06 abril 2011

how appropriate

Então eu vim pra casa. Então eu estou indo. Preciso ir.
Como um grande irmão de uma grande irmã, estou indo pelo motivo do aniversário da Amanda. E nesse big brother, acabo voltando também por saudade de tudo, embora eu esteja a apenas um mês em Rio das Ostras. Não sei se ter ficado tanto tempo em casa é motivo pra eu não sentir falta de Sampa, acho o contrário: quanto mais eu fico, mais eu vou ficando e mais eu quero ficar.

Essa sensação eu tenho com o Rio também. Por que Rio das Ostras não chega a ser uma cidade no sentido literal da palavra. É um condado. Algo pequeno, distante e provinciano.
Quando eu chego ao Rio me sinto muito bem, vejo aquela movimentação de pessoas, os carros, as portas abertas, as ruas iluminadas, tudo. Me sinto bem e integrado àquele contexto.

Rio das Ostras é um bom lugar pra viver, está crescendo, tomando forma. Mas é muito pouco pra receber uma universidade do porte da UFF com essa liberdade toda. As pessoas não estão acostumadas e tentam domar esses constantes movimentos de inconseqüência pós-adolescente. E as conseqüências são desastrosas e vão da mudança de bar a mudança de casa.

Mas agora eu to voltando pra Sampa, terra onde tudo pode até a constante inconseqüência da pós-meia-idade, como é o caso da minha rua que a festa rola solta todo dia, toda noite, toda hora, toda madrugada.

Vou chegar em breve, com meus dois ou três bons motivos pra ter vindo e sempre feliz e com falta de coisas simples que aqui eu posso por que posso fazer.

Pedro.
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