17 março 2011

será que eu serei o dono dessa festa

para ler ouvindo: Outro (Caetano Veloso)


Eu disse que voltaria outro. Quis que fosse dessa forma. Passei a ouvir um pouco a voz da razão de tantos veteranos, outros já formados e mais experientes que eu, que me diziam pra relaxar um pouco. Não academicamente, mas relaxar no sentido de aproveitar o processo que só acontece uma vez.

De fato, outras graduações podem surgir, mas não com essa idade, não no auge dos 20 e poucos anos, não com esse pessoal.

Não dá pra ficar aqui tão triste como eu estava, pensando em casa, pensando em tudo que eu deixei e que continua acontecendo independente de mim. Aceitei que tenho que sair da casca e criar uma história aqui, ter algo pra contar.

Daí que eu decidi sair. Pique “Mudanças” da Vanusa. E como tudo tem seus prós e contras, já descobri que todo mundo festeja tanto aqui na UFF pelo mesmo motivo que eu: carência. E é bom ter amigos por perto pra essa “bad” não bater sempre. Os contras são os óbvios: muita bebedeira, muita festa dá muito sono e a festança gera dependência e não resolve carência nenhuma, é um placebo.

Estou aqui há duas semanas tentando encontrar um equilíbrio que não encontrei. A partir do momento que dizemos “sim” pra primeira, tem que comparecer a todas, num círculo vicioso e perigoso, pois não há como negar que é legal pra cacete festejar terça-feira no pagode da tia e encontrar todo mundo no dia seguinte às 9 da manhã no mesmo estado que eu.

Tô experimentando todas as etapas. Uma experiência divertida, confesso. Mas juro que é mais uma tentativa de fazer dar certo minimizando o mal desse mundo do lado de cá: solidão.

Pedro.
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