28 fevereiro 2011

26 fevereiro 2011

mas já são quatro e tal

Madruguei lendo o confessionário. Antes disso passava Brokeback Mountain na tv e mais uma vez eu fiquei impressionado com aquela fotografia do filme e com o trato tão suave do tema. Reparei pela primeira vez no lance do Mexico, na época não tinha entendido.

Mas no Confessionário a fotografia era mais pra série Alice da HBO. Uma sucessão de fatos em textos no período de quase 3 anos, coisas que eu não repenso, mas estão lá e eu li a madrugada inteira fatos que ocorreram em outras tantas madrugadas.

Aquela vez na Loca, sozinho, bêbado e sozinho. As noites de quinta (feira e categoria) no Centro. O tão especulado namoro que eu fui entender partes do começo dele só hoje. Os blackouts, os excessos, os encontros. Uma confusão, com intensidade.

Senhores, chegando essa época do meu aniversário a pior coisa que eu posso fazer é isso que eu fiz, remexer nesses baús. Fica uma confusão na minha cabeça que nem digo. Preciso dormir, tenho show pra assistir hoje a noite, depois não consigo dormir na madrugada de amanhã. Salvando-se apenas a Gambiarra de domingo pra segunda.

De todas as maneiras, Brokeback Mountain é um grande filme, desses que a gente pode ver mais de uma vez. O mesmo eu não sei se quero dizer do Confessionário, mesmo sabendo que foi bom, foi bem caótico. Been there.

Pedro.
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25 fevereiro 2011

tudo o que se quer

para ler ouvindo: Leo (Milton Nascimento/ Chico Buarque)


Leo,

você cantou tudo muito bonito. De um jeito tão bom que eu passei a gostar mais do que eu já gostava. Que bom poder te dizer isso e que maravilha o que você escreveu no meu disco. Beijos pra você também.

Não sabia que minha amiga já tinha morado um tempo contigo e você não sabe que meu chinchilo adora sua voz.

O que eu sabia e você também é que de onde saiu "Vou ser você" em 2008, tinha que ter mais coisa boa e teve. Eu esperei e tive, você também. Sucesso.

O que não se sabe ainda é da profundidade de "Dê" na sua voz e do por que dessa escolha, logo após "Vou ser você". Duas músicas tão dela que chega a ser patético meu coração batendo tão forte nos acordes iniciais dessas músicas.
Você sabe sem saber, mas não faz mal nenhum.

Eu sei sabendo que "Musical" com você e seu pai é linda e aquela outra em inglês também. Emocionou todo mundo. Ver você e Tulipa t(r)ocando canções com seus respectivos pais me faz lembrar do meu e das nossas rotas musicais e de como é incrível essa relação. Foi o meu pai quem me apresentou o seu pai. Os reis da cultura.

Seu show foi muito bonito e começou com a minha canção favorita. Sendo que eu tenho todo tempo do mundo pra ficar num constante religar do seu disco todas as horas.

Pedro.
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24 fevereiro 2011

drama

para ler ouvindo: Drama (Caetano Veloso)


vamos falar de ação no grego, de movimento. não é só de inércia que se vive ou de estática, o mundo está encenando e nós com ele a todo tempo.

Markus: você se considera um ator?
Pedro: Não, mas eu seria um bom ator.

há muito cotidiano nessa vida pra gente deixar ele passar sem uma fala pausada. daí pra fazer de tudo um momento único não fica difícil.

DRAMA vem do grego, quer dizer ação.

Markus: O que pra você é ser ator?
Pedro: É saber imitar a vida.
Markus: Você não faz isso?
Pedro: Eu faço umas cenas bacanas, mas é sempre fora do palco.

Pedro.
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23 fevereiro 2011

as coisas vão melhorar ultimamente

4ª feira, uma eterna vocação pra ser um dia chato, mas não essa. teve disco com cheiro de novo, já me preparando pros show que virão.

finalizando com os amigos da casa da comadi ponta de lança com bastante gente, do jeito que eu gosto.

um dia curto no geral, mas na medida do possível, bom. andando o dia todo pelo centro, depois pela Paulista, depois pela Augusta. andanças, danças.

preciso de muito mais, não.

