28 junho 2011

sem falsas esperanças

para ler ouvindo: Sem falsas esperanças (Rafael Rocha)


não sou capaz de fazer tão aguardado anúncio sem ser verdadeiro. eu sei onde é meu lugar e sei garantir na minha chegada que nada se perdeu, estou inteiro. nine out of ten movie stars makes me cry, I'm alive.

sem falsas esperanças, que essa partida é aguardada por todo o prédio de rio das ostras e nela tudo se justifica pois se vê que é isso mesmo que preciso, que não consigo mais ficar sem. é o motivo de largar tudo, de ir ao encontro do que me espera e é meu, só meu!

quando eu vim, queria a certeza de que nada se perderia e foi bem isso que aconteceu. quase 1 ano depois, eu volto pra dizer que eu também não me perdi. e meu amor entendeu uma das melhores formas de se comunicar comigo: sem sobriedade, sem requintes. eu gosto dos que ardem, dos que quebram comigo, dos que me quebram e falam direto com esse meu mundo onde a sobriedade é uma mera lembrança na saída da rehab.

tô voltando, porra.

Pedro.
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27 junho 2011

26 junho 2011

the bourgeoisie and the rebel

Music (still) makes the people come together?

O primeiro retrato forte da primeira geração musical do novo milênio é um mosaico. A música nos uniu e nós a expandimos, todos nós. Agora é tudo permitido e existe uma variedade de sons, timbres e frequências híbridos. Acabou o rótulo. É música.

Nesse mosaico vasto, ainda procuro aquela semente única e musical que liga o ouvinte ao seu tempo. E tenho que dizer que tô ralando pra encontrar.

A música que é feita hoje enfraqueceu ou fracassou ao criar vínculos com seu tempo? Vamos ficar repetindo as experiências anteriores de "Como nossos pais" e "Pra não dizer que não falei das flores" (pra não citar outros insuportáveis standarts de canções que marcaram épocas)?

Ou são as pessoas que não conseguem mais se unir em torno de nada? O mundo multiplicou gostos a tal ponto que não há mais uma voz que atenda a tantas vozes?
Uma geração sem sensibilidade artística?
Geração perdida?

O tempo jogando contra os dois lados.


Por outro lado, música continua sendo imbatível em criar conexões. Há poucos registros de pessoas que se reúnem espontâneamente para desenhar, fotografar, filmar, atuar... Mas para cantar e dançar há sempre uma roda de violão ou uma festa onde a música é excelente.
Isso me instiga.

Conforme há a sucessão da geração do rádio para o vinil para o cd e para o mp3, alguma força motriz que criou alguns momentos emblemáticos para gerações anteriores se perdeu. E hoje, me parece, um momento cada vez mais escasso.

Longe de mim culpar a tecnologia, a música ou a geração, mas mudou. Eu vejo que mudou. A difusão da música é outra e a de pessoas também, assim como a forma de contato também.

E estou com medo de terminar esse texto sem dizer o que foi que mudou no mundo, nessa nova ordem da canção. Então adianto que não sei.

Vim pedir atenção aos movimentos.

Pedro.
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25 junho 2011

esse papo

Manifesto do Movimento Qualquer Coisa

I
nada de novo sob a sol. mas sob o sol.

II
evitar qualquer coisa que não seja qualquer coisa.

III
cantar muito

IV
soltar os demônios contra o sexo dos anjos

V
a subliteratura. a subliteratura e a superliteratura. e até mesmo a literatura.

VI
por que não.

VII
jazz carioca. samba paulista. rock baiano. baião mineiro.

VIII
jazz carioca feito por mineiros. samba paulista feito por baianos. baião mineiro feito por cariocas. rock baiano feito por paulistas.

IX
e até mesmo a música, por que não.

X
mas sob o sol.

XI
a década e a eternidade, o século e o momento, o minuto e a história.

XII
exemplos: a obra de jorge mautner. a pessoa de donato, o papo de gil, o significante em maria bethânia. o significado em elis regina. baiano e os novos caetanos etc.

XIII
fama e cama. sempre de novo deitar e criar.

XIV
salvador dali no fantástico.

XV
o show da vida.

XVI
bob dylan live.

