29 agosto 2011

27 agosto 2011

por favor, meu ego


Em casa.

Secretamente eu demoro de 1 a 2 dias pra me adaptar, mas finjo que está tudo normal e que me sinto em familiarizado no mesmo instante. Mentira. O abraço do Paah no metrô, a rotina de casa, a proximidade com o mundo que parecia tão distante, tudo demora pra ser meu de novo.

Dessa vez demorou um pouquinho mais por que eu vim magoado. Vim culpando a cidade por tudo que vinha acontecendo de errado e com minha chateação, ciúme e neurose em Rio das Ostras. Mas sabendo que a cidade que me machucava era a única que poderia me fazer voltar bem. Questão de tudo ou nada.

Estou no terceiro dia em casa e muita coisa já se resolveu. Não tudo, não tão depressa.

Se tem uma coisa que me ocorre muito é a divisão do emocional x racional. E o primeiro sofre uma espécie de retardo, de delay, em relação ao segundo. Tudo que acontece na minha cabeça está sempre muito bem resolvido - racionalmente. Mas as reações emocionais (e quase sempre idiotas) surgem aos poucos e me frustram. Coisas instintivas, nada programadas, mas que um ego bandido se sente no direito de atentar.

EGO

Três letrinhas que estão cicatrizando enquanto insistem em mostrar o tempo ruim que tiveram.

Voltei.

Pedro.
x

26 agosto 2011

vou danado pra Catende


Aquele momento que só existe o retorno e tudo conspira para isso. É agora.

Vou danado pra São Paulo.
Tenho muito o que resolver.

Pedro.
x

25 agosto 2011

24 agosto 2011

ela disse-me assim

O que é uma voz e o que ela pode fazer? Qual diferença exerce no dia se ela se ecoa no tempo e atravessa o meu dia. Uma voz presente, um mero som, uma onda.

Uma emissão que trafegou por inúmeros fios, cabos, transmissões, ondas e um mundo que eu não conheço (e não quero), ou que esteve aqui mesmo o tempo todo. Essa que veio da minha memória sensorial, memória da pele, da proximidade, do calor, da saudade dele (como foi bom em outro dia) e dela (mais recente). 

E estive acompanhado o dia inteiro dessa presença.
E o dia inteiro não foi como os outros, foi melhor.

Pedro.
x

22 agosto 2011

20 agosto 2011

can't you see?

(edit)
talvez essa Vênus esteja disfarçada de Oxum.

(long version)
eu me perco em vários aspectos. esse pode ser mais um deles.

(director's cut)
outro exemplo: hoje escrevi meu nome e saiu o seu. eu ri, foi engraçado à beça na hora. tava pensando em você. queria te dizer e não... disse.
é bastante


Pedro.
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19 agosto 2011

nítido farol, sinal

Ela lê, vê e pensa. Ela interpreta. É incrível seu poder de interpretar isso tudo de mim. Através de mim. Ela me translê e sabe quando é necessário. Não existe relação assim.

Me pega desprevenido e ainda a tempo de poder escrever esse texto antes de eu ficar muito emocional. Pontual.

Está intervindo de lá de longe, de casa.
Acredita no amor mais que eu. Acredita por mim.

Pedro.
x


18 agosto 2011

vênus me orienta

ela lê o meu jeito e o seu num mapa feito a mão. a resposta está lá em cima. e diferentemente dos santos, não adianta pedir por mudança. foi feito assim e assim será. sem procon. foi acertado isso de início sem esse manual, em tempo algum. e as coisas boas que me trouxe também foram (e são) demais pra me deixar levar por isso.

a princípio, narciso, me recuso a acreditar que possa ser tão diferente de mim. que possa existir quem não se consuma que nem eu. quem não cultive um sentimento até ser devorado por ele, por sua cólera (thanks, sister).

mas assim são as construções da vida em suas relações, das mínimas às máximas.

devo ser pequeno e feroz lutador perante os astros (os culpados e definidores de todas essas circunstâncias) ou um gigante covarde, abobalhado e grato?

não tenho uma balança libriana, nem a dualidade geminiana. eu sou quem vai fundo, a minha Vênus, se é que ela existe (deve existir, tudo existe e não existe, enfim) também. não tem orientação, é tudo sonho. mesmo quando não é apenas o momento, o instante.

mas de mim eu entendo bem, só não sei controlar. a outra parte é que me cabe deixar ser o que for. o que quer que venha a ser.
e torcer pra que seja sempre real.

