalhos de faculdade pra variar. "tudo isso é muito cha cha cha cha cha chato", como diria minha gata Rita Lee.

o legal foi que assimilei coisas também. pensei muito sobre um video de humor que vi no Youtube desse senhor que, num discurso humorado e moderno, (respeitando a linguagem dos Vlogs atuais), dizia sobre a melhor opção ser o casamento em casas separadas. algo que mantém o romance e dá um charme à relação. a idéia bonita do "eterno namoro", o romance que sobrevive.

de fato há um charme de pensar nessa vida. afinal, a intimidade pode virar um monstro aliada a rotina dos dias. aquele caminhão que atropela a paixão.

tenho dúvidas sobre como se constitui uma vida a dois dessa forma. se de fato é uma entrega completa e irrestrita. alguma coisa deve ficar de fora, por mais curto que seja o caminho de uma casa a outra, algo fica. qual intimidade deve ser mantida em casa pro amor não se transformar em "bom dia"?

é uma questão que extrapola a legitimidade do casamento, por exemplo. não questionaria isso de forma alguma. mas a opção pelo espaço, para algumas pessoas deve se tornar tão crucial a ponto de não conseguirem dividir esse espaço ou essa reserva de intimidade que fica?
uma barreira física e outra psicológica - e qual o segredo da felicidade?

nunca sequer cogitei a possibilidade de morar sozinho. não gosto. adoro ficar em casa quando não tem ninguém, sabendo que é um momento de calma (meus pais raramente me deixam em casa por longos períodos e minha vó sempre esteve presente desde minha infância em casa) sabendo que em algum momento alguém vai chegar, ok.

mudando pro Rio, isso se fortificou. prefiro encarar briga de república e ir caindo de casa em casa do que morar só.

e entre conhecer pessoas, morar em repúblicas e viver a rotina sem intimidade e quase sempre sem espaço, me vi uma pessoa extremamente maleável para esse tipo de convivência. de uns tempos pra cá essa convivência vem me humanizando lentamente de forma que nem eu consigo mais morar sozinho, nem sou tão difícil de se conviver junto.

e aí,
é impossível ser feliz sozinho?
ou
será preciso ficar só pra se viver?

Pedro.
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19 setembro 2011

18 setembro 2011

I am singing it loud and I don't care

larga de chorar, vem cá pra rede. estive próximo o fim de semana inteiro. dessa realidade daqui, calma, sem ansiedade nem desespero. nenhum vestígio de apego a qualquer coisa do mundo. o homenino de casa mal saiu.

fiz o que vim fazer: estudei. sábado bucólico na cama quente e o barulho do vento de fora. homenino do vento ouviu e dormiu com esse barulho.

no instante já, sempre cantando a música doce que o amor pedir pra eu cantar. fora do mundo de estudo, dentro do mundo de música e casa. já sinto aquele lance de mudança e sem avisar ninguém, as coisas chegam.

o homenino de dentro vai pra Shamballa e diz que volta, mas é só falácia.

Pedro.
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16 setembro 2011

astros, noite, tempestade

Ela lê meu mapa e confirma que tá tudo bem como vem se apresentando nos dias comuns dessa rotina. Não tenho nada de mal pra falar dela.
Mapas, astros. Conforto. Por ela não julgo ser um blefe por que alguma coisa ali me deixa ser um homem comum, qualquer um.

O sol está contrário, há casas em Saturno e aquilo tudo passou. Mas um ciclo se repete, aquele de maio e junho. Me lembro bem e concordo que é uma situação parecida.

"Tá tranquilo, relaxe". E me aponta os astros na tela enquanto explica os trânsitos numa tabela periódica nova. Concordo e sinto a cuca formigar da boa vontade. Coisa boa. Estava calmo desde cedo mas agora amoleço de bom. Gosto tanto dela.

Enquanto tudo se explica fica tudo correto e explicado. Vou pra rua sem grilos.




Sei que é a sede do peixe que não tem solução.

Pedro.
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15 setembro 2011

sonhos são iguais: terra à vista

o post de hoje faz parte da sequência dos posts referentes a dias comuns. é qualquer coisa jóia.
a casa tá uma coisa engraçada, umas brigas, uma louça psicológica pra lavar, as meninas se matando, os meninos nem aí. mas quando o modo "cidadão pacato" está ligado isso não faz muita diferença.
eu vago.

acordo, vou a aula, almoço,
paro.

academia, tarde, divago, penso,
paro.

canso, casa, internet, texto, desisto,
paro.

eu quase não falo.
e adoro tudo isso.

os dias passam sem dor, como os dias são (ou deviam ser).

sem ansiedade nem tristeza. sem vontade de nada.

a gente tá aqui pra existir, afinal?

eu tô existindo.
amanhece, entardece, anoitece.

estamos aí.
qualquer coisa é só chamar.




eu não paro.

