31 dezembro 2011

care for me

Consegui fazer uma retrospectiva digna pro fim desse ano:

um brinde ao ano em que percebi, entendi e senti a filosofia por trás da canção que retrata o real entre todas as coisas, deus e eu:

there will never ever be another you,

(specialy mom & dad)

Pedro,
x

26 dezembro 2011

22 dezembro 2011

para dançar no meio fio

é pra não cair no sombrio
pra passar a deixar de ser vazio
dar início aos trabalhos
e antecipar o fim do frio
otimista, meio cheio
feliz por meus próprios meios
até o fim do meio fio.

Pedro.
x

21 dezembro 2011

não há outra canção em mim

Num seminário de Cultura Brasileira Contemporânea, escolhi como tema falar sobre o movimento Tropicalista que tanto nos influenciou e influencia como sendo uma grande atuação antropofágica e musical, fazendo a idéia mais moderna de possibilidade existente de 68 até hoje.

Porém, diferentemente dos seminários de praxe, optei por mostrar a visão tropicalista de Gal.
Recentemente li um comentário interessante que dizia que Caetano criou um texto conceitual para o movimento, Gil criou o aspecto musical e Gal criou toda a parte cênica, performática.
Isso é errado mas não deixa de ser belo de se ouvir. Gal é a terceira cabeça do tropicalismo além de Caetano e Gil. A voz da modernidade.

O seminário levou nota máxima e talvez tenha repercutido a ponto de fazer as pessoas ouvirem o novo disco de Gal, "Recanto", escrito e produzido por Caetano, esse também recebeu nota máxima pelo disco. Bota a mão nas cadeiras menina.

Nesse tempo de cantoras pipocando com seus trabalhos modernos, intelectualidade e brasilidade, Gal estava sendo esquecida, porém ainda é o modelo padrão de todas: de Marisa Monte a Tulipa Ruiz.

"Recanto" não tem nada de diferente do que qualquer disco de Gal deveria ser. É a cara dela e é mais pra frente do que as cantoras mais "pra frente" do Brasil. Também é a cara do Caetano, mas tudo que é a cara de Caetano sempre será a cara de Gal também e vice e versa. Tudo figura.

O disco é um primor. Pra mim é como se fosse parte da minha vida também. É uma celebração dessa história de alguém que eu acompanho de perto. E nisso o disco também é cheio de easter eggs só pra quem consegue desvendar os labirintos de palavras e chegar a muitas partes das histórias já vividas por Caetano e Gal.

Um amigo no Facebook, entusiasmado, perguntou se ninguém desconfiava da importância (já) histórica desse disco, afinal, Caetano havia feito sua melhor canção nessa década pra Gal (falava sobre "Recanto escuro", faixa que abre o disco). Eu concordo. É um disco muito grande não apenas por sua carga emocional e afetiva, de almas gêmeas. Se trata de mais uma fase de gênios em plena maturidade e que são denominadores comuns de tudo que a música brasileira procura hoje.

E é o melhor disco do ano.


Pedro.
x

17 dezembro 2011

lack of oxygen

so full
leading to full emptiness
I tell you to deal with me
with your own stuff
and hopefully you'll realize
what matters
what being (a)part means
you leave the shallow feelings of others
and start living your own
the hidden ones.

Pedro.
x

15 dezembro 2011

selling out

para ler ouvindo: Gone (Damian Legaffick/ Nicola Young/ Madonna)


Boys will be boys, I thought. And as long I'm one of the team, there are some codes I'm not even allowed to pass you, but... Take the chance, let's deal with this later.

Nothing in the world is more worth the trust than a boy. If he can be trusted or not that's other thing. The fact is: we don't change, we adapt to polite and educated men - some of us, of course - abble to take deep feelings into our lifes. So why bother with the opposite of what you really need?

Listen to me when I say:
you can try till' you lose your faith, but stop it before you turn to stone.