Pedro
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17 agosto 2011

a beira e o mar


"O mundo do rio não é o mundo da ponte"
(Guimarães Rosa)

coisas que só se pode aproveitar pelo que são, sem se deixar levar, sem se distrair demais.

na mesa ela me diz que minha Vênus é na casa de Peixes mesmo, sem chance de trocar. estou fadado ao sucesso matrimonial em um castelo, como num conto de fadas. por isso não há a menor chance da carruagem não virar abóbora.

uma dança no centro da pista que para a cidade e faz cena de musical com a noite.
uma vez, como se você não pudesse parar de me olhar. a primeira vez.
a maior catarse de sentidos que surge do nada e pro nada vai.

e acabou, não tem fundo.
é só beira

sem mar.

Pedro.
x

16 agosto 2011

por ser de lá

para ler ouvindo: Não existe amor em SP (Criolo)


São Paulo da vazão a todos os meus dias tristes, a toda minha noite. Por isso não me estranho, meu tempo é hoje. É quando os dias são frios e distantes. Mesmo feliz é triste que não haja sol.

Rio das Ostras é mais opressivo, uma diitadura. Por isso estranho que eu consiga ter sentimentos normais como saudade, insegurança, tristeza por estar distante em um amiente sempre acolhedor, sempre de sol quente e noites frescas, as praias impecavelmente limpas e delirantes, essas casinhas, essas cores.
E principalmente, o tempo. Aqui o tempo não tem fim.

Como eu vou me sentir a vontade para ter esses sentimentos num lugar tão compulsivamente oposto?
Quem ousaria?

- "Só vindo de lá, meirrsxmo."

E nessas horas eu sou um paulistano.
Eu sinto e vou sentir, "meszmo".



foto "É todo um procedimento" - Marina Soares
 
Pedro.
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15 agosto 2011

14 agosto 2011

I better call Tyrone

(Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2009)
(Espírito Santo, 05 de Agosto de 2011)
eu tava pensando nele como um bom pai no futuro. nem sei por que, mas ele tem vocação.
o único a quem confiar minhas neuroses, essas, crias minhas.

ele é o coração distante que espera na estação e fraterno na realidade. mas tocou aquela canção, longe de tudo que sei, não se fala mais nisso, eu sei.

me traz o sorriso do Blane a cada chegada (aquele do Wablers, de Glee, vocês sabem). e a possibilidade dele ser pra sempre o melhor amigo, o quindim com coca cola, o carioca. Isn't it bliss to you right now? E esperando na estação por muitas estações. 

por perto para que eu também possa cuidar dele não ficar muito triste. o Rio também não deixa.
e junto da minha janela de conversa instantânea, mostrando perfil por perfil dos candidatos a futuro romance dele - o qual eu irei morrer de ciúmes, obviamente.

e ainda sonha de mim. e eu finjo que finjo que finjo que não sei.

Pedro.
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13 agosto 2011

cut the kids in half

ou The domino effect
(Season 6, episode 11)

alguma coisa está fora da nova odem mundial entre eu, Caio e Marina. os três moradores da casa (enquanto não acaba as férias de todos, pois somos em 5) e que mais refletem um sobre o outro.

durante a semana um efeito dominó bateu e fez cair um atrás do outro. nossos amores estão (ou são) distantes e isso pesa muito. por isso a queda.
escrevo no fim de sábado sabendo que hoje foi a vez do Caio.

