10 junho 2011

só somente só

Há tentativa de buscar sentido no cotidiano, alguma mágica no absurdo, qualquer coisa pra lá de marrakesh. Então por que entre tantas distâncias justo essa veio se abater sobre mim? Pra confirmar mais uma vez que eu sou sempre aquele caso - a parte.

Sim, eu vivo à margem.
Mesmo quando não é o caso, parece que algum acaso me faz lembrar qual é a minha natureza. E fico só.

Ou é uma condição interna que me faz procurar por isso ou é um acaso infeliz e recorrente. Tá me cansando, me deixando caricato. E eu não sou nada disso. As aparências enganam.

Não queria ficar só no dia dos namorados, mas vou trabalhar no sábado na GambiRio e domingo fico por lá pra ver o São João carioca, num show com Caetano, Gil, Elba...
Sei que me garanto alguma diversão, umas risadas, um escape do santo (que vem me vigiando todos esses dias numa rehab firme e forte), bons momentos que serão melhores que morrer de tédio em Rio das Ostras - e isso não é pouco - mas custava estar em Sampa?

Vou estar com os amigos, bons sons, boa farra. Mas comigo e mal comigo. A condição não me escapa e alguém sempre pergunta. E se perguntarem: eu não sou sozinho, mas estarei sozinho.

E não queria (mesmo, mesmo) estar só.

Stitch, give me a hug, would ya'?

Pedro.
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