28 julho 2011

então me diz

me proíbo de escrever da mesma forma como me faço escrever.
mas o coração tá apertado e a madrugada está alta demais pra eu me conter.
Lembro das folhas em branco e de como elas me resolvem, sem análise, sem me conter.
Calibro dois ou três pensamentos curtos pra caber num texto breve e já estou pronto pra me derramar em páginas e mais páginas que terão que esperar pelo menos até o fim de Julho pra surgirem na minha vida e no histórico do blog.

assim como o corpo pra voltar pro ambiente.
assim como a cabeça pra voltar pros planos.
assim como o coração pra voltar pra estrada.

tem seu tempo.

Pedro.
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26 julho 2011

domingo no parque #87

O meu domingo chegou! E sozinho fui pra Open Bar com incentivo de todos, incluindo familiares. Meu primeiro e único de muito tempo.

Eu sinto falta de ouvir tudo todos os domingos, confesso. Chego na porta com aquela sensação de “domingo” e quando eu vejo estou na pista animado. A energia continua inteira. Dessa vez não foi diferente. Encontrei a Lari e iniciamos uma jornada etílica-cinematográfica-dançante impressionante. São cenas de filmes em danças acompanhadas do conteúdo alcólico que estiver fazendo o corpo se mexer na pista. E risadas... quantas risadas.

Essa Gambi de nada tem a ver com a que eu tenho ouvido: das intrigas, da corporação, do disse-me-disse, do desagrado, da inimizade, do não gostar. Essa é a festa que eu escolhi por que reunia pessoas de todo tipo pra celebrar o momento. Hoje eu mesmo sei que isso não é mais possível e sofro. Mas enquanto estou junto de quem eu gosto, procuro não me preocupar com isso ou aquilo, aquele ou aquela. Estou bem, a festa está viva, a energia está pra cima, a bebida está gelada. Todo meu drama cai por terra e fico feliz de novo.

Mal senti o tempo passar e já tinha acabado. Tocou “When you gonna learn” do Jamiroquai (nunca vou esquecer isso, é minha favorita!).
Fui até pro café, me diverti, não queria que acabasse nunca! Mas acabou, meu único domingo das férias. Valeu cada segundinho, cada conclusão, cada "Giovanna Andradisse" dos meus momentos pensativos.
O Tai me deixou em casa, decretado o fim oficial.

Vou sentir falta. Como em todos os domingos, vou sentir muita falta de casa.

Pedro.
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25 julho 2011

23 julho 2011

domingo no parque #86

Domingo no parque #

Bom de estar em Sampa é poder ver as grandes Gambiarras, onde tudo acontece, a produção é grande e vira e mexe acontece uma em que todos querem estar. Foi o caso dessa.
Uma semana antes anunciaram a presença do Olodum na The Week, bastou. Sabia que minha

irmã e Márcia iriam, mas não esperava que até a minha mãe quisesse ir!

O dia chegou e com ele a ansiedade. Mais tarde o esquenta regado a cerveja e tequila (essa foi exclusividade minha que estava muito na vibe). Começou a ficar divertido demais, muito de repente. Aquela sensação de bagaceira e de que a noite vai passar rápido. A fila mais longa que eu já vi na The Week, a lotação estava garantida.

Ficamos eu, minha irmã, Márcia e Márcio no camarote quase o tempo inteiro, até chegar o Olodum. Eu vaguei um tanto, tentei encontrar meus amigos (em vão). Nada parava. Até eu descobrir que quem não parava era eu – e nem poderia. Ok, hora de parar antes que seja tarde.

O pior de estar bêbado e perdido é que todo mundo te olha e sabe a sua condição. Isso causa certa revolta. Um grito de “get a life” saiu e foi esse o maior barraco da noite.

Corta pro show do Olodum que não foi o show da Timbalada e me deixou na mesma que o DJ convidado e esse foi o fim da Gambi pra mim. Fui embora com minha irmã e cheguei às 5h em casa. Inédito ainda mais pelo meu grau etílico. That’s what they call growing up.

