01 fevereiro 2011

domingo no parque #76

Saí de casa com pouco mais de 10 reais e alguma esperança de me divertir. Cheguei na porta da Gambi em um piscar de olhos, no mesmo caminho de sempre, sozinho - 1071-A Vila Madalena, que vai pela Fradique e para no Fran's Café.

Esperei as Allis mais do que esperei o ônibus e levei pra chegar, mas valeu a pena pois elas fizeram o spoiler do que viria a ser uma ~Gambi alcólica e divertida~ como aquelas de algum (muito?) tempo atrás. Isso dito com uma garrafa de caipirinha pronta, devidamente eliminada em segundos.

Era tarde e estava vazio. Petit conversou comigo uns lances engraçados, coisa dele. Daí começou a surgir umas danças muito boas e cervejas. Até eu me lembrar do meu (e dele) Drink da Vibe, que um dia na intenção de alcançar um nirvana gambiarrístico nós inventamos e que só deve ser tomado na VIBE. Consiste em vodca e catuaba, apenas, e se garante por um bom tempo.

Depois de dois drinks da vibe, Markus Witchmor (me vendo pegar fogo) me levou pra primeira tequila. Funcionou. I was on fire.

Aconteceram aquelas mil coisas de sempre: dei conselhos, reuni um casal separado, dancei com Victor Lei na mesma onda que ele, fui pro camarote, tirei foto, dei risada de besteira... Trôpego.

Veio a segunda tequila e eu já calibrado aceitei, afinal, tá no inferno abraça o que tiver na frente. E fui contente de volta pra pista, sem pensar no amanhã (update: foi triste e eu não tenho mais idade).

Até que um lance que tem acontecido há muito tempo na Gambi com alguém que eu gosto muito me chateou. Daí foi tudo no fast foward: a vibe acabou, desci do palquinho, do palquinho pra rua e da rua pra casa. Como quem aprendeu a cortar a onda na hora certa, eu cortei a minha.

Quem diria? Nem nos meus melhores dias. Mas quem sabe nas melhores noites.

Pedro.
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