04 junho 2011

noites de apurar o sabor

para ler ouvindo: Não me venha mais com amor (Marina Lima/Adriana Calcanhotto)


"A noite nos impõe essa cdência farta de fluir e requebrar"

outra noite dessas que muda só o local e o espírito da presença. no histórico (e tombado) Bola Preta, fui de caravana pra ver e ouvir o que a nata da sociedade de produção cultural anda fazendo quando faz festas. pra isso me bastou uma van, algum dinheiro, amigos e tempo.

de cara fica claro as possibilidades de niterói em relação a rio das ostras, mas de uma forma boa, sendo que nossos eventos se fazem muito populares e bem feitos dentro do que temos. resumindo: a coisa por lá tá toda feita, já existe uma cena pra eles. aqui tem que se criar. e temos criado bem. mas isso é outra discussão, vamos seguir.

fiquei emocionado ao chegar no Bola Preta. o mesmo do cordão, o mesmo do disco de Elizeth, da camisa listada de Assis Valente. pensei na Gambiarra logo que cheguei, por que é um lugar possível e familiar.

havia um clima de festa que ajudava essa familiaridade. festa não é balada, não é night. festa é quando as pessoas vão por que se conhecem e buscam integração com os outros. balada é cada qual com seu cada qual e fim. eu amo festa e isso foi uma. é bom se sentir livre de grupos.

isso foi que foi noite adentro até que deu a hora de voltar pra rio das ostras, numa van alugada na muquia pois era do município. foi muito rápido e cedo. foi bem na hora do auge que a festa acabou pra mim. o som tava bom, a música, as pessoas, TUDO. e aí acabou, é isso mesmo? é.

mas valeu, muito.

Pedro.
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