Pedro.
x

14 dezembro 2011

meu irmão nesse mundo vão

A vida sem ele seria um deja vu sem graça. Todo o processo de afectos e perceptos que ele trouxe consigo era o que eu já havia aprendido de ser comum de um outro soulmate que eu tive: o incomparável outro-eu-Rudy que, em Caio, encontrou sua forma de fazer um dia de ontem mas hoje. Com o mesmo modo de dominação do mundo uma pessoa por vez, uma noite por vez, uma gole de cerveja por vez.

Eu sabia que Caio seria tudo que ele veio a ser e que talvez ainda será. Também entendo o distanciamento necessário que temos um com o outro eventualmente (e que nem sempre consigo ter com Marina, por exemplo). Mas isso é balela uma vez que sabemos da eterna intimidade e conhecimento mútuo.

Em toda sua instabilidade eu me sinto seguro. Curiosamente não consigo me lembrar de maus momentos, apenas dos longos monólogos quando eu o alugava pra chegar às "inchegáveis" questões raiz. E que paciência, que cordialidade, que incrível habilidade de lidar com os meus piores dias e de saber aproveitar os melhores.

Fico grato dele existir. Triste dele não estar do meu lado. Feliz pois ele vai levantar da cama e fazer algo (sério, me irritava!). Triste por que é a trilha dos meus dias rio ostrenses.

Uma das coisas que ele disse por último, já distante, sempre foi dita e sabida.
Soulmates never die (do Placebo, sabe?).
Parabéns, Caíssimo.

Pedro.
x

06 dezembro 2011

um tiro no coração

No começo eu estava num mercado e ouvia um funcionário levando bronca pois ele era culpado do caixa não fechar todas as noites. Depois eu percebi que não tinha nada a ver comigo nada daquilo. Em casa era só provocação. Eu andava pela casa bebendo um litro de cerveja pra causar. Mas ninguém realmente reparava em mim.

Daí eu saí de casa. Era de noite. Ouvia de longe um comercial de uma coletânea do Roxette. Era um cd caça níquel à beça com aquelas faixa-bônus remix. Eu pensava no tamanho da pobreza que aquilo representava. Não gosto de coletâneas.

Mais pra frente das minhas andanças fora de casa, passei pela tenda dessa espécie de feiticeira. Era Neusa Borges, a atriz da Globo. Fiquei um pouco instigado, passei em frente. Nada de entrar. De repente começa uma ventania que suspende um pano preto que eu tenho em mãos e, consequentemente, ameaça levar toda a estrutura da barraca da cigana Neusa Borges. Ela pede pra eu entrar, eu não entro. Ela grita e pede pra eu entrar, diz que é a única forma de parar o vento. Ignoro seu pedido e volto a andar pela rua. Agora é manhã e o vento ainda não parou. Ouço os gritos dela me seguindo no fundo da rua. Ela segue correndo, não está muito ditante e traz consigo um revólver preto, daqueles antigos. Viro pra observar, ela atira - e acerta. Forço uma tosse e olho pro chão de areia: sangue.

A vilã me segue, fala coisas inteligíveis. Eu peço ajuda. Ela dispara novamente, na cabeça. Eu peço pra ela atirar de novo e encerrar esse suplício. Ela atira na testa.
E eu acordo.

Pedro.
x

05 dezembro 2011

01 dezembro 2011

pilar da ponte de tédio

Nem sei por onde começar. Eu sinto o fim do semestre, como já disse. Mas ao mesmo tempo há algum potencial transformador no ano de 2012. Rio das Ostras ganha ares de uma passagem e eu me acalmo. Penso no Rio que será a marca brasileira mais forte no período de 2014 a 2016. E de quantas pessoas a cidade precisará para si?

Rio das Ostras é uma passagem. Bela.

Pedro.
x

30 novembro 2011

baixa pressão

Quando li pela primeira vez a frase "music is the soindtrack to our lives" (em bom português "música é a trilha sonora das nossas vidas") fiquei impressionado. É como se isso fizesse muito sentido.
A vida imita a arte, etc.