Pedro.
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22 fevereiro 2011

a hard day's night

Para ler ouvindo: A hard day's night (Lennon/McCartney)


ele está entre noites densas de dias difíceis. cotidiano. suportando uns piques, sendo como pode, jogando o corpo no mundo quando deixa e recebe um tanto.

ele adora. movimenta o dia, cria história, não para em casa. I can see it, I can feel it. se descansa, cansa. mas não me cansa dele ser desse jeito de jeito nenhum.

ouvindo meu discurso, o que quero, o que não quero, o que não pode faltar. decidiu trabalhar mais um dia como todos os outros e me comprar um presente.

and when he gets home to me, I hope he feels ok.

Pedro.
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21 fevereiro 2011

20 fevereiro 2011

somos seis bilhões de faróis

para ler ouvindo: Show de estrelas (Marcel Jeneci/Carlos Rennó)


A gente acha que depois de formado, pós graduado, vai ser grandes coisa. Que depois de velho vai ser racional, preciso, independente, um modelo de pensamento, persuasivo, incisivo. Um cara que responde tendo pensado antes.

A gente acha que lendo Levi-Strauss vai se salvar de ser humano. Grande engano. No menor momento a resposta do instinto aparece e nos mostra novamente tão iguais que põe tudo em perspectiva.

No filme mais bobo, se emociona. Um aerosol surge no ar e se espirra. Ganha um bombom e fica descontroladamente feliz.

Nada muda.

Se for o que se é ou se não for, cortar vai te fazer chorar.


Pedro.
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19 fevereiro 2011

domingo no parque #78

8:34, chuveiro ligado, cabeça dentro d'água. "Que viagem", pensei. E foi mesmo.

Uma Gambi fora de casa, com a The Week que é uma tradição e onde muita coisa acontece. Sempre torço pra conseguir me divertir e só. Mas parece que ali há uma energia diferente das Gambiarras normais de domingo onde todo mundo é de casa. De uns tempos pra cá venho sentindo isso e não sei em quem por a culpa - se é que há alguma.

De tudo o que eu bebi foi muito raro e bom não ter passado mal. E no entanto fiquei mal por Paulo estar derrubado de uma pinga que, no momento que ele bebeu, eu sabia que não era uma boa e não disse nada.

Também não disse nada pra ele que está passando por uma fase tanto complicada quanto iluminada, que eu nunca pensei que ele fosse capaz de atravessar. Estou torcendo e estou orgulhoso da forma que ele fez mudar como eu o vejo.

A festa foi boa mesmo assim. Teve seus altos, como sempre e nós vimos juntos sentados num sofá alguns deles, comigo rindo por nós imaginando nossos comentários, enquanto Paulo dormia meio tranquilo, meio pesado.

Apenas por isso - bebida e sono - ele acordaria e nós viríamos pra casa, mas foi mais, tinha mais e eu não sabia. Aquele acúmulo de problemas e de partidas que ele sofre e não conta e nem desconta em ninguém, dessa vez fui eu quem ele abraçou e contou, a sua prórpia forma o que se passava.

Da porta pra fora agora era sobre os 2 e o resto do mundo. E era hora de eu tomar conta agora. Por que variar também é bom. Cheguei em casa e concluí: viagem sem volta.
Pedro.
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18 fevereiro 2011

garotos perdem tempo pensando

Internet tem se mostrado uma vida completa dentro da tela. É ali que se concorda discordando de tudo o que se passa ali, no momento que as coisas acontecem como faço na vida real.

Vi o vídeo de Felipe Neto sobre carnaval, axé e carnaval fora de época e achei tão engraçado e bom (ótimo) quanto infantil e imaturo como todos os outros vídeos e as coisas que ele faz na TV que o iguala justamente às coisas com as quais ele discursa tão eloqüentemente contra.

Se por um lado é irresistível mexer com os nervos de nichos (e é mesmo, as respostas são imediatas e amargas, ocorrem ameaças, a repercussão - como se vê - é grande) por outro lado é mais legal ainda pra um cara como eu, enxergar Felipe Neto falando/julgando/condenando uma série de coisas reais sobre carnaval, coisas que eu vejo de longe e outras que eu faço parte, com um desdém enorme e ainda poder concordar com ele e ser melhor que ele apesar disso.

Se por um lado axezeiros, fãs de Restart, Fiuk, Crepúsculo, leitoras da Capricho e derivados nutrem certo ódio por se verem invadidos, eu daqui vejo tudo de fora e analiso Felipe Neto como um pequeno gênio que ganhou uma câmera digital (como tantos outros) e soube usar melhor que os outros pra gritar o fato de que ele não soube crescer.

