31 março 2011

I'm only into this to enjoy

Brasas
brejos
traços
pontas

moças
moços
tontos
tontas

breus
brisas
brocas
broncas

braços
bocas
soltos
santas

Pedro.
x

30 março 2011

não estou disposto

hoje cansei de diversificar
vou com o rosto favorito
que sempre lembro
pra retirar do instante da memória
e colocar no ato
que imagino
e produzo.

Pedro.
x

29 março 2011

domingo no parque #81


Em 2009 a Gambiarra começou a trocar aos poucos sua formação original. Hosts e hostess, pareceiros que eu adorava foram tomando outros rumos na vida e deixavam a festa. Alguns ficaram e estão aí até hoje, ainda bem.

Os cargos (especialmente de portaria) foram ocupados com viciados antigos, todos meus amigos. Isso foi uma tônica em 2009/2010: só encontrar o pessoal depois das 4h, no fechamento da produção.

Mas sempre me mantive firme e forte sabendo que nunca conseguiria trabalhar numa Gambiarra de São Paulo. E nunca mandei currículo. Até que surgiu a possibilidade de trabalhar numa Gambi do Rio e eu pedi pra me chamar e me chamaram.

No Rio a coisa muda bastante. O clima é de evento social da zona Sul, todo mundo se conhece e não se conhece, o preço é alto e todo mundo é alguém, ou tenta ser. Fiquei na portaria de Vips e sei bem o que passei com as manhas dos "famosos" pra   não pagar pra entrar.

Saí daqui de Rio das Ostras às 4, cheguei as 6:30 no Rio, caí na Lapa pra um breve (re)encontro com Ty e as escadarias e depois direto pro Vivo Rio. Foi uma loucura divertida e eu adorei trabalhar e enxergar a Gambi dessa outra forma que eu nunca tinha visto.

Pude observar bem o público carioca que é mais atrasado que o normal, mais respeitoso, mais calmo e mais ricos que os de São Paulo. Pude participar dele também e garanto que eles aguentam o pique. Novos viciados e nova produção, uni-vos!
 
Pedro.
x

28 março 2011

27 março 2011

pra quem preza

A dor e a delícia
Da leveza
Tem que valer o quanto pesa

Pedro.
x

26 março 2011

eu não quero cantar pra ninguém a canção

para ler ouvindo: Torch (Alanis Morissette)


Como parte da seqüência de festividades que venho participando, fui ser de companhia nessa. A noite principal do Ostras Cycle, festival de motociclismo de grande porte que não tem nada a ver comigo mas que eu simpatizei pela boa estrutura e educação de todos. Não houve tempo ruim pelo fato de muitos presentes não se encaixarem no esquema deles, o clima turístico prevaleceu.

A turma era grande e havia muitas ansiedades. Eu queria chegar em casa e ler algo bonito, havia quem não sabia o que queria, havia quem sabia bem o que queria. Eu estava num dia bom, apaixonado e não podia ficar sozinho.

Fomos pro píer fazer jogos, aqueles em que alguém sempre sai decepcionado e se esquece logo depois. Mas eu que não tenho não sou daqui, não tenho amor, sou de São Paulo e gosto de ver que não estou desesperando e que ainda posso escrever coisas boas sem ler antes. Mas quanto ao jogo (que é o que se passava enquanto eu pensava nisso do lado de fora), achei o resultado bem satisfatório.

Depois “partiu praia”, areia e cerveja. Mais papo, identidade e aproximação. Acabaria aqui, mas a casa da Carol foi a opção pra estender a noite até o dia chegar. E chegou. Então depois dela, estendemos o café na casa do Cohen. Deles e delas, momentos de boa conversação. Surpresas.

Agora acabou mesmo. Mas não havia sono, nem fome, nem dia.
Só saudade.

Pedro.
x

25 março 2011

where I go, when I go there

próximos
graves
intensos
pacientes
presentes

postos
lado
alados
firmes

ali naquele instante
distante
forte
secreto

Pedro.
x

24 março 2011

I'd ask the world to dance

Altos pontos sobre ontem, dando continuidade a experiência, sendo meu próprio protótipo de vida social e experimento de como isso pode mudar meu desenvolvimento com a cidade e a saudade. Fui pra mais um evento (não se pode mais sair do jogo depois que entrou) de meio de semana patrocinado por Procult.

