30 maio 2011

26 maio 2011

break the ice

It’s been a while,
a week
or more.

That all things happen
And pass by.

And I just can’t take notes of it.

Pedro.
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25 maio 2011

ou eu vou pra Madrid

para ler ouvindo: Madrid (Sorocaba)


Volta logo
Eu prometo:
Vai passar rápido,
Afinal alguém tem que dizer isso acreditando, eventualmente.
Que seja eu então, pra dentro, pra mim.

O que pode acontecer de pior é ouvir aquela canção de Madrid e achar graça,
se encontrando nela.

Pedro.
x

24 maio 2011

domingo no parque #83

Saudade da casa carioca. Saudade mesmo. Dessa vez (como da outra e como tem se tornado uma tônica nas Gambi-Rio) eu fui direcionado na função casa-trabalho, sem saídas furtivas Lapa afora. Foi bom, diferente. Trabalhar na Gambiarra e ir à Gambiarra são coisas opostas, mas boas mesmo assim. Claro que muda muita coisa e ainda nem percebi todas essas coisas. O fator “ser no Rio” muda mais ainda, pois a própria Gambi ainda tem um delay em relação a Sampa – menor freqüência resulta que as idéias são levadas mais vagarosamente, sendo que em São Paulo a cada semana a loucura só aumenta: as músicas, as coreografias, a vibe é uma a cada semana e o público agüenta, afinal, são seis Gambiarras por mês, em média.

Cheguei cedo, conversei um bom tempo no MSN antes de começar a trabalhar de fato. Fico na portaria vip, mas me movimento bem por entre outras filas, outras orientações, com um chifre de capetinha por cima do boné e os inevitáveis approaches de quem faz esquenta do lado de fora. Carioca não é fácil.

No fim da noite, pausa pra festa de quem trabalhou a noite inteira e um descanso merecido no café da manhã do hotel da Cinelândia. Um bom dia pra ir andar solto pelo começo de dia ensolarado e bem movimentado de um domingo no Rio.

Desde que cheguei aqui, na noite de ontem, percebo essa movimentação e a liberdade que isso me traz. Sou de São Paulo com o coração igual o da cidade: preciso do movimento pra me sentir bem. Rio das Ostras não supre isso, o Rio de Janeiro sim. Fica fácil sair da Cinelândia pra ir até o Flamengo, pra Glória, ver a feira, andar pela praia, ver as corridas, as bancas de jornal, os carros e me sentir em casa. Disso eu entendo.

Pedro.
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23 maio 2011

22 maio 2011

diariamente #3

Um pedido
E uma chuva
E há, tanta
Poxa...

Saudade!
Saudade!
Saudade!

Pedro.
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21 maio 2011

diariamente #2

me mudei.
saí de casa após ter chegado ao ponto de "não dar mais". na verdade o ponto já passou faz tempo, muito tempo. virou uma chateação enorme.

me mudo pra casa dos meus antigos roomates que tinham saído de casa antes.
vou sim, bem chateado, por que gosto de casa, aqui é uma casa, a segunda de Rio das Ostras.

e tudo é culpa de uma pessoa só.

Pedro.
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20 maio 2011

conversar comigo

para ler ouvindo: Conversar comigo (Eduardo Gudin/Guinga)

a gente convive e depois sente falta.
não tem outra.

não são os lugares, não são os aspectos. cada lugar em sua coisa:
alegrias, tristezas, palavras, silêncios.
é disso que eu tô falando.


eu preciso da sua visão de gostar daqui. é quase impossível pra mim gostar disso aqui sem você estar.
como é ruim ficar sem sua noite alta, sem você andar por aqui conhecendo pessoas, ouvindo suas canções que remetem a esse lugar, sendo dia e noite.
que falta você me faz. quanto tempo.

me perco pra ter mais você aqui. por me perder em algumas noites.
pra nos encontrar, sentidos.
e pra escutar tua voz é que eu converso comigo.

Pedro.
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19 maio 2011

tente passar pelo que estou passando

O meu amor observa as palavras que eu falo quando eu falo. Através da minha voz, do meu dizer. Não é através de qualquer canto (por mais bonito que ele seja). E eu me gratifico com a resposta que ouço.

O que eu digo é complemento do que eu sinto. Ouço sons, ouço rimas (ou não), me traduzo através desses momentos. Tudo acontece em acordes, tempos, up tempos, seja como for: eu reproduzo em vídeo, letra e som pra chegar ao tal ponto de ter alguma resposta. Aquela, a mais sincera, de quem vai me aguardar entre os tons que existem por mim.

A graça é saber que eu não preciso fugir de mim. Ele não gosta de tudo, mas gosta de mim. E gosta de eu ser assim, sempre sonoro, eloqüente, gritando janela a fora quando me der na telha. Talvez nunca saiba como isso me traduz, talvez sim.
O meu amor quer esse desse jeito. E eu o quero daquele. Completo.

Pedro.
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18 maio 2011

nosso trato, nosso lar

(o começo é indefinido, há guerras por não sabê-lo)

...onde se ganha o pão não se come a carne. Onde se come a carne não se bebe o vinho. Onde se bebe o vinho não se toma banho. Onde se toma banho não se dorme a noite. Onde se dorme a noite não se faz mais nada.

(mas o fim é sempre esse)

Pedro.
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17 maio 2011

ainda assim não clareou

não posso ser isso que diz sua canção
cadê meu fino trato? não tenho.
me prendem e eu gosto
e quando aperta
quem se faz de gato e sapato sou eu
pra mim

mas eu e você vemos as mesmas coisas
o sol amanhece mais de uma vez
igual
e não amanhece.
e não me perco.

