03 abril 2011

era uma casa muito engraçada

Não falei ainda sobre a minha casa nova. É uma longa história que eu vou encurtar.

Eu morava a 8 quarteirões da faculdade e resolvi/tive que me mudar devido ao preço do aluguel que foi de 900 pra 1400 reais. Quando cheguei a Rio das Ostras, vi a república que Marcelo (meu melhor amigo em R.O) estava morando e resolvi ficar por lá também. Após algumas alterações comuns de inicio, chegamos a uma formação legal, com pessoas legais.

Somos 6 numa casa com 2 quartos, 2 banheiros, sala, varanda, área e cozinha. A casa comporta bem esses gênios. Já tivemos a primeira troca de pessoa que desistiu da faculdade.
Os seis são:

- Pedro (eu!),São Paulo – SP. Semi veterano de Procult
- Ceres (lê-se Céris), Praia Grande – SP. Caloura de Procult, 18 anos.
- Paulo Vitor, Botucatu – SP. Calouro de Procult, 22 anos.
- Marina, Salvador – BA. Caloura de Procult, 26 anos.
- Macelo, Cabo Frio – RJ. Veterano de Procult, 20 anos.
- Beatriz, Recife – PE. Aspirante a caloura de Psicologia e moradora de Rio das Ostras, 21 anos.

É engraçado e por enquanto temos levado numa boa. Numa melhor. Claro que os atritos são pequenos por enquanto e podem crescer depois. Já é difícil conviver um casal num apartamento, quem dirá um sexteto com tanta história diferente, cada um com seu jeito, sua história, seus costumes.

Mas do ponto de vista que eu vejo, pode ser mais que isso. Pode ultrapassar isso e se tornar algo interessante como experiência de vida, especialmente pra quem viveu sem ter que se preocupar ninguém além de si. Sim, eu. Mas não digo isso no mal sentido, eu vivi muito tendo as coisas pra mim, meu espaço, o que eu quero. Também não é fácil não invadir e não me sentir invadido.

Mas essas pessoas eu carrego comigo já. Temos afinidades, conversamos bastante, fazemos coisas juntos. É bem diferente do ano passado quando eu me vi uma ilha cercado de solidão por todos os lados, até mesmo em casa. Hoje eu tenho companhia pra ir a praia, pra beber uma cerveja, chegar em casa e contar meu dia e ouvir uma resposta. Tem feito muita diferença no meu modo de ver e aproveitar a cidade e esse período de vida além da faculdade. Algo além da distância e da saudade que a cidade ainda pode me trazer de bom.

ps: em breve, fotos.

Pedro.
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