Foi na casa da liberalidade, menos mal, barulho não seria problema. O motivo importa apenas por se tratar de uma amiga minha, mas me questiono se não fosse, seria outra coisa e a mesma festa.

Cheguei tarde pra ficar pouco, mas estava legal. Conversa foi, conversa veio, as primeiras risadas surgiram seguidas dos primeiros sons mais altos pro horário. Adianto: antes do final da noite o amplificador explodiria.

Pontos altos (não confundir com os altos pontos do início) foram: todos juntos Dancing with myself. Como naqueles filmes de coisas que só se passam na juventude, o sentimento de liberdade. Alegra. É espontâneo.

Don’t think twice.

Pedro.
x

21 março 2011

19 março 2011

puzzle pieces in the ground

Agora eu já tive todas as aulas e conheci todos os professores, posso fazer a avaliação da primeira impressão do 2º semestre de faculdade. O que eu percebi logo foi que ninguém se preocupou em esconder que a partir de agora será mais difícil. Será e ponto.

Os professores mostram as armas logo de cara e eu puxando matéria do 3º período e mais uma optativa, vou ter que concentrar o dobro de atenção nas aulas pra conseguir fazer o truque de mestre que esse adiantamento pode me trazer: eliminar um semestre e terminar a faculdade em três anos e meio.

Minha grade é grande.


Cabe muita coisa nessas aulas. Os conteúdos são amplos. Ficou claro que os professores estão felizes por um semestre sem muitos feriados, quando o trabalho pode render. Eu fico também, mas o aperto no coração é grande e o medo de me frustrar está por aí. Pode aparecer, só não pode ficar.

Pedro.
x

18 março 2011

walkpeople

I miss this
w@lking people
The fact I could disappear
Turning a corner
Slowing some steps
Taking a turn

I miss knowing it all

Pedro.
x

17 março 2011

será que eu serei o dono dessa festa

para ler ouvindo: Outro (Caetano Veloso)


Eu disse que voltaria outro. Quis que fosse dessa forma. Passei a ouvir um pouco a voz da razão de tantos veteranos, outros já formados e mais experientes que eu, que me diziam pra relaxar um pouco. Não academicamente, mas relaxar no sentido de aproveitar o processo que só acontece uma vez.

De fato, outras graduações podem surgir, mas não com essa idade, não no auge dos 20 e poucos anos, não com esse pessoal.

Não dá pra ficar aqui tão triste como eu estava, pensando em casa, pensando em tudo que eu deixei e que continua acontecendo independente de mim. Aceitei que tenho que sair da casca e criar uma história aqui, ter algo pra contar.

Daí que eu decidi sair. Pique “Mudanças” da Vanusa. E como tudo tem seus prós e contras, já descobri que todo mundo festeja tanto aqui na UFF pelo mesmo motivo que eu: carência. E é bom ter amigos por perto pra essa “bad” não bater sempre. Os contras são os óbvios: muita bebedeira, muita festa dá muito sono e a festança gera dependência e não resolve carência nenhuma, é um placebo.

Estou aqui há duas semanas tentando encontrar um equilíbrio que não encontrei. A partir do momento que dizemos “sim” pra primeira, tem que comparecer a todas, num círculo vicioso e perigoso, pois não há como negar que é legal pra cacete festejar terça-feira no pagode da tia e encontrar todo mundo no dia seguinte às 9 da manhã no mesmo estado que eu.

Tô experimentando todas as etapas. Uma experiência divertida, confesso. Mas juro que é mais uma tentativa de fazer dar certo minimizando o mal desse mundo do lado de cá: solidão.

Pedro.
x

16 março 2011

não acabou a guerra

Todo dia muda a forma de pensar. Hoje eu penso que te deixei. Ontem me dei por tão sortudo. Hoje já acho que você se distancia. Outro dia um testador da sua paciência. Mas essa é a vida.
Um garoto tem que fazer o que ele tem que fazer. Infelizmente e felizmente.

Tenho tido alguns dias muito bons e alguns pequenos momentos em que consigo ficar sozinho e em silêncio – agora são poucas as chances – às vezes vem. E forte. Aquela mesma, sempre firme e forte.