Pedro.
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16 maio 2011

15 maio 2011

diariamente #1

Faz 13 dias que eu voltei de casa. E por mim voltaria hoje mesmo, amanhã, agora. Mas não vai ser possível sem antes fazer tudo o que eu tenho que fazer por aqui, ou seja, antes do fim do mês.

Assim, esse será o 2º mês que eu fico 30 dias sem voltar pra casa. E é o maior período que eu consigo ficar, desconfio. A primeira vez que aconteceu foi em Agosto do ano passado, quando eu cheguei aqui pra ficar.

Secretamente (?) não gosto desses longos períodos, mas gosto do retorno. Fica uma sensação estranha na minha cabeça, como se as coisas ruins pudessem acontecer e pela minha distância eu não pudesse evitar (e minha imaginação não pára, creiam).

O que me irrita é a insegurança do tempo x distância, que, como eu, sempre voltam.

Pedro
x

14 maio 2011

o vazio é um meio de transporte pra quem tem coração cheio

esse foi servido. e eu sequer me lembro de nada tera não ser de um tempo frio em que estivemos juntos. toda memória se esvai quando eu estou atravessando noites pesadas, atravessando o vazio.

Pedro.
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13 maio 2011

poesia e tem a prosa

*Personagem: plano (não muda)/ redondo

*localização: interna/externa - 
onisciente/restritiva - 
interventiva/neutra

*narrador: interventivo/neutral

*espaço: fisico/psicologico

*cavalgagem: termina a frase e não o verso.

*tempo: cronologico/psicológico

*romance: aberto/fechado

*apresentação, complicação, clímax e desfecho

*lirismo: rimas ab/ab

*estrofação: 2 tercetos / 2 quartetos

*ritmo

*rima

*figuras de linguagem

*repetição e supressão

Para se fazer uma história, um conto, um poema não é preciso viver dele. Mas muitas vezes sentir isso e não conseguir ter o talento necessário pra contar bem, é ruim.  Por que daí eu contaria da alta e contagiante diversão das noites e dos momentos mais solitários que já houveram no mundo e do que houve de melhor e pior em todos eles.

Mas a gente sente que entre a falta de uma rima rica e a presença de um bom ritmo, a música da história ainda tem seus bons momentos. Os temas que são escolhidos a dedo pelo acaso. Tudo.
Se eu soubesse, escreveria.

Pedro.
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12 maio 2011

unburned by the thought

¹.¹
um banda um.

Pedro.
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11 maio 2011

saber ganhar

vejo tanto em filme, na hora h se ganha uma força tremenda e se derrota todos os males. alguns exemplos de vida também servem. mas na minha hora, na ameaça do menor tremor de terra, apanho.

e se não acontece, eu peço.

Pedro.
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10 maio 2011

e os meus rivais

Seu último texto foi forte, bateu aqui. Inda posso me apaixonar?
Sim, posso. Me apaixono, sempre: quando posso e não.

Quando amo, preciso falar. Por isso te digo o que te disse pra quem amo e mais ninguém: amo e preciso. Te entendo e entendo seu silencio sem contenção.

Há um espelho entre nós, eu sei. E se o relógio não me pausa é por que ele quer ser real. O tempo não para.

 A pausa não é um benefício, é uma necessidade nem sempre conquistada (como você bem sabe quando eu não me contenho em apenas te ter ao meu lado e insisto em te ter vivo, ativo, próximo, dentro). Passo a passo eu vou aprendendo a entender isso.

Seu texto pode não ter sido pra mim, mas você me reflete, quantas vezes?
Nosso jogo de quer-não-quer, não- quer-não querer. E enquanto finito for, eu espero que nunca maldito seja. Que se mostre sempre como um dom, uma alegria: afinal, eu amo. EU AMO!

Eu sou você e os meus rivais. Sou só?

"A mentira da aparência do que eu sou e a mentira da aparência do que você é, porque eu não sou meu nome e você não é...”  O que você não é que eu não sou? Uma vez que estamos juntos nessa?

Pedro.
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09 maio 2011

08 maio 2011

sabiá

(tentativa de me acompanhar)

HOJE
hoje faz 12 dias que eu voltei de casa, de Sampa. por mim eu voltaria amanhã, hoje, agora. mas não vai ser possível antes do fim de maio, o que pode arastar bem o mês, embora já tenha passado esses 10 dias. isso não quer dizer muita coisa. o tempo se arrasta quando quer, o calendário não vira a página nem se deixa virar.

essa será a asegunda vez que eu passo tanto tempo no rio e consequentemente longe de casa. como se fosse um mês de agosto de 2010 voltando, porém dessa vez menos alucinante, menos angustiante, menos péssima. não posso negar que apesar da saudade ser a mesma - e chata! - o esforço é menor.

não gosto desses longos períodos . fica uma coisa estranha na cabeça e no coração. como se não pudesse evitar daqui que algo aconteça lá. com uma insegurança adicional, isso vira uma tônica no decorrer dos dias.

e fico aqui sem ver a hora de ir pra casa.

Pedro.
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06 maio 2011

tempo tempo mano velho

às vezes eu paro,
olho pra vida
e nada para

outras vezes olho o relógio
sigo o tempo
e nunca passa

Pedro.
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03 maio 2011

você me chamou pra dançar aquele dia

não estou dancing with myself
sim estou acompanhado
e preciso saber
mesmo sem saber dançar tão devagar (pra te acompanhar)
como é que funciona passo a passo
cada detalhe e certeza

isso é o que o amor faz

Pedro.
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02 maio 2011