XVII
qualquer coisa é radicalmente contra os radicalismos e, paradoxalmente, considera ridículo tal paradoxo, ridiculamente não vê nenhum paradoxo nisso. decididamente a favor do advérbio de modo.

XVIII
a televisão está melhor do que o carnaval. insistir no carnaval.

XIX
e de novo sob o sol. e sempre


- Caetano Veloso, 1975

Pedro.
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24 junho 2011

se não faz sentido, discorde comigo

para ler ouvindo: Não olhe pra trás (Alvin L/Dinho Ouro Preto)


 eu digo que volto e é mentira
nunca volto
avanço quantas casas forem necessárias
pra seguir como posso, quando posso
mas algo da minha essência fica
isso é certo

há algum temor em não pertencer mais,
perceber que sou outro
sou velho
me perdi
me encontrei

  aqui fica parte essencial de ser jovem
de quem se lança
eloquente
menos sabido
incerto de mim
sabendo o que é o bom
um dissonante
 e se não faz sentido,
discorde comigo, não há nada demais
nada menos que citar verso de canção pop radiofônica 
perdida nos meus arquivos
e até isso é possível e cabe

aqui deixo o encargo
de que houve mais de mim
do que o que vai se perdendo enquanto eu vivo
enquanto todos vivemos
e que nunca vai se perder

Pedro.
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23 junho 2011

será preciso ficar só?

explorar possibilidades
onde um jogo pode ser de um
aquela gostosa pode ser movimento
e conscientemente mexer comigo

quando você me diz de você
não sei o que é melhor: partir ou ficar
te queria por aqui, sempre
teus planos são muito bons

o melhor pra mim é acreditar
(e acreditar chorando)
que parece o amor
e é o amor
e o infinito É O INFINITO
sem me iludir

Pedro.
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22 junho 2011

releve quem pouse a pele

Daí que se resolve não ter mais noite
nem se fazer matinè.
São dias apenas, sol a sol, seja lá ou aqui.
E qualquer cochilo é um lapso, um erro.
Caminho o tempo todo, distraído, quase num fechar de olhos, sozinho.
Eu vago.
A última noite de sono, não esqueço.

Pedro.
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21 junho 2011

amo tanto e de tanto amar


prefiro a vida que se têm no dia-a-dia,
em seus pequenos eventos
quando vemos se todos os movimentos
fazem realmente efeito.

gosto dos rituais do cotidiano
quando a sutileza dos gestos
não causam mais incômodos
e na leveza da mítica convivência
apreciamos na diferença
se há, de fato, presença
do amor na verdade dos atos.


texto: Marina Soares, especialmente para o blog.

Pedro.
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20 junho 2011

19 junho 2011

com a voz do rei na barriga

esse dia de nada se parece
com essa noite noite, passada
em que que fui dela construtor
em que fui GP por ela, amador
em que a conversa se deixou por me levar, versador
em que não foi nada por nada, andador

e te encontrei na avenida
decretando o fim da festa
em que não havia nada
a não ser seu maço de esquecimentos
um cartão
uma cartela de sonos
uma certeza de que há vida inteligente
mesmo embarcada
mesmo amarrada
mesmo atrelada à festa sem fundos
em que eu era - e sempre fui e quero ser-
só eu mesmo
incompleto
fraquejante
menino
sudestino
a tua espera.

Pedro.
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18 junho 2011

o antigo do que vai adiante

para ler ouvindo: O tempo do artista (Chico Buarque)



A cinco anos atrás, me perguntavam o que eu seria a 5 anos daqui pra frente
Como eu seria, o que eu seria,
Se seria eu mesmo,
Se seria um outro
Muitos futuros adiante.

Hoje, Maria Bethânia faz 65 anos.
O que seria eu quando ela fazia 60 anos, me pergunto, 5 anos adiante.

Há 5 anos atrás... 2006.
Eu ganhava (ou forjava) de amigo secreto um DVD comemorativo dos 60 anos de Bethânia e hoje ela faz 65 anos. E onde eu me encaixo no tempo do artista?

Era fim de ano e no meu colégio já era época de se perguntar o que seria de nós na primeira virada da década do novo milênio. Grandes planos, expectativas.
Um detalhe: não sou muito de anos pares. Mas como tudo o que vai tem volta, de 2006 par viria um 2011 ímpar. Um futuro distante, uma pergunta oscura, um destino incerto – mas certamente brilhante dado às conseqüências.