Topei ir embora por N motivos que minha cabeça fez fazer sentido, mas principalmente por que eu sabia que aquela Gambi ainda não era a MINHA. O meu domingo estava bem guardado e sem ter ido em nenhum nas férias inteiras, eu teria que correr atrás para recuperá-lo.

Pedro.
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18 julho 2011

14 julho 2011

filho de deus, meu irmão

solto comigo no meu quarto, ele fica junto, perto. percorre meu ombro, atravessa as pernas. sabe que não está mais em casa e que tem a liberdade pra isso. para um tempo, me olha bastante, com aquela contemplação momentânea que embora seja passageira é a mais profunda de todas. o que pensa nesse vacilo? é inquieto demais pra se deixar aprofundar nessa divagação, me deixa com dúvidas na cabeça. volta pra cima de mim.

vê que eu estou lendo um livro, por cima do meu ombro. mostro a ele minha parte favorita, tentando despertar algum interesse. não dá muita importância. mas ainda se mantém próximo por saber ser importante pra mim. até rói uma ponta do meu romance pra saber se é bom, mas nunca o livro todo.

volta pra casa sozinho por vontade própria. tá com fome, tá com sede e quer tomar banho, sem falta.

hoje é um dia comum. os dias que eu não durmo correndo atrás dele são apenas dois na semana. e não podem ser dois dias seguidos.

te amo, Paahncakes.

Pedro.
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11 julho 2011

09 julho 2011

domingo no parque #85

para ler ouvindo: Por que a gente é assim (Cazuza / Frejat / Ezequiel Neves)


uma Gambiarra de reencontro dos jurássicos, dos viciados antigos, da época que eu ainda acompanhava e sabia quem era quem, antes da festa explodir e fugir do controle de público, como está até hoje.

dois dias antes, no grupo que eu criei no Facebook, conversamos sobre isso: os jurássicos estão calminhos! afinal, estamos nos aproximando de 3 anos de casa, muita gente veio, muita gente foi, águas rolaram e muita história se passou até que chegássemos em 2011, firmes.

nesse mesmo tópico alguém diz ser um veterano. perguntam de que época.
- "ah... desde o carnaval de 2010".
err... não.


não tem como não sentir uma certa nostalgia ao rever quem esteve junto durante esse tempo, desde que eu entrei no Hotel Cambridge em agosto de 2008, mais perdido que qualquer um. e alguns deles estavam lá, com aquela energia de sempre, meus primeiros amigos.

quanto à festa, está ótima. a fila de fora impressiona pelo tamanho e continua tendo motivo. dentro de casa o visual está lindo, os sets estão bons de dançar, as bagaceiras estão controladas e bem aproveitadas, os hits Gambiarra que não podem faltar, não faltam e o timing dos djs está tinindo.

um dos melhores djs do mundo (como foi anunciado) que faz vários remixes que sempre tocam e não podem faltar estava lá, Ramilson Maia, com participação de Fernanda Porto. só pra confirmar que: não adianta ser o melhor, dj convidado ainda é hora de sair e pegar um ar, mesmo no frio que estava ontem (a não ser que você seja o dj Zé Pedro, aí é outra história).

voltando aos amigos: Caetano que sou, acabo me ligando sempre no grupinho mais novo, mesmo sem querer. e fazendo um trabalho de campo bem simples e instantâneo, observo que todos os grupos tem um processo semelhante de "anarquização sexual" que começa tímido, tem um ápice e termina com todo mundo sossegando o facho. não precisa de muito pra perceber. as conversas entregam na hora. é sempre a mesma vontade de liberdade descontrolada que todo mundo sente quando chega na Gambi. parece que pode tudo - e não é que pode?

foi assim comigo, com os que vieram imediatamente depois de mim e com os que chegam agora. uns mais "dispostos", outros menos... todo mundo apronta. causa no começo e casa no fim.

de forma que hoje eu pareço um beato de tão distante dessa realidade. ouço os confessos na mesa do café da manhã coletivo, dou risada e chego a essas conclusões tão particulares. pareço distante, confesso.

porém, meninos, não se enganem: eu estava lá quando essa roda foi inventada.