Marina é muito bem resolvida, mas sofre coma impossibilidade de alguém próximo. quarta feira foi o dia dela espernear de raiva e tristeza por tê-lo visto passar com outra. e nós ouvimos, pacientes, durante horas ela maldizer o destino que arma toda essa trama em sua vida.

meu dia foi quinta. meu drama eu já conheço, é a distância. não sei que lua cheia foi essa, mas ela instalou uma paranóia em mim que foi dificílima de sair. e dá-lhe beber esquecer, sem sucesso. e dá-lhe uma cartela de remédio pra dormir, sem sucesso. o que restou foi sentar na cozinha e deixar my tears dry on thei own depois de um dia todo mal conseguindo respirar direito. dormi.

Caio fez o que ele sempre faz: finge que está bem e me agita pra sair. fomos pra myhouse com grau etílico alto e uma caipirinha e meia hora depois a pressão baixou, o corpo pesou e ele caiu. depois de alguma insistência ele levantou e fomos pra casa. fiquei bravo a princípio, mas depois entendi e tentei não deixar o efeito recomeçar (update: sem sucesso).

morar em uma casa onde as pessoas tem uma identidade parecida tem seus prós e contras. o humor e o astral que passa de um pro outro é visível e possível de acompanhar, um seriado onde a gente tenta assistir só as partes legais, pois como já se disse nesse episódio, "life's too short". mas também é sem sucesso.

Pedro.
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12 agosto 2011

de flor em flor

para ler ouvindo: De flor em flor (Djavan)


por um alguém que a gente sabe que vem. e já sabe que não sabe viver sem. alguém em quem se apostar todas as fichas, afinal, é agora ou nunca ou nunca ou agora. por não se saber estar completo, sempre sozinho sem o amor.

por um alguém que é a própria festa. mesmo nos dias mais difíceis, nos silêncios longos, nas tentativas de compreender esse abismo que se cria em momentos... nossos.

por um alguém que se entrega, que pensa em mim a essa hora, que me manda mensagem, que me faz perder o sentido e o que mais não se perde por nada.

keep it closer.

Pedro.
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11 agosto 2011

primeiro impulso, primeiro susto

Drop down diary #23

pra onde eu tô indo nesse semestre?
um lugar bom, espero. torcendo pra que o ditado que diz que"as aparências enganam" esteja certo, pois a vista daqui não é boa.

resumo: no 2º período de faculdade, tranquei uma matéria obrigatória (Fundamentos de audiovisual) pra arriscar uma optativa (Assessoria de imprensa) que não vingou - e me fez repetir - por três motivos:
- as aulas só começaram no meio do semestre
- a aula era na sexta feira de manhã
- a professora não é boa

é difícil começar matéria no meio do semestre e forçar a barra pra encaixar todo conteúdo em dois meses. a isso se soma as inúmeras festas de quinta e uma professora que exige o impossível e é verborrágica demais.

parêntesis para meu ideal de professor
(aquele que fala o necessário para a compreensão da matéria, concluiu os assuntos que começou a abordar, fala de forma clara, abre discussão em sala e termina a aula antes do horário)

mas o fato é que eu não passei. além de ter perdido uma obrigatória, não fiz a obrigatória.

por outro lado, puxei uma matéria do 3º período enquanto estava no 2º e passei (Arte e Pensamento), o que me possibilitou de pegar uma matéria do 4º período agora. é como aqueles jogos que a gente destranca um nível pra ir a outro até chegar no chefão, etc.

dessa forma, tenho 7 matérias:
quatro são do 3º período
uma é do 2º (Fund. do audiovisual)
uma é do 4º (Ética e estética)
uma é optativa

quadro de maluco, não liga.

o que eu vejo de ruim pela frente é a professora de Assessoria de Imprensa, Ednamária, em duas aulas obrigatórias nessa grade nova, matérias importantes. e eu morrendo de medo de me foder de verde e amarelo com as nossas primeiras impressões.

além dela, Leandro Mendonça, outro professor com quem já tive aula, também é um risco. ele é bacana mas se atrapalha um pouco no discurso durante a aula e pode ficar chato. torço pra que melhore também, senão fica difícil.

complicado esse horizonte. mas a idéia é sempre extrair o melhor de cada um para atravessar o processo da melhor forma possível. e isso depende muito de mim também, eu sei.

por isso é melhor as aparências ter nos enganado.