Quando eu digo crescer, eu digo entender que a partir de certo ponto a pessoa tem que perceber que no mundo são criadas milhares de coisas que para sua idade, para o seu gosto e para o seu mundo não lhe dizem o menor respeito. E, com uma dose de maturidade, aceitar o fato que o mundo não é feito de bom senso. Não se luta mais contra, agora a gente ri no bar. E as críticas todas que ele faz, nada mais são que os nossos comentários de bar (e que agora estão no twiter também) reunidas em um vídeo e gritadas. É rir e esperar o próximo.

Mas Felipe Neto é muito classe média pra isso. Ele tem que ser eloqüente e contra essa série de coisas que não foi criada pra ele e nem pra caras como ele e não será por ele que deixarão de existir. E no entanto é tão irresistível vê-lo no vídeo como é tão chato vê-lo na televisão, naquele programa sem graça do Multishow que deveria acabar rápido.

Felipe não é um bom ator. Mas não é de todo feio. Não sei se ele faz stand up comedy como os outros. Sei que ele não pode ser considerado um personagem como o PC Siqueira ou um humorista de talento como Marcelo Adnet. E tenho sérias dúvidas sobre seu gosto pessoal que dá tanta pala pra ele criticar as coisas que critica. Convenhamos que ele não deve gostar tanto de Rosa Passos quanto de uma banda de rock bem vagabunda, barulhenta e chata quanto o Cine em seus piores dias. Daquelas que enche estádios.

O problema de Felipe é que ele corre o risco de cansar. O que ele entende de Brasil, de sociedade, ou o que busca entender, a gente vê com os desejos classe-média de ir pra Europa, ou pedindo algum tipo de presente pelo twitter, de um jeitinho bem brasileiro. E assim ele fica melhor colocado.

Pedro.
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17 fevereiro 2011

para quem que eu trabalho?

drop down diary 22
(pensamento aleatório de um dia vazio)

Se o recomeço é uma forma de se encontrar, o começo deve ser uma forma de se perder. Preciso começar a trabalhar com algo novo de novo.

Meus empregos não tem um ritmo nem um padrão certo, mas eles surgem e de repente se adaptam a mim (sempre no prazo máximo de 6 meses a 1 ano, no máximo) e depois estou pronto pra outra novidade.

A novidade dessa vez vai ter que esperar um pouco mais pois a faculdade vai pesar nesse semestre. Mas no próximo eu posso tentar algo.

Não necessariamente um estágio, algo divertido que levante uma grana pra dar uma ajuda de custo e um veneno antimonotonia, por que morar Rio das Ostras não-é-fácil.

Pedro.
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16 fevereiro 2011

and I try, and I try, and I try, and I try

é fácil me agradar
mas parece impossível me satisfazer.

Pedro
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15 fevereiro 2011

dentro de mim

A letra diz "cada um no seu quadrado". Eu danço conforme a música, fazer o que?

Pedro.
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14 fevereiro 2011

13 fevereiro 2011

um dia se encontraram sem querer

Se Edu Krieger fizesse esse show num playback descarado, eu já me daria por satisfeito, por que tá pra eu gostar de alguém como gosto dele, de graça. E gosto mais quando ouço as histórias malucas da minha amiga Dary com ele e Marcelo Caldi aqui em São Paulo. Desde a forma que se conheceram (num show do Chico!) até a amizade dos dias de hoje, vê-se que Edu é um achado.

Como a grande maioria, conheci Krieger através de Maria Rita quando ela gravou Ciranda do mundo e depois Novo amor e Maria do Socorro. Depois passei a ouvi-lo também com Roberta Sá e depois pelo próprio Edu, quando em 2009 ele lançou "Correnteza", certamente um dos meus discos de cabeceira que eu adoro da primeira a última música.

O que eu mais gosto nele são as rimas e cada jogo de palavras pra ficar tudo encaixado daquele jeito bonito que eu penso no trabalho que dá. É maravilhoso.

Mas o show não foi playback, o Caldi estava lá tocando uma sanfona excelente, PC na percussão e nos sopros e Edu no violão de 8 cordas e voz. Um show pra guardar na memória. E não foi só.

Na saída do show, autógrafos, aquela tietagem normal. Fui apresentado ao pessoal e fomos todos pro Genésio na Vila Madalena, beber o famoso melhor chopp de São Paulo.

Um dia que já era especial ganhou um show e uma noite pra guardar na memória com o Rio em Sampa.

Pedro.
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12 fevereiro 2011

pra lá do meio

Sexta feira sem querer ser, seria vazia. Mas eu me devia algum divertimento e Renan certamente também.

