24 maio 2011

domingo no parque #83

Saudade da casa carioca. Saudade mesmo. Dessa vez (como da outra e como tem se tornado uma tônica nas Gambi-Rio) eu fui direcionado na função casa-trabalho, sem saídas furtivas Lapa afora. Foi bom, diferente. Trabalhar na Gambiarra e ir à Gambiarra são coisas opostas, mas boas mesmo assim. Claro que muda muita coisa e ainda nem percebi todas essas coisas. O fator “ser no Rio” muda mais ainda, pois a própria Gambi ainda tem um delay em relação a Sampa – menor freqüência resulta que as idéias são levadas mais vagarosamente, sendo que em São Paulo a cada semana a loucura só aumenta: as músicas, as coreografias, a vibe é uma a cada semana e o público agüenta, afinal, são seis Gambiarras por mês, em média.

Cheguei cedo, conversei um bom tempo no MSN antes de começar a trabalhar de fato. Fico na portaria vip, mas me movimento bem por entre outras filas, outras orientações, com um chifre de capetinha por cima do boné e os inevitáveis approaches de quem faz esquenta do lado de fora. Carioca não é fácil.

No fim da noite, pausa pra festa de quem trabalhou a noite inteira e um descanso merecido no café da manhã do hotel da Cinelândia. Um bom dia pra ir andar solto pelo começo de dia ensolarado e bem movimentado de um domingo no Rio.

Desde que cheguei aqui, na noite de ontem, percebo essa movimentação e a liberdade que isso me traz. Sou de São Paulo com o coração igual o da cidade: preciso do movimento pra me sentir bem. Rio das Ostras não supre isso, o Rio de Janeiro sim. Fica fácil sair da Cinelândia pra ir até o Flamengo, pra Glória, ver a feira, andar pela praia, ver as corridas, as bancas de jornal, os carros e me sentir em casa. Disso eu entendo.

Pedro.
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