Pedro.
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10 agosto 2011

o blues já valeu a pena

É Santo Agostinho que diz: "a memória é a casa da alma".

Por isso quando o Chico Buarque volta pro disco a nossa casa nos traz de volta algo que já foi sentido anteriormente. E assim esperamos ansiosos por um momento pelo qual já passamos e que anda tão escasso: um momento de beleza.

De 89 até hoje, já peguei 5 momentos ímpares: Chico Buarque (Morro dois irmãos) (89), Paratodos (94), As cidades (98), Carioca (2006) e Chico (2011). E sempre vale a pena.


Pedro.
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09 agosto 2011

mas o fim é demais também

(pessoa 1)
- não, valeu. nem te conheço direito, mas se for desse jeito que eu te propus, topo na boa. é em troca de nada do que eu tô pedindo.

(pessoa 2)
- não, nem por isso e nem por motivo nenhum. aliás, sem a menor possibilidade de confundir as duas coisas. não é assim. aonde você já chegou com isso também não..

(pessoa 1 e pessoa 2)
- ... interessa saber.

(pessoa 1)
- é. então...

(pessoa 2)
- pode ir

teste de detenção por senso moral
cena do juízo final

Pedro.
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08 agosto 2011

07 agosto 2011

qual será o Egito

Para ler ouvindo: José (Caetano Veloso)


é um homem que, no momento de tristeza, gritou ásperamente para o destino (Egito = destino) e depois de algum tempo ouviu a resposta do futuro.

o momento é ruim, mas o futuro é lindo, ele se faz soar assim, diz que é pra continuar nesse caminho que está tudo certo.

ele espera só, sabendo que está no centro desse destino e só se sabe o que se (h)ouve através dessas respostas, esses sinais (fado = saudade, destino).

não faz o maior sentido agora?

Pedro.
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06 agosto 2011

cidade do salvador parte 4

sexta feira e sábado, dias 06 e 07

sexta foi DEFINITIVAMENTE o melhor dia. foi o dia que todo mundo se separa e cada um faz o que quer sem grilos, na boa. eu gosto de andar junto com o pessoal pois são todos ótimos, mas é bom diminuir a quantidade e fazer algo por conta.

assim eu almocei com calma no shopping Lapa (no Largo da Piedade), fui pro Enecult dar o ar da graça, afinal, era o último dia do motivo pelo qual eu estava em Salvador e eu ainda não tinha dado as caras. mas fui no melhor dia e pude ver as palestras que eu queria. algumas apresentações de artigos, algumas monografias, alguns tcc's, muitos mestrandos, tema favorito: gêneros. oi?

do ENECULT pra festa de encerramento do ENECULT foi coisa rápida. em pouco tempo eu já estava na Barra, no Forte de São Diogo com a high society da produção de cultura brasileira, the jet set.

a noite eu já tava combinado com um veterano meu de sair pro fervo mais fervido da cidade: a Off Club. entre essa e outra festa (a Brink5, no San Sebastian), foi a mais votada. que bom. sei que dancei, rodopiei, fiz algumas amizades e a pista presenciou uma cena digna de musical ("I knew my life was a musical!!!"), genial. auto estima marcando presença também não fez mal nenhum.

mas às 05h o sino bateu e a carruagem virou um táxi bem barato me deixando em casa, onde eu não conegui dormir antes de tomar café, pegar chuva e cancelar a praia.