Apesar de ser um cara legal, Renan acredita realmente que eu vá com ele ao MASP. Nem nos meus melhores dias acreditem nisso.

Ele ouviu os sinais e aos 45 do segundo tempo me disse pra irmos beber e badalar no Centro, o mesmo de tantas outras noites. Num oferecimento de Progresso night after night productions, Renan teria um tradicional porre comigo.

Os ingredientes: festa temática + esquenta + patrocínio etílico de uma despedida de solteira + hits dos 80. Depois de mto tempo eu voltei a ficar até perto de fim de uma Trash 80's, já sentindo os efeitos cruéis da possível ressaca de sábado (hoje - e ela não veio!).
E quando eu pensava que era cisma minha, os porres de quem está do meu lado são verdade.

Recomendo cuidado. Deixo o aviso.

Pedro.
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11 fevereiro 2011

você precisa saber

Márcia Saad Nemer é o nome dela. Nos conhecemos no fim de 2004 quando ela foi me entrevistar para uma possível vaga no Colégio São Luís.

Minha situação na época não era das mais favoráveis: eu me candidatei para o São Luis sem saber se passaria de ano no meu então colégio, o Casa Pia.

Minha entrevistadora então me disse com sinceridade que pro 2º ano a vaga era minha, mas eu teria que passar de ano.

- "Mas eu não sei se vou conseguir", disse, meio desesperado. Então ela disse as duas palavras que seriam não apenas desagradáveis de ouvir, mas extremamente desconfortáveis e perturbadoras:

- "Se vira".

Encurtando a história: eu repeti de ano e consegui a vaga pro 1º ano no São Luis - me virando.

Márcia se tornou minha professora de matemática no 2º e 3º ano. Uma excelente professora, não só de matemática mas de vida, como são todos os professores no São Luis (e acredito que seja esse o diferencial na formação do colégio). No caso dela, em especial, ficaram as histórias que ela contava entre as orações, os exemplos, as falas.

Importante ressaltar que eu não era um aluno exemplar, nunca me dei bem com matemática (lembro vagamente alguma coisa de Báskara), mas eu sei ouvir e, mesmo que demore um pouco (como foi o caso), compreender.

"Você vai fazer na sua vida o que você tem que fazer", disse um dia. Soa óbvio a princípio, mas não é.
Quando eu passei na Federal e embarquei pro Rio pra morar sozinho e começar uma vida nova longe de casa, dos amigos, da família, foi a primeira coisa que pensei e isso me aliviou muito. Eu tenho que passar por isso, do contrário não vai ser a minha vida.

As palavras inesperadas e aparentemente ásperas se mostraram função natural em alguns momentos, quando um "se vira" é um impulso, um incentivo ao inevitável.


Palavras, lições, passagens que só se vê quem sabe na hora que precisa. Ela disse que eu me lembraria dela e eu lembrei/lembro, passo adiante essa sabedoria. Me conforto com isso.

E, como disse Noel, isso é um samba que ninguém aprende no colégio.

Pedro.
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10 fevereiro 2011

tua noite escura

O texto que estaria aqui foi substituído devido a uma possibilidade de mudança de sentimento que estava para ocorrer e ocorreu na transição de dia para tarde e de tarde para noite.

De dia nada acontece, não tem o que dizer muito sobre o dia.

A tarde, não foi das melhores. Fiquei de conversa, me descuidei.

"Progresso se descuida e deixa mágoa a mostra."

Aquela mágoa monstra à mostra. E a semana toda com medo de saber se ela estava lá e descobrir que estava.

Será que vai acontecer de novo?
Será que eu vou me machucar?
Será que eu fui claro?
Será que sou eu?
Será, será que será que será que será

Num texto mais bonito que esse e mais rancoroso, escrevi isso que estou repassando aqui sem ter vivido a noite feliz de hoje. Sentei em frente a essa tela e pronto, está tudo pronto. 

Agora que vivi, não quero mais postar o texto por que não faz sentido. Agora já passou mesmo, a edificação quadro a quadro da semana tá mostrando que o trem voltou pros eixos. E que talvez realmente seja eu - num sentido melhor que o de antes.
E faço quantos textos forem pra provar.

Pedro.
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09 fevereiro 2011

ninguém mais aguenta drum'n'bossa em inglês

Começando a intensa rotina de shows, começo também uma procura pelos discos dos artistas que eu vou ao show. Adoro disco autografado, sempre peço, guardo com todo cuidado, vira uma lembrança especial. Gosto mais do que foto.

