04 janeiro 2011

de novo um coração mortal

Ano novo, vida nova.
Não é bem assim, eu sei. Mas é como nos sentimos a cada recomeço: capazes e renovados para o velho mundo novo com o qual lidamos dia a dia. Se a vida fosse um computador, o ano novo seria uma formatação. E conforme ele vai passando nós vamos aceitando o novo, afinal, o que seria de nós sem atualizações e novos programas?

Esse ano novo não fiz promessas, me fiz propostas de aceitar ou não o que eu desejar.
É igual quando a gente instala qualquer programa no computador e tudo o que acontecer depois é da nossa própria conta e risco. Sendo nós o computador, é melhor pensar bem antes de dar uma estragada no HD.

Pois bem! Vou me propor aprender algumas coisas que me devo como andar de bicicleta. Vou me propor gastar menos dinheiro com besteiras e voltar a comprar CDs, hábito que abandonei esse ano. Vou me propor ser menos tenso e genioso. Propostas que eu já aceitei!

Esse ano novo eu quero continuidade em alguns aspectos da vida como a faculdade e o coração. Não posso reclamar desses programas tão funcionais e essenciais e que tem mantido o sistema funcionando na mais perfeita ordem. Mas algumas atualizações não fazem mal a ninguém, não é? Eu aceitarei quando elas surgirem.

E assim começo o ano aceitando novos programas, atualizando outros e torcendo pra que eles funcionem e não me desapontem. Todos em sincronia comigo e eu com eles.
Nunca dá pra saber ao certo como é que vai ser exatamente.

Durante o processo há falhas e tilts da máquina com o programa e é preciso calma nessa hora. Saio do programa, mas tento de novo. Não tem manual. É tudo feito autonomamente ao se aventurar em aplicativos, descobrir atalhos e novas funções até estar familiar de novo. Tentativa e erro. Esse computador é muito instável pra repetir fórmulas.

No entanto, eu aceitei a chegada do ano antes mesmo de saber o que esse 2011 vai me trazer, por que sei que vale a pena. Há 21 anos tem sido a melhor coisa.

Devo ter vendido a alma pro diabo durante muitas vezes esses anos todos sem saber, afinal, com tanta vontade de vida nova, formatada e com tantos programas pela frente, quem lê os “termos do contrato da licença”?


Pedro.
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