depois da "insônia" forçada do sábado, arrumei as malas e esperei muito tempo até ouvir o motor do ônibus sinalizar que acabou a viagem.

sábado é hoje, devo chegar amanhã a noite em Rio das Ostras. torçam por mim. quando chegar ainda terei uma noite pra me despedir de vez da vida de calouro e cair matando no trote de 2ª feira.

na real, pensei muito nesses 5 anos que me separaram de Salvador da última vez (Julho de 2006) até aqui. faz todo sentido dizer que estou pronto pra ser o veterano da vez - e foi a Bahia que me deu régua e compasso para tal passagem.

Pedro.
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05 agosto 2011

cidade do salvador parte 3

quinta feira, 3º dia

acordei e fui pra casa do Nando, em Brotas, um bairro muito simpático, com uma ladeira enorme com uns prédios. lembra bastante Sampa. eu já desconfiando que Nandíssimo pode ser realmente muito parecido comigo, queria conhecer a casa dele e estava morrendo de curiosidade desde que pisei na Bahia para vê-lo em casa.

a curiosidade não foi a toa. a casa é linda, arrumada e tem cheiro de primavera. a mãe dele é ótima pessoa, muito simpática, comunicativa e cozinha muito bem, palmas pra dona Lourdes que fez um almoço excelente pra 16. foi bom até por que já fazia um tempo que eu não comia comida mesmo.

depois a caravana foi conhecer o Buracão, um presente do Rio Vermelho (a Lapa baiana) pro mundo. a melhor praia. escondida, nem cheia nem vazia, para quem sabe chegar, apenas. mais um ponto pra se marcar como favorito no mapa sentimental da cidade que eu reconheço tanto, lembro tanto, tenho tanta referência.

a noite foi de festa estranha, gente esquisita e sono, muito sono no Tarrafa. uma festa de dub/raga bem alternativa, bem gostosa, bem divertida. se não fosse o sono eu teria me divertido bastante e não voltado às 3h da manhã direto pra cama.

Pedro.
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04 agosto 2011

cidade do salvador parte 2

quarta feira, 2º dia

Um dia turístico pra um não-turista. Acabei indo pro Pelourinho e pro Mercado Modelo bem cedo, apesar de saber que esses lugares não me dizem mais nada.
Depois pro Rio Vermelho pro acarajé superfatorado e bigmaczado da Dinha. Se vierem pra Salvador - dica - procurem o acarajé da Cira (também no Rio Vermelho) ou da Ninha (Centro, próximo ao Campo Grande), pois são tão bons quanto e mais baratos.

Não me ligo mais nesses pontos turísticos. Sei que Itapõa é feia, que o Elevador Lacerda não é panorâmico, que não se deve deixar ninguém amarrar nenhuma fita do Bonfim no meu braço etc. Como turista sou uma ótima prata da casa.

Já tenho meus lugares favoritos, já conheço os cantos bacanas, sei me locomover de ônibus (há tempos), não quero berimbau e nem tirar foto com a baiana. E pelo visto a Bahia também sabe e reconhece meu lado nativo, que há 10 anos pisou aqui pela primeira vez.

Mas hoje foi de cair na noite à lá Salvador, na Tarrafa, um bar roots com som roots e galera roots. Pouco festivo, muitos dubs, muitos overdubs, festa estranha com gente esquisita eu não to legal - quero ir pra casa.

Parti mais cedo com Caio pra casa pra dormir e esperar amanhã... novo e pronto pra outra.

Pedro.
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03 agosto 2011

cidade do salvador parte 1

terça feira, 1º dia

Sem olhar, sem respirar. A brincadeira que era sonho de ir pra Bahia com a UFF virou real. Uma semana antes do fim das férias o ônibus foi confirmado e depois disso foi uma confusão inexplicável (que eu vou explicar, claro) pra chegar até aqui - Salvador, Bahia.