Porém, muito cuidado. Tem que valer a pena. Já faz um bom tempo que me recuso a pagar mais de R$20 reais em disco de quem quer que seja. Desde que descobri um canal ótimo no centro com preços acessíveis, adeus grandes lojas. Só quando há promoção.

Assim consegui desviar do abuso de R$35 reais do disco do Edu Krieger e paguei honestos R$13 reais. Esse é só o primeiro dos absurdos - que veio de uma gravadora de médio porte (Biscoito Fino) com um artista novo que tem público jovem. Ou seja: é pedir pra não comprar.

Mas esse caso foi diferente. Minha agenda de shows começaria sábado com Tulipa Ruiz e domingo com João Donato e Paula Morelenbaum. Confesso que fiquei tentado em ter um autógrafo de Donato, mas achei o disco muito fraco. Mais tarde acharia o show muito linear também. Somado aos quase 40 reais do preço do cd, foi demais. Eu ficaria sem meu autógrafo.

Resolvi protestar e investir em um disco totalmente novo em tudo: arte gráfica, formato, encarte, preço, tudo. De um cantor chamado Mateus Sartori que eu conhecia remotamente de um video com o Guinga, no qual ele cantava uma das minhas canções favoritas.

Apostei no intérprete. Primeiro por que são muito raros aqui no Brasil, como já disse anteriormente. Segundo pela proposta do disco, "Franciscos", de cantar só os Chicos do Brasil. E terceiro, a embalagem, pois se destacou. Eu consumo com os olhos, acho que todo mundo é assim.

Valeu a aposta. O disco do novato é excelente, além de todos os atributos. Parece que não basta mais SÓ repetir standarts em cool bossa pra dar certo.

Parece que nunca foi só isso.

Pedro.
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08 fevereiro 2011

domingo no parque #77

A festa estava toda certa. Foi a melhor Gambi do ano, como eu estava prevendo. Cheguei cedo, a pista vazia, as músicas imaginadas pra uma noite boa.

Na noite anterior, na casa das Alli's, comentamos a necessidade de uma noite assim, com música de qualidade e de um bom espaço pra curtir. E como se tivesses adivinhado, nossa noite se tornou realidade.

Enquanto a festa estava toda certa, o cenário bonito com trilha ideal, o que se passava no enredo não se enquadrava. Esatava tudo errado e muito ruim, como poucas vezes esteve.

Eu bem tentei fixar o retrato na moldura, mas não consegui. Às 4h da manhã eu só pensava em chegar em casa, dormir e descansar a cabeça e começar assim a semana. Amanhã, quem sabe, tentar virar a página e recomeçar.

Pedro.
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07 fevereiro 2011

06 fevereiro 2011

e sai pra se distrair pt 2

Sábado in na casa das Allis.

De Ipiranga pra São Caetano em instantes de carro. Penso nos meus sábados anteriores: um daqueles no Centro, outro em casa tranquilo e esse nas Allis com uma caixa de Bavaria, uma 51 e nada na cabeça.

Foi melhor do que o esperado. Surgiu conversa pra por em dia, assuntos gambiônicos, assuntos acadêmicos e apareceu um Dreher para, oi, decretar falência múltipla da noite.

Acordo.
"Minha cabeça em desalinho como minhas idéias."

Passei o dia de hoje inteiro de preguiça. Milagrosamente sem nenhuma ressaca, apenas o desgaste natural que todo domingo (especialmente de calor) traz. Mas com coragem fui ver Paula Morelenbaum e João Donato no Sesc Pompéia. Sem surpresas. Show bonito, boa cantora. Cool. Mas uniforme. Os solos de Donato valeram o show. A simpatia de Paula e sua voz firme e doce também.

Desse rolê, partindo pra casa e pra outro.
Mas esse outro é o que oficializa meu domingo, pois o sábado só acabou agora.

Pedro.
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05 fevereiro 2011

e sai pra se distrair pt 1

Sábado out com show de Tulipa.

Cheguei cedo por medo de errar o caminho do Sesc Ipiranga, andando com a comadre Rossana e Paulo, o mais fiel dos companheiros. Fomos ver dona Tulipa.

Mais bonita que em foto, mais vibrante que em disco. Parece que caiu a ficha. O show todo eu pensava aonde esses versos se escondiam no cd. E agora fazia sentido não só a crítica, mas o por que de eu gostar tanto assim.

Tulipa, uma simpática que gostou da minha camiseta sem saber que é amiga da menina que fez a camiseta (ou será que sabia?).

