26 junho 2011

the bourgeoisie and the rebel

Music (still) makes the people come together?

O primeiro retrato forte da primeira geração musical do novo milênio é um mosaico. A música nos uniu e nós a expandimos, todos nós. Agora é tudo permitido e existe uma variedade de sons, timbres e frequências híbridos. Acabou o rótulo. É música.

Nesse mosaico vasto, ainda procuro aquela semente única e musical que liga o ouvinte ao seu tempo. E tenho que dizer que tô ralando pra encontrar.

A música que é feita hoje enfraqueceu ou fracassou ao criar vínculos com seu tempo? Vamos ficar repetindo as experiências anteriores de "Como nossos pais" e "Pra não dizer que não falei das flores" (pra não citar outros insuportáveis standarts de canções que marcaram épocas)?

Ou são as pessoas que não conseguem mais se unir em torno de nada? O mundo multiplicou gostos a tal ponto que não há mais uma voz que atenda a tantas vozes?
Uma geração sem sensibilidade artística?
Geração perdida?

O tempo jogando contra os dois lados.


Por outro lado, música continua sendo imbatível em criar conexões. Há poucos registros de pessoas que se reúnem espontâneamente para desenhar, fotografar, filmar, atuar... Mas para cantar e dançar há sempre uma roda de violão ou uma festa onde a música é excelente.
Isso me instiga.

Conforme há a sucessão da geração do rádio para o vinil para o cd e para o mp3, alguma força motriz que criou alguns momentos emblemáticos para gerações anteriores se perdeu. E hoje, me parece, um momento cada vez mais escasso.

Longe de mim culpar a tecnologia, a música ou a geração, mas mudou. Eu vejo que mudou. A difusão da música é outra e a de pessoas também, assim como a forma de contato também.

E estou com medo de terminar esse texto sem dizer o que foi que mudou no mundo, nessa nova ordem da canção. Então adianto que não sei.

Vim pedir atenção aos movimentos.

Pedro.
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