Pedro.
x

15 março 2011

não tinha teto, não tinha nada

Hoje não é segunda-feira, mas tem só história pra contar.
Cheguei em Rio das Ostras ávido por uma casa. Mas ao contrário do que eu era ano passado, estava relaxado e apto a virar cigano de casa em casa se fosse o caso de não ter a minha. Pra isso fiz até um kit-casa pra facilitar a movimentação. Mas o acaso é quem faz a lei, senhores. E com ele na retaguarda eu caí na casa da minha madrinha Ariadne só conseguir chegar e deixar a mala.

Fui pra faculdade e Marcelo, meu fiel escudeiro e ex-vizinho, resolveu me mostrar sua nova casa. Ok, vim, vi, curti e disse pra ele: “Tchello, vou morar aqui”.

Aqui estou.

É uma república nova num prédio novo situada no primeiro andar com vista direta pra UFF. Além de mim e do Marcelo, moramos com mais quatro: Céris, Bia, Letícia e Paulo Vitor. O apartamento é grande e nos comporta bem e como toda república em começo de carreira, por enquanto tudo são flores. Já esperto pra isso, sei bem por que grifar esse por enquanto.

Hoje é terça-feira e não tem parque.
A gente vai levando assim enquanto tem que ser.

Pedro.
x

14 março 2011

13 março 2011

a ligação tá no fim

Ontem foi oficialmente meu último sábado em Sampa. Oficialmente decretado o fim das férias. E mesmo que me custe dormir na praia, saber da insuportável saudade e muitas vezes ser um outro eu, sei que vou ter que voltar pra faculdade e sinto falta de vários outros aspectos da minha vida em Rio das Ostras. Sinto falta dos meus amigos, da praia, do sol e principalmente das aulas e dos professores.

Apesar dos momentos de tédio, posso fazer um balanço bom dessas férias, desse grande tempo em casa, mas meus planos são de mudança para as próximas. Por que mudar é bom (ou isso é algo que o super-tradicional-Progresso tem que passar a acreditar para poder se adaptar a esse momento de mudança e todos os outros também). Gostei dos shows, gostei das festas, gostei do carnaval. O grande motivo desse gostar foi poder fazer tudo isso de uma forma que eu nunca fiz: junto.

Também foi bom não ter feito nada (de trabalho) pra saber que da próxima vez será a primeira coisa que eu vou fazer: procurar um trampo. Mesmo estando de férias as minhas saídas iam de acordo com os dias de trabalho dos outros. Sendo que de 2ª a 5ª nada acontecia, e de sábado e domingo eu mal parava em casa.

Desse jeito vou adaptando pra forma que vier todas as outras vezes.
Mas dessa vez foi assim. E foi bom assim.

Pedro.
x

12 março 2011

em progressão infinita

movimento de 2
1 atrás de 1
e vice e versa
sempre se guardando
como tudo o que se ama
como um mais um são 11

Pedro.
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11 março 2011

a trapaça por trás da trapaça

A vida vai encarando a arte sem (l)imitações conforme a gente vai causando esses encontros.
Ontem foi a canção que me inspirou, hoje é o texto de ontem. E assim acontece uma infinita reciclagem de idéias e funções para alguns simples compassos pros meus passos. E mais que isso: para os meus descompassos também.

Pedro.
x

10 março 2011

another time and space

Toda vez que Britney lança disco eu me preparo para um novo vício. Um que não toca nas rádios e que o público raramente percebe. Aquela música que está ali pra encher disco.

Imaginem que os discos da Britney fossem ruins (não são), mesmo assim, há alguma esperança de uma ótima canção lado b, no que se salvou do subconsciente musical de Britney e não foi destruído com todo o resto de sua pessoa.

Desde One more time eu já ouvia "(I will still) Loving you", "Soda Pop" e principalmente a ousada regravação de Sonny e Cher: "The beat Goes On", um achado na última faixa, uma aposta audaciosa.

Depois veio Oops I did it again e eu só gostei (além dos singles) de um lado A, "Don't let me be the last to know" (que é bem Shania Twain, bem sofrida country-pop) e "Don't go knockin on my door" que não foi single mas é muuuuito legal e tem uma das melhores coreografias ever com o pior playback que eu já vi.