Mas estou certo hoje de que deve existir no mínimo uma mutualidade. A arte imita a vida, etc.

Estou pedindo perdão pela umidade e a pressão e sou a própria trilha de cada nota dessa melodia.
A letra tan-to faz.

Pedro.
x

29 novembro 2011

mais um gosto do que cem mil réis

falta pouco. todo momento passa o cheiro de final:
coisas finais,
trabalhos,
provas,
ansiedades,
retornos,
ciclos,
períodos...

fim.

e com eles, toda a gratidão por não ter passado tão só uma época num lugar que por si só não é das mais fáceis.
daí cada trabalho é uma conclusão de uma época desse semestre, que por sua vez é um fechamento do ano acadêmico, que por sua vez é um fechamento da minha vida acadêmica, que por sua vez é a razão da minha vida em Rio das Ostras, que por sua vez é a única coisa que me divide e distancia entre eu e meu lugar raiz.

e tudo ganha uma importância grande, especialmente quando eu vejo como as coisas mudaram desde o mesmo período, do mesmo anúncio de encerramentos do ano passado.

foi um rolê... "bolado".

Pedro.
x

28 novembro 2011

25 novembro 2011

sem mais nem por que

Ele tem um coração enorme, todo como a loja de bolos e doces: aos pedaços. Se atenta muito ao cotidiano, procura entender o por que da possibilidade do sofrimento.
“A gente já é muito sozinho na vida e mais que isso não é apenas incorreto, é injusto!”
Diz com a certeza de mais de mil exclamações, mais de milhões de exclamações. E ainda anda a margem, num eterno "pode ser, o que será, como é que é isso tudo?"
E ama. Isso o prende.
Apenas.
Apenas?
É tudo, na verdade.
Escrevendo na velocidade da verborragia e do brainstrom mental até que...

Aquele barulho.
Muda a aba.
Vermelha notificação ao redor do número 1.

“Oi”.

E ele volta a ser ele, tipicamente ele: eu.
Falando com estranhos.

Pedro.
x

24 novembro 2011

you don't mean it but it hurts like hell

não existe palavra em português para “numb”. mesmo que exista, a sonoridade (lê-se nâmb, com o b mudo) é mais ligada a seu significado em inglês do que qualquer palavra em português. “numb” quase não exige esforço pra ser dita, um pouco de voz e a consoante com o fim bilabial pra gente poder terminar e já ficar de boca fechada.

“entorpecido” (a tradução literal para o português), além de ser ambígua é difícil também não corresponde em sonoridade ao que significa. vem de “torpor”, que é uma palavra linda e bem utilizada tanto por Buarque quanto por Dinho Ouro Preto.

um dia só de preguiça e de torpor onde pude pensar algum tempo sobre essas palavras entre um filme e outro (assisti a cinco em seqüência, com ocasionais paradas para uma aleatoriedade e outra), às vezes rio, atravesso paredes. a graça da casa está em poder ouvir a chuva de qualquer canto. eu já não sinto nada
e ela não cai só sobre mim.

Pedro.
x

23 novembro 2011

I can be nobody else

Essa presença nos espreita e eu não sei o que espera.
Queria começar o texto assim, achei essa frase linda e faz parte de um sonho que eu tive na minha noite febril (que, como todas as febres, me deixa nostálgico e infantil). Sonhei acordado conversando com Marina e imaginando essa figura fantasmagórica, literalmente nos seguindo.

Daí a idéia começou a ganhar contornos. Ela se materializou. Quando a gente sabe de uma coisa assim é melhor não arriscar. Ouvi esse comentário e decidi que vou na Barra Mansa me benzer com banho de folhas. Se não ajudar, mal não faz.