E hoje me jogo às perguntas do jogo e do alcance do que previ: é isso mesmo?
Não há nada mais ou nada menos do que me predisponho?
Isso é bom?

Agora eu não quero mais saber como eu me vejo daqui a 5 anos, quero saber como daqui a 5 anos eu me vejo hoje.

Há muito o que se questionar sobre o que se quer ser
e muito pouco se questiona sobre o que se é.

Pedro.
x

16 junho 2011

amar é a gente querendo encontrar o que é da gente

e se eu te disser que foi amor demais? que tem um desgosto imenso de partida que faria teu sensível ser, de corpo todo, explodir de tão forte, de não aguentar? e se eu te quiser mais do que posso em um dia, numa noite, num prazo de doze horas que pode perdurar por anos (mais de 26, por certo), por tempos, mais do que você pode contar? e se eu tenho vocação pra gostar mais do Amarante, se eu for mais Julia Ornellas, for firme no que acredito - em seu ápice - igual a minha irmã? e se eu te disser que eu quero aprender a me amar e te amar também ao mesmo tempo,

você teria tempo?

Pedro.
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14 junho 2011

domingo no parque #84

Pra não deixar passar batido esse trabalho de última hora pra GambiRio Junina.
Foi a festa que eu mais me diverti, a mais legal de público (embora de menor lotação desde que eu comecei a ir) e foi a que deu certo em todos os momentos.

Fiquei na barraca da pescaria e foi demais.
Estou começando a ficar mais próximo da produção, dos meninos e me acostumar com aquela estrutura diferente da que eu conheço de Sampa, com aquelas pessoas... cariocas.


Pedro.
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13 junho 2011

12 junho 2011

e eu não mereço um beijo partido

se eu não for a realidade vai ser outra.
e hoje não vai passar de um vaso quebrado no peito.
como muitos outros
sem mim.
sem nada.

5 minutos pra ficar e encarar tudo de uma forma mais cinza
tô fora, vou pra dentro.
HOJE é muito maior do que isso pra ser qualquer outra coisa.

Pedro.
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10 junho 2011

só somente só

Há tentativa de buscar sentido no cotidiano, alguma mágica no absurdo, qualquer coisa pra lá de marrakesh. Então por que entre tantas distâncias justo essa veio se abater sobre mim? Pra confirmar mais uma vez que eu sou sempre aquele caso - a parte.

Sim, eu vivo à margem.
Mesmo quando não é o caso, parece que algum acaso me faz lembrar qual é a minha natureza. E fico só.

Ou é uma condição interna que me faz procurar por isso ou é um acaso infeliz e recorrente. Tá me cansando, me deixando caricato. E eu não sou nada disso. As aparências enganam.

Não queria ficar só no dia dos namorados, mas vou trabalhar no sábado na GambiRio e domingo fico por lá pra ver o São João carioca, num show com Caetano, Gil, Elba...
Sei que me garanto alguma diversão, umas risadas, um escape do santo (que vem me vigiando todos esses dias numa rehab firme e forte), bons momentos que serão melhores que morrer de tédio em Rio das Ostras - e isso não é pouco - mas custava estar em Sampa?

Vou estar com os amigos, bons sons, boa farra. Mas comigo e mal comigo. A condição não me escapa e alguém sempre pergunta. E se perguntarem: eu não sou sozinho, mas estarei sozinho.

E não queria (mesmo, mesmo) estar só.

Stitch, give me a hug, would ya'?

Pedro.
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09 junho 2011

para tirar efeito igual ao jogador

a/c @PUROdadepressão

Preciso tomar um chá de concentração urgentemente, antes do fim do semestre. Antes que eu consiga atravessar isso tudo e não tenha uma lição aprendida por todos os meus dribles de craque em todos os acontecimentos acadêmicos.

É simples: eu não funciono fora de sala tão bem quanto deveria. Infelizmente. Eu tenho uma agenda, eu separo os livros, eu formo grupos, faço pesquisas e até formo um pensamento sólido a respeito do trabalho, mas a finalização é sempre uma coisa muito sem vergonha. E até o presente momento não houve castigo merecido por essa falta de empenho, pelo contrário - meus trabalhos tem sido bem elogiados.

