22 janeiro 2011

e desaparecer e deixar o samba me levar

para ler ouvindo: Certas noites (Adriana Calcanhotto)


Nessas noites voce nao me encontra, meu bem
Nem dentro da lei
Às vezes eu vou deixar a razão por poesia

E vazar
E desaparecer
E sequer olhar pra trás
E desaparecer
E perder o celular
E desaparecer
E deixar o samba me levar


Todo canto tem sua noite. E ninguém a nega. Seja uma breve noite que acaba em casa ou das longas que duram até o dia seguinte na ressaca, os cantos de noite são eternos.

O Rio de Janeiro com a Lapa e a super dose de não tequila de tres reais. A Gambiarra-evento de sessenta reais, de globais, de ensinamento a como realmente curtir a música (que eu e Jeff, de São Paulo teimamos a ensinar). O circo voador e sua noite show; o Sal e Pimenta derrubado de Amy; a Fosfobox e a Candy Party que eu nunca fui.

Minas de Ouro Barroco que me garantiu a alegria por dias. Que me arrumou um guia de casa de Barão (atualmente república) de seis andares, mal navegados, por mim, errante navegante. Tinjo-me romântico, mas sou vadio computador. Em Minas Foi tudo mais forte: álcool, erva, andanças, danças. Intenso como um sonho. Um sonho que eu volto a sonhar a cada vez que a vez me levar pra lá.

Que me leva pra Salvador e sua noite mal explorada em que eu, mais jovem, bebia sozinho no Campo Grande. Chamando atenção de muitos olhares fingindo fingindo fingindo que não sabia.

Eu voltei pra Sampa desacreditado, estou mais uma vez dentro da noite como se nunca tivesse ido. O mundo da noite onde a gente vive fingindo que não sabe.

Pedro.
x