Esgotei uma dipirona em dois dias pra poder sair de casa, ir a rua, andar, falar, apresentar trabalho – tudo sem ter aquele peso da febre. Mas foi um frasco bem gasto, me garanti bem no trabalho sobre Tropicália. Falei sobre a trajetória de Gal no movimento, todo os seus pulsars e quasars entraram em jogo. Foi jóia.

E o dia inteiro de verso e reverso, de confronto. Com o ego exposto a gente se pergunta tanta coisa. Qual dos lados do espelho Narciso se afundaria primeiro?

Pedro.
x

22 novembro 2011

against all odds

É contra todas as coisas se deixar agir assim, mas a gente leva.
Pisado mesmo por quem merece menos que eu. Que seja.
A gente não tá aqui pra ser feliz sempre, só quando der.

Pedro.
x

21 novembro 2011

20 novembro 2011

que goste de Itapuã e vá se arrepiar nas festas do Gantois

Não é por mal, mas sinto que quero voltar pra Rio das Ostras. Quero terminar esse semestre, quero sossegar e montar uma árvore de Natal em casa. Quero panetone trufado, comidinhas boas, lançamentos de última hora, andar por aí. Além da saudade de ficar em casa sem me preocupar com a vida dupla rio ostrense, também quero ver as possibilidades de terminar tudo ano que vem em R.O e me mudar de vez pra capital.

Fixar residência em Sampa pela última vez nas férias antes de decidir ganhar o Rio de Janeiro pra mim. Eu quero o charme do mundo e ele está lá. “E eu vou ao encontro do que me espera.”

Pedro.
x

19 novembro 2011

domingo no parque #94

Uma coisa é certo que a Gambiarra na The Week sempre me traz: dor de cabeça. Sempre tem alguma coisa e nem que seja no último minuto, acontece. Já acostumei. Mas dessa vez foi demais. Primeiro por que não era pra acontecer mesmo, segundo por que eu estava tão calminho, tão quietinho e tão na minha que foi até pecado ter dado tudo errado. é óbvio que a The Week faz uma Gambiarra boa. Mas não teve umazinha que eu ou ela não tivéssemos nos provocado.

Mas essa foi demais. Eu ta

va na minha, tava conversando, tão bonzinho... Bebi o tanto suficiente pra ficar normal e poder dançar até amanhecer, sem super dosagens. Mas não foi, deu errado, passei mal, fui pra um canto, deitei. Fui levado pra enfermaria, perdi meu telefone (meu NokiaBerry, depois de 3 anos!). Desisti. The Week e eu sempre nos lançamos faíscas, mas dessa vez foi jogo baixo.

Pedro.
x

17 novembro 2011

it won’t be the same

A passagem por uma experiência de algo que quase aconteceu tem por si só um acontecimento que deve trazer alguma prevenção futura. Vou tratar de descobrir a forma e – como numa missão – descobrir pra mim mesmo. Never let me forget.

Pedro.
x

16 novembro 2011

domingo no parque #93

Uma boa The Week com bons amigos e bons drinks. Eu tava precisando.
Tinha Lari Alli fazendo aniversário, teve esquenta com amigos novos, teve lançamento do cd e teve companhia!

Normalmente só tenho companhia do Paah depois da desmontagem. Não costumamos ficar juntos em Gambiarra. De domingo não dá e de The Week normalmente também não. Mas ontem teve e foi a melhor coisa. Fiquei contente, apesar de sempre arrumar um “motivo-The-Week” pra encasquetar, nem isso dessa vez foi válido pra estragar o tanto de contente que eu fiquei.

No mais, a festa está ótima. As músicas upgradearam, o público tranqüilo, os amigos afinados.
(Obrigado pelo abraço renovador de sempre, Régis. Sempre saio outro)

Pedro.
x

15 novembro 2011

nunca vai ser, nunca vai dar

Estou em casa e por incrível que pareça as coisas continuam pairando. Todas essas coisas que fazem a cabeça pensar demais até doer. Mas eu sou calmo nas horas que não deveria estar e vice e versa, tipo agora enquanto escrevo. Uma angústia se instala. Estou tão sozinho, tão triste, tão... não. Não posso ficar assim, acho.