Pedro.
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08 julho 2011

sobre o amor e seu trabalho silencioso

Started a winter job helping my sister on my vacation. So I read what I didn't read all the semester and realize I can't focus on anything. Zero.
But it's good to see her everyday, learn about her professional side, and try to do some things on my own. She challenges me and it feels really nice when I make it right.

It's also really cool tell everyone I'm working (even though I start at 11pm and leave at 5 o'clock).
Life's kinda confusing and crowded this month: dad's going crazy, mom's worried, house is chaotic, boyfriend's missing me. She took me somewhere I can keep my mind busy for the day, helping me to don't fall into this mess. Bet it was unconsciously, but helped. And I'm greatful for that.

Pedro.
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07 julho 2011

that we usually call him just Gus

Após um ano, Gustavo está na situação que eu sempre quis que ele estivesse: amadurecendo. Que bom que somos (grandes) amigos e eu posso acompanhar esse processo de perto.
Como bom conselheiro que sou e muito mais calmo e fácil de relacionar que ele, vou repetindo as mesmas coisas que eu já disse quando ele não precisava ouvir. Sim, confesso que não tinha um timing exato pra perceber isso back in the day.

Eu vou ensinando de novo enquanto tiro minhas próprias dúvidas de como é morar junto. Preparo um bloco de notas mental vazio e vou anotando todos os detalhes. Uma hora vai ser eu! E sendo o meu gênio nada mais que um subproduto do dele, forte porém maleável, é da maior importância que eu saiba tudo, explique tudo e compreenda. E principalmente: saiba controlar.



Pedro.
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05 julho 2011

é de manhã

eu só queria ficar perto
estou longe

as conversas que eu ouço
são distantes e de distância

os lugares são outros
os equívocos marcantes
o tempo de uma imprecisão ímpar

amanhã é o último dia pra tudo dar certo
e se não der tem outro
a manhã será carregada de chumbo
e rude como todas as outras manhãs

Pedro.
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04 julho 2011

me vejo no que vejo #81


#férias

Pedro.
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03 julho 2011

coração

então vamos bater uma aposta.
quem me mata primeiro,

eu

ou

você

Pedro.
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02 julho 2011

e cá

para ler ouvindo: Lá e cá - Vermelho - (Moreno Veloso / Quito Ribeiro / Bartolo)


 o Progresso é doido e o processo é lento. aqui só se anda de asfalto e coberto, nada tem de hippie. meu telefone toca, eu vejo as coisas que sei e não apenas sei. ando me desviando, sem espaço pra respirar e andar. dobro a atenção aos faróis, ao tráfego. sinto estranheza de chegar com os pés limpos, de não sair de casa em casa, da distância dos amigos. tudo é trabalho. o ambiente festivo só tem lugar de sexta feira. cadê missão? cadê tchíuú? meu quarto é só meu e de quem eu quiser, meu tempo nem tanto. a minha cozinha não tem mesa, não tem muita idéia além das minhas - e eu já não tive que ir pra lá pra serem compreendidas?

Pedro.
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01 julho 2011

para ler ouvindo: Lá e cá - Azul - (Moreno Veloso / Quito Ribeiro / Bartolo)


preciso me situar. começo e termino o texto dessa forma. é difícil viver com tão pouco e lembrar de como é viver com tanto (sim, pra mim é muito - é tudo) e de repente voltar a viver com tanto acostumado a tão pouco.

começo a dividir a vida entre são paulo e rio das ostras, enfim. a experiência na qual eu me lancei no começo do semestre rendeu frutos muito bons e outros ruins, diminuiu a solidão, gerou momentos tristes (por dentro) também. o que fica foi passar por isso junto e não sozinho, como eu sempre esperei.

isso muda o jeito de obrigatoriedade chata que R.O tem mas não por completo. enquanto SP continua sua condição de tudo o que eu quero e o Rio de Janeiro é só promessa.

lá e cá são realidades muito diferentes pra conseguir me manter imutável.

preciso me situar.

Pedro.
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