Em Britney e In the Zone é que se concentram grande parte do melhor do repertório que ninguém conhece e que eu mais ouço. "Cinderella", "What is like to be me", "Bombastic love", "Shadow", "The touch of my hand", "Brave new girl","The answer", Early Mornin", entre outras. Todas não singles.

Imagino se Britney fosse um pouco mais Rihanna, daquelas que lança todas as músicas que pode e ainda faz clipe.

Quando ouvi Blackout, gostei e concordei com todos sobre ser um de seus melhores discos. Mas não tinha a minha música. Até eu ouvir a demo "Love is a state of grace" que acabou por se chamar "Mystical". É uma beleza. Viveu no meu mp3 por muito tempo e é até hoje a minha favorita de Britney.

Circus tem "Blur" que daria um ótimo clip e "Out from Under" que é aquela música de comeback que todas fazem depois de sair da lama, numa batida tipicamente Britney.


E pra acabar, agora vem Femme Fatale que vazou essa semana com a identificável "Gasoline", amor a primeira vista e motivo do texto. Entra no hall de boas canções que provavelmente não será aproveitada, mas está lançada.

Nice tune:

Pedro.
x

09 março 2011

meu maior presente

para ler ouvindo: Um passo a frente (Moreno Veloso/Quito Ribeiro)



Juntar o carnaval com meu aniversário de longe não parecia boa idéia. É muita data pra um pisciano só e tão pouca lembrança. Confesso que a princípio fiquei desconfiando bastante da sugestão mas sabia que seria inevitável fugir, então aproveitei a parte boa: um feriado pra roubar pra mim todo mundo que coubesse nos 2 eventos.

O destino: Atibaia. As companhias: as melhores. O motivo: por falta de um, havia dois. E eu consegui o melhor Carniversário de todos até agora. Me sentindo tão parte do mundinho dos adultos, com meus planos de partida em breve, com meu par perto de mim o tempo todo na nossa segunda viagem.

Tudo isso nesses 3 dias me trouxe tanta alegria que nem cabe. Meu maior presente foi de estar junto de quem eu queria. É um clichê, mas um daqueles que quando a gente "sente e vive intensamente" entende o que quer dizer e não se deixa evitar, vai de cabeça.

É muito
É grande
É total

Resumindo: foram momentos bons, um bom feriado, um ótimo aniversário e nada deu errado. O sol estava lá mesmo quando não estava.

Penso na sorte que eu tenho. É muita, inestimável.
Meu maior presente é segredo, reservado o mito da magia para mim.

Pedro.
x

08 março 2011

o avesso da festa

De volta pra casa
Eu estou sem casa
E de partida
Pra um lugar
Com uma melancolia
Qualquer

Pedro.
x

07 março 2011

06 março 2011

corpo cheio de esperança

Aniversário
poema do Álvaro
no dia em que festajavam o dia dos meus anos
etc

é diferente fazer 20 e fazer 22

alguns pulsares pensamentos me insistem
numa rua cercada de gente e de carnaval
eu me escrevo
pra não ser tudo em vão
nada foi em vão
sinto bucolismo no centro cheio e vazio
e só

eu sou feliz
e tenho amor

que isso reverbere por toda minha existência

que meu amor perdure
meu acreditar no amor
como eu acredito mais que muitos

e se eu acredito
vivo

nada é igual
nem pode ser
como poderia?




Pedro.
x

05 março 2011

domingo no parque #80

O parque do meu aniversário teve uma grande espera, afinal seria a abertura do carnaval e no domingo não haveria Gambiarra. A sexta feira foi o momento pra desabar por dois dias.

Começou muito bem: minha irmã foi, Rafael foi, teve esquenta forte e lá dentro estava bem vazio. Tudo propício pra uma festa tranquila, divertida e (por que não?) etílica-light, como foi até umas 4h da manhã, quando o parque virou circo. E a parte Black Swan tomou conta.

 Toda a agonia dessa semana inteira foi brotando do chão pra minha cabeça, se misturando com o ar do dia e gerando discursos tipicamente Progressistas de ciúme, vingança e abandono. Drama.
Visto por esse lado é um grande perigo me deixar sozinho, não?

