17 agosto 2011

a beira e o mar


"O mundo do rio não é o mundo da ponte"
(Guimarães Rosa)

coisas que só se pode aproveitar pelo que são, sem se deixar levar, sem se distrair demais.

na mesa ela me diz que minha Vênus é na casa de Peixes mesmo, sem chance de trocar. estou fadado ao sucesso matrimonial em um castelo, como num conto de fadas. por isso não há a menor chance da carruagem não virar abóbora.

uma dança no centro da pista que para a cidade e faz cena de musical com a noite.
uma vez, como se você não pudesse parar de me olhar. a primeira vez.
a maior catarse de sentidos que surge do nada e pro nada vai.

e acabou, não tem fundo.
é só beira

sem mar.

Pedro.
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