08 junho 2011

os fios do nosso destino

para ler ouvindo: No such thing (John Mayer/Clay Cook)


nosso jogo de ficou bacana, é belo do jeito que ele é. por que funciona um pouco assim pra nós e somos bonitos juntos.

7 cartas.
3 casas: da área da relação, da afetividade e do desejo.

na exata ordem você foi a Morte, os Enamorados e o Eremita.

eu fui o Diabo, a Força e o Carro.

acompanhei atento a explicação da minha cartomante, com meu eventual cardápio de acidez pronta pra cobrir alguma insegurança. curiosamente, fiquei quieto o tempo inteiro e só ouvi.

na relação a morte quer mudança e o diabo quer controle.

- "os enamorados na afetividade quer dizer que é de verdade", ela me diz sorrindo, quase me abraça pela grandeza desse acontecimento. suspeito, afinal, ninguém precisa me dizer. mas ela segue.
- "a força vem pra reforçar, e é mais controle. cuidado ao ligar a sede de poder do diabo com a força, pra não perder a razão".

"control freak, é isso mesmo, moça?"

- "é."

- "e o desejo do eremita?" perguntei, inocente.

- "é solitário. ligue os pontos." e caímos na risada.

o carro quer dizer sobre um desejo efêmero e necessário. se ela não me conhecesse me chamava de cafajeste, mas como sabe que sou eu, sabe que é assim mesmo. e nem por isso é menos importante.

me disse de uns cuidados, coisa boa. eu fico com o cérebro formigando sempre que alguém me orienta com boa vontade. desde criança é assim. daí eu sei que é de coração. e é uma delícia, fico molinho. tava acontecendo nesse instante.

tive que interromper pra perguntar:

- "e o Louco?"


- "o Louco está no meio do jogo sinalizando que tudo está tomando forma, que o futuro está se criando, mas ainda vai ser tudo muito divertido."

- "como todo o resto da minha vida?"

- "é, Progresso, como tudo na sua vida: tomando forma. mas sempre muito divertido, inesperado, fabuloso!"











Pedro.
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