A dois dias atrás eu estava em São Paulo. A um dia atrás eu estava no Rio, passando pelo Espírito Santo. Hoje eu cheguei na Bahia e atravessei um bom caminho até Salvador.

O ônibus era tão ruim que só pode ter feito sob medida pra tanto desconforto. Mas ok, São Salvador na faixa, vale tudo. 30 horas de viagem pesada com muitas paradas e muitos dramins, ainda vale tudo. Uma "albergue" gratuito pros 4 dias com sala/quarto e mais 14 pessoas? Vale.

Tá uma loucura boa, depois da viagem descemos de caravana no Farold a Barra pra esperar o Nando (o baiano, o Nandíssimo, nosso amigo da UFF) mostrar o caminho da casa da amiga que ele vai desembarcar esses 14.

Ela nos recebe bem, estamos todos de banho tomado, prontos pra correr Pelô afora. E a primeira noite por aqui será na "Casa da mãe". Festive moments!

Salvador também reacendeu lembranças durante o percurso pela cidade. Coisas de muito tempo atrás. Uma familiaridade que eu tenho aqui e tento ter com o Rio.
Algo bom.

A viagem começa aqui, vamos a ela.

Pedro.
x

02 agosto 2011

do amor

para ler ouvindo: Do amor (Tulipa Ruiz)


do celular consertado
da fila do ingresso
da diplomacia
da disponibilidade
da aventura
da disposição
da habilidade
das 5 velocidades
do infinito
do primogênito
do aguentar os 3 atos do drama
do mal gosto pra filme
do ver
do bom gosto pra fala
da atenção
do pro que der e vier
da manha
da popoca
do front row
do back seat
do atraso
da desculpa
do perdão
da marra
do msn
da distância
do sono eterno
do saco sem fundo
da raiva do outro
de zanzar
do silêncio
do inesperado
da surpresa
do detalhe
da lista
do objetivo
do encontro
da sinceridade
da proteção
da mensagem
da indireta
do sol
da caminhada
do cuidado
do abraço
do bolo
do doce
do cult
do feriado
da geladeira
do hoje
do jogo
do karma
da casa
da dança (rs)
da moda
da lagoa
do pier
da balança
do balanço
do táxi
do óculos
da Gambi
da Loca
da Trash
da ZL
do ter
do querer
da louça
do fogão
do estadão
do marajá
do econ
da pinga
do Drummond
da 24 horas
da Villa Real
da Palma de Ouro
da Bella Paulista
do Viena
da Livie
da Pepita
do Nick
da certeza
do pode ser
do talvez
do metrô
da Avanhandava
da Augusta
do pragmatismo
da neura
da havaianas
do Herchcovitch
da marca toda
do ouvir meu sermão
do passar sermão
do discordar
do provocar
do voltar atrás
do blog
do flickr
do twitter
do Itaú
do pet shop
da Anhembi
do shiu
do guarda chuva
do eu a patroa e as crianças
do seth and summer
do relicário
do post no blog
da maturidade
do ciúme
da preocupação
da percepção
da ausência literária
da fotografia
do pastel
do presente errado
da idéia certa
do banco imobiliário
do futuro
do presente
da falta
da lagoa
de ser o personagem
de ser as canções
do consumo
da madrugada
da casa vazia
do chaveiro
da complexidade
do ying
do apego
da tradição
do high tech
de aparecer na última hora
de ser a hora certa
de ter sido
de ainda será
do netbook
da rodoviária
da insegurança
do cabelo
do calor
da abordagem
da transparência
do aborrecimento
do apelido
do abrigo
de abril
da abstinência
do acanhamento
do acaso
do acesso
do achado
da coisa certa
de acolher
de debaixo de chuva
de xingar muito no twitter
de ter esperado
de ter ficado acordado
de fazer acordo
de acreditar






































do ter todo dia mais um dele.

Pedro.
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01 agosto 2011