09 julho 2011

domingo no parque #85

para ler ouvindo: Por que a gente é assim (Cazuza / Frejat / Ezequiel Neves)


uma Gambiarra de reencontro dos jurássicos, dos viciados antigos, da época que eu ainda acompanhava e sabia quem era quem, antes da festa explodir e fugir do controle de público, como está até hoje.

dois dias antes, no grupo que eu criei no Facebook, conversamos sobre isso: os jurássicos estão calminhos! afinal, estamos nos aproximando de 3 anos de casa, muita gente veio, muita gente foi, águas rolaram e muita história se passou até que chegássemos em 2011, firmes.

nesse mesmo tópico alguém diz ser um veterano. perguntam de que época.
- "ah... desde o carnaval de 2010".
err... não.


não tem como não sentir uma certa nostalgia ao rever quem esteve junto durante esse tempo, desde que eu entrei no Hotel Cambridge em agosto de 2008, mais perdido que qualquer um. e alguns deles estavam lá, com aquela energia de sempre, meus primeiros amigos.

quanto à festa, está ótima. a fila de fora impressiona pelo tamanho e continua tendo motivo. dentro de casa o visual está lindo, os sets estão bons de dançar, as bagaceiras estão controladas e bem aproveitadas, os hits Gambiarra que não podem faltar, não faltam e o timing dos djs está tinindo.

um dos melhores djs do mundo (como foi anunciado) que faz vários remixes que sempre tocam e não podem faltar estava lá, Ramilson Maia, com participação de Fernanda Porto. só pra confirmar que: não adianta ser o melhor, dj convidado ainda é hora de sair e pegar um ar, mesmo no frio que estava ontem (a não ser que você seja o dj Zé Pedro, aí é outra história).

voltando aos amigos: Caetano que sou, acabo me ligando sempre no grupinho mais novo, mesmo sem querer. e fazendo um trabalho de campo bem simples e instantâneo, observo que todos os grupos tem um processo semelhante de "anarquização sexual" que começa tímido, tem um ápice e termina com todo mundo sossegando o facho. não precisa de muito pra perceber. as conversas entregam na hora. é sempre a mesma vontade de liberdade descontrolada que todo mundo sente quando chega na Gambi. parece que pode tudo - e não é que pode?

foi assim comigo, com os que vieram imediatamente depois de mim e com os que chegam agora. uns mais "dispostos", outros menos... todo mundo apronta. causa no começo e casa no fim.

de forma que hoje eu pareço um beato de tão distante dessa realidade. ouço os confessos na mesa do café da manhã coletivo, dou risada e chego a essas conclusões tão particulares. pareço distante, confesso.

porém, meninos, não se enganem: eu estava lá quando essa roda foi inventada.

Pedro.
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