09 fevereiro 2011

ninguém mais aguenta drum'n'bossa em inglês

Começando a intensa rotina de shows, começo também uma procura pelos discos dos artistas que eu vou ao show. Adoro disco autografado, sempre peço, guardo com todo cuidado, vira uma lembrança especial. Gosto mais do que foto.

Porém, muito cuidado. Tem que valer a pena. Já faz um bom tempo que me recuso a pagar mais de R$20 reais em disco de quem quer que seja. Desde que descobri um canal ótimo no centro com preços acessíveis, adeus grandes lojas. Só quando há promoção.

Assim consegui desviar do abuso de R$35 reais do disco do Edu Krieger e paguei honestos R$13 reais. Esse é só o primeiro dos absurdos - que veio de uma gravadora de médio porte (Biscoito Fino) com um artista novo que tem público jovem. Ou seja: é pedir pra não comprar.

Mas esse caso foi diferente. Minha agenda de shows começaria sábado com Tulipa Ruiz e domingo com João Donato e Paula Morelenbaum. Confesso que fiquei tentado em ter um autógrafo de Donato, mas achei o disco muito fraco. Mais tarde acharia o show muito linear também. Somado aos quase 40 reais do preço do cd, foi demais. Eu ficaria sem meu autógrafo.

Resolvi protestar e investir em um disco totalmente novo em tudo: arte gráfica, formato, encarte, preço, tudo. De um cantor chamado Mateus Sartori que eu conhecia remotamente de um video com o Guinga, no qual ele cantava uma das minhas canções favoritas.

Apostei no intérprete. Primeiro por que são muito raros aqui no Brasil, como já disse anteriormente. Segundo pela proposta do disco, "Franciscos", de cantar só os Chicos do Brasil. E terceiro, a embalagem, pois se destacou. Eu consumo com os olhos, acho que todo mundo é assim.

Valeu a aposta. O disco do novato é excelente, além de todos os atributos. Parece que não basta mais SÓ repetir standarts em cool bossa pra dar certo.

Parece que nunca foi só isso.

Pedro.
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