Ou eu estou me cobrando demais ou a demanda é pequena e precisa de pouco pra se satisfazer. O fim do semestre tá na porta e eu garanto que todos os dias da minha agenda tem uma notinha anunciando algo futuro. E pra todas elas alguma coisa eu faço, mas não é tudo e não é muito, mas aquilo se resolve sem mim, não sei como.

Preciso de um só projeto que exija o desgaste da realização que teve o de dança do semestre passado. Algo que me instigue, seja grandioso e dependa só de mim. Por mais exigente que tenha sido, foi o que mais me deu satisfação de ter cumprido, uma realização pessoal e sentimento de ter entendido todas as partes do processo.

O que tem acontecido agora são muitos pedidos efêmeros de trabalhinhos de fazer por fazer só pra dar nota. Às vezes nem são relacionados a matéria, com o roteiro do curso até aqui. Não precisa de empenho pra fazer isso. Senhores, eu sou da escola Rudy Ritter de trabalhos feitos em meia hora, onde é tudo técnica - com convicção, o que você diz é verdade.

Eu estou querendo qualidade e não tá rolando. Vou driblando. As aulas continuam muito boas e é o que eu mais aproveito. Aula é quantidade e qualidade. Os trabalhos são muitos... E muitos pra mim viraram muito pouco pro que eu posso fazer. E pouco e eu não quero mais.

Pedro.
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08 junho 2011

os fios do nosso destino

para ler ouvindo: No such thing (John Mayer/Clay Cook)


nosso jogo de ficou bacana, é belo do jeito que ele é. por que funciona um pouco assim pra nós e somos bonitos juntos.

7 cartas.
3 casas: da área da relação, da afetividade e do desejo.

na exata ordem você foi a Morte, os Enamorados e o Eremita.

eu fui o Diabo, a Força e o Carro.

acompanhei atento a explicação da minha cartomante, com meu eventual cardápio de acidez pronta pra cobrir alguma insegurança. curiosamente, fiquei quieto o tempo inteiro e só ouvi.

na relação a morte quer mudança e o diabo quer controle.

- "os enamorados na afetividade quer dizer que é de verdade", ela me diz sorrindo, quase me abraça pela grandeza desse acontecimento. suspeito, afinal, ninguém precisa me dizer. mas ela segue.
- "a força vem pra reforçar, e é mais controle. cuidado ao ligar a sede de poder do diabo com a força, pra não perder a razão".

"control freak, é isso mesmo, moça?"

- "é."

- "e o desejo do eremita?" perguntei, inocente.

- "é solitário. ligue os pontos." e caímos na risada.

o carro quer dizer sobre um desejo efêmero e necessário. se ela não me conhecesse me chamava de cafajeste, mas como sabe que sou eu, sabe que é assim mesmo. e nem por isso é menos importante.

me disse de uns cuidados, coisa boa. eu fico com o cérebro formigando sempre que alguém me orienta com boa vontade. desde criança é assim. daí eu sei que é de coração. e é uma delícia, fico molinho. tava acontecendo nesse instante.

tive que interromper pra perguntar:

- "e o Louco?"


- "o Louco está no meio do jogo sinalizando que tudo está tomando forma, que o futuro está se criando, mas ainda vai ser tudo muito divertido."

- "como todo o resto da minha vida?"

- "é, Progresso, como tudo na sua vida: tomando forma. mas sempre muito divertido, inesperado, fabuloso!"











Pedro.
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07 junho 2011

anjo abatido

para le ouvindo: O meu sim (Marina Lima/Antônio Cícero)


Ou: As fases do santo parte 2

22/04/2007:
Hoje é anjo refeito
Gosta muito de tudo.
Prefere o sol quente e chuva forte. Entre outras mumunhas mais.



07/06/2011:
Novamente fora jogado contra si próprio, como no I Ching de Gil, apanhou tanto, mas tanto... Enquanto o outro de si mesmo bateu demais. Quanto sangue, quanta dor.

Atrás de muitos blocos de gente, cordões da insônia, imagens incríveis, se criou uma divisão dele. O anjo tinha dois de si completamente estranhos a ele. E a espada do Mago Merlin nas mãos numa grande indisposição pra decidir o que se mantém e o que se vai. Perigo na curva.

