18 junho 2011

o antigo do que vai adiante

para ler ouvindo: O tempo do artista (Chico Buarque)



A cinco anos atrás, me perguntavam o que eu seria a 5 anos daqui pra frente
Como eu seria, o que eu seria,
Se seria eu mesmo,
Se seria um outro
Muitos futuros adiante.

Hoje, Maria Bethânia faz 65 anos.
O que seria eu quando ela fazia 60 anos, me pergunto, 5 anos adiante.

Há 5 anos atrás... 2006.
Eu ganhava (ou forjava) de amigo secreto um DVD comemorativo dos 60 anos de Bethânia e hoje ela faz 65 anos. E onde eu me encaixo no tempo do artista?

Era fim de ano e no meu colégio já era época de se perguntar o que seria de nós na primeira virada da década do novo milênio. Grandes planos, expectativas.
Um detalhe: não sou muito de anos pares. Mas como tudo o que vai tem volta, de 2006 par viria um 2011 ímpar. Um futuro distante, uma pergunta oscura, um destino incerto – mas certamente brilhante dado às conseqüências.

E hoje me jogo às perguntas do jogo e do alcance do que previ: é isso mesmo?
Não há nada mais ou nada menos do que me predisponho?
Isso é bom?

Agora eu não quero mais saber como eu me vejo daqui a 5 anos, quero saber como daqui a 5 anos eu me vejo hoje.

Há muito o que se questionar sobre o que se quer ser
e muito pouco se questiona sobre o que se é.

Pedro.
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