E, no entanto, tá tudo bem ou vai ficar, ou sempre esteve.

Pedro.
x

13 novembro 2011

de dia eu faço graça pra não dar bandeira

Proximidade demais virando provocação. Tensão.
Às vezes pela frente, às vezes por trás. Por debaixo da calça, com a voz no ouvido e a boca na orelha. Dando a entender o que poderia ser. Na casa nova, com a amiga do lado antes de beber uma cerveja, jogando videogame, esperando na entrada e durante a festa infantil. Cínicos que só.
De onde saiu isso? Atração virando aversão em questão de movimentos futuros.
Não houve evolução.

Outro dia a noite, nós estávamos na porta da faculdade esperando um ônibus pra viagem. Chegaram dois. Entramos no primeiro que nos deu na telha. E não era o nosso. Mas aí já era tarde...
Na impossibilidade de descer e ter o trabalho de voltar, eu e minha amiga topamos, num clima de aventura, ver no que ia dar. Uma viagem pra uma praia desconhecida por muitos. E, de fato, a paisagem que estava do lado de fora era linda.
E nunca chegamos à praia, mas eu fiquei feliz só de ter alterado a rota.

Por fim, saí do trabalho da minha mãe (em São Paulo) e fui a padaria. A dona da Vaca, Galinha e Cia. era a dona dessa padaria. Fui comprar doces e estava fechando. Minha monitora de Ética e Estética estava trabalhando lá e me ajudou. Acabei comprando 2 doces, fazendo um prato cheio de molho e peixe que depois (desastradamente) passei para uma espécie de marmita, deixando cair algumas coisas.
Comprei pão e fui orientado a passar sempre mais cedo, pois "a fornada boa sai às duas horas".

...

Acordei e entendi por que Mário Quintana diz que "Dormir é acordar-se pra dentro".

Pedro.
x

12 novembro 2011

take five

think of Cassie of Skins saying: "lovely".

Voltei pra casa. Vim tratar da minha cuca. Pensar em umas coisas, repensar outras, ficar junto e me sentir seguro perto de pai e mãe num feriado que não poderia se passar em Rio das Ostras. Minha cabeça não me deixaria dormir. Mas aqui eu consigo.

Hoje foi calmo, apesar das andanças. Fui assistir ao show do Jeneci no Parque Villa-Lobos. E reforçou o karma de que ele foge de cantar pra mim: cheguei no fim do show após ter andado bons 40 minutos com Paah, da estação Pinheiros até o parque. Garanti vê-lo e autografar meu cd (o único que ficou faltando da temporada de shows de verão desse ano).

Voltei pra casa, aqui estou. Cabeça feita, visão na estrada. Só penso na minha irmã. Quase sempre fico perto de chorar. É uma daquelas condições torturantes e inaceitáveis pra mim que ela fique triste.
Chateada? Vá lá. Um pouco amuada? Acontece com todo mundo. Magoada? De tempo em tempo é inevitável. Mas triste, eu prefiro trocar os papéis. Topo todas. Não consigo. E no fim das contas é comigo também e continua sendo com ela.

Estou confortável, seguro e feliz por estar em casa e triste, chateado, preocupado por tudo isso.

Espero que a gente possa rir disso tudo o mais breve possível.

Pedro.
x

11 novembro 2011

vai levando

medo dos antônimos, das contradições que noites e dias tem trazido que ando preferindo dormir mais cedo do que esperar o que virá. a noite da medo de que tudo seja motivo. e eu não tenho mais senso nenhum do que pode ser. parece que sou eu.

Enfim o dia sorriu pra sair, ir a praia, amanhecer com calma e poder conversar. Tudo o que se espera, tudo o que se pode ter. Tô sem máquina, senão mandava uma fotografia da Joana no dia de hoje. Feliz e levando. Mas feliz é o mais sIncerTo sentimento que eu posso passar.