O anjo acordou no tempo antes de ontem de se resguardar. Não era rei, não era soldado. Desfigurou-se. Bateu uma polaroide pra ter certeza. Viu duas. Quando deu meia hora pra terra tremer, jogou aquela meia dúzia de remedinhos fora - pro seu próprio bem e para os que o queriam tão bem: sua pátria e seu amor, (enfim encontrados e mantidos em segurança num canto de sereias).



E aos trancos vai levando uma missão pessoal, como uma cruzada. Com atenção especial aos espaço vagos, buracos no coração, pecados escondidos, drogas nos becos e camisas de força nas quais ele tem que ficar.

O anjo está num processo de reabilitação através da liberdade que só ele mesmo pode se oferecer: da escolha. Manda bênçãos e instantes belos de seus portraits. Promete ajuda, mas é só falácia.

Quem escuta o meu sim?

Pedro.
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06 junho 2011

05 junho 2011

diariamente #6

AQUI

começa a tormenta e desassossego dos dias, dos tempos, dos todos. conto milésimos que não cessam, arrastados, impróprios.
it’s getting closer. mas ainda estou próximo e distante de chegar. sem muita solução pro meu caso. me meti nessa e aqui fico até poder voltar. inventei de amar e me dedicar e assim faço até pra sempre.

não é fácil, eu sei. mas nem de fácil a vida é toda feita. nem de difícil também.
e sem inventar nada, nada se faz.

Pedro.
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04 junho 2011

noites de apurar o sabor

para ler ouvindo: Não me venha mais com amor (Marina Lima/Adriana Calcanhotto)


"A noite nos impõe essa cdência farta de fluir e requebrar"

outra noite dessas que muda só o local e o espírito da presença. no histórico (e tombado) Bola Preta, fui de caravana pra ver e ouvir o que a nata da sociedade de produção cultural anda fazendo quando faz festas. pra isso me bastou uma van, algum dinheiro, amigos e tempo.

de cara fica claro as possibilidades de niterói em relação a rio das ostras, mas de uma forma boa, sendo que nossos eventos se fazem muito populares e bem feitos dentro do que temos. resumindo: a coisa por lá tá toda feita, já existe uma cena pra eles. aqui tem que se criar. e temos criado bem. mas isso é outra discussão, vamos seguir.

fiquei emocionado ao chegar no Bola Preta. o mesmo do cordão, o mesmo do disco de Elizeth, da camisa listada de Assis Valente. pensei na Gambiarra logo que cheguei, por que é um lugar possível e familiar.

havia um clima de festa que ajudava essa familiaridade. festa não é balada, não é night. festa é quando as pessoas vão por que se conhecem e buscam integração com os outros. balada é cada qual com seu cada qual e fim. eu amo festa e isso foi uma. é bom se sentir livre de grupos.

isso foi que foi noite adentro até que deu a hora de voltar pra rio das ostras, numa van alugada na muquia pois era do município. foi muito rápido e cedo. foi bem na hora do auge que a festa acabou pra mim. o som tava bom, a música, as pessoas, TUDO. e aí acabou, é isso mesmo? é.

mas valeu, muito.

Pedro.
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03 junho 2011

diariamente #5

algo sobre o coração
algo dentro que faz parte do coração
e que só se cuida pra florescer.

Pedro.
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02 junho 2011

batendo travado

ou: Progresso sem razão
Para ler ouvindo: Mulher sem razão (Dé Palmeira/Bebel Gilberto/Cazuza)


vamos. a vida vai ficar mais complicada se eu ficar. você chega e me desprende daqui, do meu sonhar só, da minha espera e ciúme. me contorcendo pra dizer não pro seu jeito são, como se você fosse o normal aqui.

vamos. atrás da luminosidade só não vai quem já morreu. onde é que a gente vai brilhar hoje?

vamos. a gente sai por aí - longe daqui, aqui mesmo - se perde no caminho, inventa um novo. trocamos uma confidência, uma verdade e um sonho.
e ouve aquela canção que não toca no rádio.

Pedro.
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01 junho 2011

diariamente #4

a real é a seguinte: só se deixa o amor na mão de quem cuida. é como aquelas coisas que a gente ganha ou compra: notebook, celular, carro. mas não envelhece. é sempre novo, os cuidados são sempre constantes.

a gente muda pra outro canto e deixa o coração. como é?

Pedro.
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