07 junho 2011

anjo abatido

para le ouvindo: O meu sim (Marina Lima/Antônio Cícero)


Ou: As fases do santo parte 2

22/04/2007:
Hoje é anjo refeito
Gosta muito de tudo.
Prefere o sol quente e chuva forte. Entre outras mumunhas mais.



07/06/2011:
Novamente fora jogado contra si próprio, como no I Ching de Gil, apanhou tanto, mas tanto... Enquanto o outro de si mesmo bateu demais. Quanto sangue, quanta dor.

Atrás de muitos blocos de gente, cordões da insônia, imagens incríveis, se criou uma divisão dele. O anjo tinha dois de si completamente estranhos a ele. E a espada do Mago Merlin nas mãos numa grande indisposição pra decidir o que se mantém e o que se vai. Perigo na curva.

O anjo acordou no tempo antes de ontem de se resguardar. Não era rei, não era soldado. Desfigurou-se. Bateu uma polaroide pra ter certeza. Viu duas. Quando deu meia hora pra terra tremer, jogou aquela meia dúzia de remedinhos fora - pro seu próprio bem e para os que o queriam tão bem: sua pátria e seu amor, (enfim encontrados e mantidos em segurança num canto de sereias).



E aos trancos vai levando uma missão pessoal, como uma cruzada. Com atenção especial aos espaço vagos, buracos no coração, pecados escondidos, drogas nos becos e camisas de força nas quais ele tem que ficar.

O anjo está num processo de reabilitação através da liberdade que só ele mesmo pode se oferecer: da escolha. Manda bênçãos e instantes belos de seus portraits. Promete ajuda, mas é só falácia.

Quem escuta o meu sim?

Pedro.
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