A garota que anda pelos mesmos cantos, também fala diretamente comigo de um jeito que me traduz. E se não bastasse, está só no começo.

Deixa a menina.

Pedro.
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04 fevereiro 2011

ele é tudo aquilo

Léo me tomou de surpresa. É o melhor disco de 2010 segundo a revista inteligente e bonita, Manuscrita.

Uma surpresa antiga, devo dizer, sendo que "Vou ser você" já me é minha (e dela) desde 2008, por aí. Que ela me pôs pra ouvir e disse que era eu e ela.

3 anos depois e quantas águas rolaram, quantos homens, etc... Pula pra parte em que "Religar" é um grande álbum de um cantor que sabe mais que usar a voz mediana e aguda, sabe transformá-la em muitas. Sabe cantar rápido, criar pequenas saídas pros versos, uns labirintos, coisa de louco.

Leo é um achado, uma bomba que só explodiu na minha mão agora por que eu insisto na preguiça. Pra compensar irei vê-lo dia 24/02 no Sesc Pompéia, religado nele após esse tempo todo.

Pra ouvir:

Pedro.
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03 fevereiro 2011

eu sou você e os meus rivais

Para ler ouvindo: Vou ser você (Leo Cavalcanti)


22:52 provavelmente eu-você e a nossa canção. e o que torna tudo isso tão ridículo, difícil, complexo e belo. tal e qual as cartas, instantes. tudo o que é certeza em nós.

Pedro.
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02 fevereiro 2011

por um dia

Hoje eu acordei com vontade de viver, já disse Frejat. Mas acordei, caí da cama pra rua em questão de vinte minutos. Fui encontrar Jeff que estava perdido pelo Centro.

Daí me ligam Natasha Alli e Rossana pra me encontrar no Estadão pra almoçar e aí já garantimos a diversão pros quatro: curtir a tarde juntos.

Fomos pelo centro cultural e gratuito do Sesc Consolação pra comprar ingressos pra show, montar uma agenda e... jogar xadrez. Decidido a assistir o máximo de shows que eu conseguisse no mês com os menores preços possíveis.






Já na Biblioteca Monteiro Lobato, fomos pra esperar a chuva passar conversando.

Depois partir pra ir embora. Esperei Paulo, andar um pouco, voltar pra casa, arriscar no tempo, rir do risco. Um dia fora de casa bom, alongado. E muito curto dentro.

Pedro.
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01 fevereiro 2011

domingo no parque #76

Saí de casa com pouco mais de 10 reais e alguma esperança de me divertir. Cheguei na porta da Gambi em um piscar de olhos, no mesmo caminho de sempre, sozinho - 1071-A Vila Madalena, que vai pela Fradique e para no Fran's Café.

Esperei as Allis mais do que esperei o ônibus e levei pra chegar, mas valeu a pena pois elas fizeram o spoiler do que viria a ser uma ~Gambi alcólica e divertida~ como aquelas de algum (muito?) tempo atrás. Isso dito com uma garrafa de caipirinha pronta, devidamente eliminada em segundos.

Era tarde e estava vazio. Petit conversou comigo uns lances engraçados, coisa dele. Daí começou a surgir umas danças muito boas e cervejas. Até eu me lembrar do meu (e dele) Drink da Vibe, que um dia na intenção de alcançar um nirvana gambiarrístico nós inventamos e que só deve ser tomado na VIBE. Consiste em vodca e catuaba, apenas, e se garante por um bom tempo.

Depois de dois drinks da vibe, Markus Witchmor (me vendo pegar fogo) me levou pra primeira tequila. Funcionou. I was on fire.

Aconteceram aquelas mil coisas de sempre: dei conselhos, reuni um casal separado, dancei com Victor Lei na mesma onda que ele, fui pro camarote, tirei foto, dei risada de besteira... Trôpego.

Veio a segunda tequila e eu já calibrado aceitei, afinal, tá no inferno abraça o que tiver na frente. E fui contente de volta pra pista, sem pensar no amanhã (update: foi triste e eu não tenho mais idade).

Até que um lance que tem acontecido há muito tempo na Gambi com alguém que eu gosto muito me chateou. Daí foi tudo no fast foward: a vibe acabou, desci do palquinho, do palquinho pra rua e da rua pra casa. Como quem aprendeu a cortar a onda na hora certa, eu cortei a minha.

Quem diria? Nem nos meus melhores dias. Mas quem sabe nas melhores noites.

Pedro.
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