Minha última performance nessa Gambi em São Paulo foi... Sem palavras.

Mas ainda tem mais!
O drama acabou e eu continuei na festa tempo suficiente pra receber uma homenagem linda da Talita Castro e do Taiguara. Inauguraram Marcelo Jeneci na festa pra mim, num momento único pra mim.

Fiquei feliz à beça. Depois dessa eu até fui embora, foi demais da conta.
O Parque do meu aniversário, foi bom demais.

Pedro.
x

04 março 2011

they cut llike a knife

When she sings:
"I am beautiful no matter what they say"
I deny it
question it

I am beautiful
with all the words they say
and those words are so important
(good or bad)

but it's not all about words
or thoughts

when you're really beautiful
all they say
or all they don't say
it's included

don't count
never count on them.

Pedro.
x

03 março 2011

silencio em meu quarto

para ler ouvindo: Sistema Nervoso (Wilson Baptista/Roberto Roberti/Arlindo Marques Jr)


A madrugada fria só me traz melancolia

choveu o dia. choveu a noite e a madrugada toda com o que eu só vi através da luz da rua, entre acordado e dormindo.

deu onze horas.
os sentidos todos no estômago.
a voz do rei na barriga. detalhes tão pequenos.
sozinho a semana inteira e aflito. e doendo. e cansado.

deu duas horas e tanto, eu fiz pipoca,
li, vi tv. nada.
minha cabeça uma bagunça.
você abalou meu sistema nervoso.

o sangue até para de correr, mas quando volta, desadormece tudo. e formiga. e esquenta.

Pedro.
x

02 março 2011

que o encontro só demore acontecer

Começou.
Eu estava atoa na vida vendo a banda passar e nem percebi o inferno astral pairando pelas frestas do meu ninho.

Fiz planos de uma última Gambiarra, os únicos que fiz, acordei com tudo mudado.
Meu aniversário tá batendo na porta, não sei o que fazer. Não sei. E me perguntam.
Farei Gambiarra sexta.
Farei casa-bar-Trash no sábado.
Mas não sei o que vai ser do dia 06 que é, de fato, meu aniversário.

Eu quero um som potente pra ouvir minha caixa da Gal, disso eu sei. Quero uma casa boa com um quarto legal em Rio das Ostras. Quero minhas aulas de volta. Quero minha lagoa. Quero que tudo saia como o som de Tim Maia.

Cansei de pensar. Quero que isso acabe sem me deixar triste e sem entristecer ninguém, o que é mais importante de onde eu vejo.

E que tudo mais vá pro inferno.
 Pedro.
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01 março 2011

domingo no parque #79

Meu pé dói muito. Dormi bastante mas parece não ter sido suficiente. Os sinais do meu corpo não respondem bem, mas eu disfarço. Tá chovendo e a Gambi foi boa demais, apesar dos efeitos colaterais que surgem na segunda feira.

Uma garrafa de Jurupinga, duas tequilas, dois flambados, algum controle pra não fumar, cervejas, Victor Lei e a boa música de volta a casa.

Estou na estação Vila Matilde do metrô por que vim passar um tempo com Paulo que não foi ontem. Seria injusto não vir, então eu vim. Uma atípica segunda feira, a cidade parada por conta da chuva, a radial leste alagada, o metrô cheio que quase me fez repensar o que é justo ou não.

Ontem esses assuntos cotidianos não existiam. Era andanças, mais fantasia.
O certo é ser gente linda e dançar, dançar, dançar. Chico Ribas tocando pagode 90's. Na varanda Gifalli, Eleonora e Paloma fazendo poses nos retratos.

Chovia muito como chove agora e eu sabia que seria uma noite vazia. Também queria um dia da semana pra beber, o que não fiz em nenhum outro. Comprei uma garrafa de Jurupinga e bebi tudo, sozinho. A tequila ainda está fazendo o efeito que surge meia hora depois parecendo alegria, quando na verdade é enjoo.

Tudo isso faz que a noite avance tão rápido e tão mais rápido acabe. Quando vi, estava do lado de fora. E quando percebi, estava aqui.

Pedro.
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