21 abril 2011

não é o fim mas me acaba

Confesso estar tomado momentaneamente por um abandono que não existe. Aqui nessa rodoviária cheia, ao menos não.

Confesso que senti como se fosse um sinal de afastamento, de recuperar alguma independência que essa dependência mútua nos tirou.

Confesso que estou procurando uma saída menos defensiva, uma vez que já me encontro melhor. Não quero sumir, mas não sinto que quero ficar.

Confesso que esse zsa zsa zsu não foi a toa. Talvez os interesses atuais sejam maiores. Não sei. Talvez eu nunca saiba.

Confesso que acredito nunca ter feito isso, mas se fiz, gostaria de não ter feito.

Confesso chateado a insatisfação comigo mesmo por ser tão errado e pequeno.

Confesso que chego em casa e nada me consola. Elvis, Faisha, Internet, Barbra em Funny Girl, meus discos novos.

Confesso que estou com saudades da província.

Confesso que estou com saudade da província atual em Rio das Ostras.

Confesso que não confessarei esse ano e não comungarei.

Confesso que estou em casa.

Confesso que estou com saudades ainda.

Confesso que estou feliz, ansioso, aliviado, cansado, abatido.
Muita coisa pra dizer e sentir ao mesmo tempo num lance só.

Pedro.
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