Pedro.
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13 setembro 2011

não podemos nos perder

drop down diary #24

Primeiros dias em R.O. Tento entrar na rotina das aulas, ler meus textos, fazer meus resumos... São muitos (!) e é muito difícil não ter entrado no ritmo de aulas até agora.

É um preço alto que se paga por estar numa faculdade federal que se permite esse tipo de disritimia (faltas, greves, mudanças) e ser dividido entre duas vidas em duas cidades extremamente distintas.
Mas eu me esforço pra não deixar nada faltando. Faço minha parte. Me saio um aluno surpreendente na faculdade. Surpreendo a mim mesmo. Normalmente deixaria o barco correr (tá bom, às vezes deixo mesmo) sem fazer nada. Mas sinto um esforço pra garantir notas boas - ou médias - e não ter que fazer nada no fim do ano. Tenho verdadeiro medo de repor aula e fazer provas de recuperação no início das férias.

Como sempre, não sou cdf e nem sou o largado da classe. Aprendo muito durante as aulas, presto atenção. Não gosto de lição de casa e não perco o fim de semana por qualquer coisa e nas férias sou o primeiro a armar a tenda e partir pra casa.

É preciso ritmo e equilíbrio que o resto é bobagem pouca, besteira.

Pedro.
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12 setembro 2011

11 setembro 2011

treat it as a holiday

Conforme o esperado, estou voltando novo pra Rio das Ostras. O que não foi previsto foi a volta 1 dia antes do previsto. Domingo será um bom dia para passar junto dos meus amigos. Voltar na segunda feira seria um atestado de obviedade: voltar por ter que voltar. Mas não. Quero passar um dia com quem aguenta todas as minhas crises, quem segura os trancos, quem me chama pra beber uma cerveja e me ouve falar até não parar mais.

Um dia entre esses tantos que passei em casa para dizer: "apesar dos pesares, eu também gosto de estar aqui junto de vocês. Vamos celebrar isso". Sem a obrigação de estar em Rio das Ostras.

De cara, fiquei feliz com a minha decisão. Depois, ouvi um lado que sentiu isso ter sido precipitado. Mas agora já penso ser o certo de novo. Depois de um mês como Agosto, eu sei quero ficar próximo de algumas pessoas que não pedem muito mais que um dia pra todo mundo se encontrar. E eu faço parte.

Pedro.
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09 setembro 2011

domingo no parque #88

Depois de algum tempo frequentando a Gambiarra como uma missa dominical, minha avó me perguntou o que havia nessa festa. Eu respondi: "tem liberdade", e expliquei tudo sobre como era meu refúgio de domingo e sobre as pessoas incríveis que eu havia encontrado.

Mais tarde essas pessoas começaram a fazer parte da minha vida e, de alguma forma, todos ainda temos um laço muito forte que veio daquele convívio onde tudo podia ser diferente e livre: vai quem quer se sentir bem sem personagem - é a sexta-feira do povo do teatro. 

Minha vó, assim como meus pais, aceitaram bem a idéia da festa que começou em Setembro de 2008 pra mim e que hoje ainda não deixou de ser um grande diferencial na minha vida.

São 3 anos de Gambiarra e ainda há muitas frestas que sugerem que a primeira impressão não se desfaça, que o zeitgeist permaneça ali (que é o motivo do sucesso, afinal). Mesmo crescendo e tendo que tomar certas medidas que cortam esse instinto libertário, ele ainda está lá.

Na noite de ontem fui pra comemorar junto de quem ainda preserva a noite. E assim o fiz. Foi divertido, foi festivo, foi o que tinha de ser. Acabou na hora que tinha que acabar pra esse jovem temporão da noite.

Pedro.
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05 setembro 2011

03 setembro 2011

a firm foundation

A primeira semana passou voando. Não consegui sentir uma saudade de Rio das Ostras e da minha neurose larente que parece permear a cidade a cada passo, a cada noite.

Mais um pouco eu estarei pronto pra voltar, talvez até antes que o esperado.

Esses dias tem sido amor extremo, equalização de sintonias e ajustes técnicos da cabeça. Como sempre, zero a poesia e inicio a vivência. Com tempo eu volto e dou uma chance nova a tudo.

Soon I'll be ready to be limbo no more.

Pedro.
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