16 janeiro 2011

compositor

para ler ouvindo: Compositor (Joyce)


Rodrigo Maranhão é super homem. Compositor de mão cheia, inventivo. Tem um traço muito bonito na canção que remete a interior, artesanato, coisas singelas do tipo que só podem ser feitas por um coração manso e bom. Não tem urbanismo algum nos versos ou nos arranjos, mesmo nas canções românticas ou de carnaval, é voltado pra dentro de si e pra fora do centro urbano. Apesar de ser carioca, Rodrigo é mais Minas do que Rio.

Todas as cantoras o querem. E ele atende. Roberta Sá, Maria Rita, Marina de La Riva. E de tão super que é, ainda arranja tempo pra comandar o Bangalafumenga, um dos blocos mais animados do Rio de Janeiro que estremece o carnaval há mais de 10 anos.

Rodrigo Maranhão é super Moska. Por que Moska não tem entrado no meu radinho de pilha com Muito/Pouco tanto quanto entrou com Tudo novo de novo. É irresistível não pensar numa composição dos dois, num disco dos dois.

Rodrigo Maranhão é o super carioca que estranha a frieza do público paulistano num show inspirado. Apesar da chuva e do capítulo final da novela, ainda foi bastante gente prestigiá-lo. Não o suficiente pra encher a casa, mas pra render bons aplausos pro bis.

Rodrigo Maranhão é o super eu, que tem me traduzido com Bordado e Passageiro e nem pestaneja ao pensar num verso pro encarte do meu cd: “pra chegar ao fim do verso é preciso ficar quieto”. Sem saber, da minha canção favorita.

Pedro.
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