Handling things.

Pedro.
x

10 novembro 2011

seguir seguindo

(...) E eu não mereço um beijo partido
Hoje não passa de um dia perdido no tempo
E fico longe de tudo o que sei
Não se fala mais nisso, eu sei
Eu serei pra você o que não me importa saber
Hoje não passa de um vaso quebrado no peito
E grito
Olha o beijo partido


Beijo Partido
(Toninho Horta)

...

Dias de sol, noites de lua cheia.
Alegria. Paah está aqui em Rio das Ostras. Ele veio e com ele veio o sol e o dia mais completo - passada a noite mais vazia.

Ontem teve praia o dia todo. Arrependimento é não ter o registro do mar, do sol e da paz do dia de ontem.

A noite foi de lua cheia, tarot da Marina e choppada. Se fosse outra pessoa, eu me surpreenderia, mas Marina é muito pontual em suas projeções futuras. E a roda da fortuna girou e parou em mais de duas casas.

A choppada de ProCult é o evento do ano. Se divide entre quem vai e quem não vai. E sempre quem tem que ir, vai. Dessa vez eu fui sem solidão. E aconteceu todo o inesperado previsto: amor e ódio.

Marquei. Por algo tão nonsense, veio a tona a imagem que Rio das Ostras vinha trazendo: um lugar de ser outro. Nada grandioso, uma brincadeira. Mas sem hora pra brincar. Replay de verdades, medos e escândalos. Morte na volta pra casa. Das de se perguntar: mesmo? E ainda assim, sinceras desculpas, vamos seguir.
(And try to get through this. Both of us.)

Mas parabéns, ProCult, a choppada foi um sucesso.
Era a segunda coisa que eu mais esperava.

Pedro.
x

09 novembro 2011

se o amor quiser partir num dia de manhã

aqui foi falado sobre como o caldo engrossa e o molho volta cada vez mais concentrado. também já foi dito como o tomate se dissolve. são visões. eu estava fora e resolvi explorar o lado de dentro.

eu finjo bem, mas não minto nunca. tenho uma visão ampla do geral e sei exatamente do que se trata. se você vive comigo vai ver e ouvir exatamente o que se passa. o tomate na sua boca está cru.

mas Silvestre disse que choque de realidade não tem hora. então nos batemos das realidades de lá e cá: o que se sabe contra o que se vê, o que se espera contra o que se tem, o que é contra o que não pode ser. e doeu. e dói.

saber que eu posso ser uma pessoa de convívio e não ser uma pessoa pra vida. e como ser feliz? e o que eu faço com isso tudo?

correndo o risco de falhar, meu coração para, meu ar falta, os piores dias da minha vida são agora.

e o grande escândalo sou eu novamente aqui.


só.

Pedro.
x

06 novembro 2011

quando a manhã vem clareando

é de manhã
os morcegos estão virando passarinhos
as travestis estão virando corretores imobiliarios.

eu fico criando essas versões mesmo andando.
why don't you take a walk on the wild side?

qual dos lados você vive, dia ou noite?
todo mundo tem uma preferência.
e a noite é mais esquisita, com certeza.

todo um raciocínio que te envolve desde a ponta do pé até o último fio de cabelo pra provar que é certo, eu tenho: atravessando.

Pedro.
x

05 novembro 2011

não tema

Sou o único insone à bordo do meu barco. A noite foi quase central, aquelas noites do centro onde nada se espera e tudo acontece. Mas foi longe.

Longe daqui, aqui mesmo. E poderia ter acontecido em qualquer canto.

Da regra das primeiras vezes: essa foi a que eu me senti mais perdido e encontrado. Estou em casa. Me entendem.
Eu não sou doido. Minhas idéias tem espaço aqui. Meu livro em branco faz sentido pras pessoas. Fico feliz. Explico passo a passo o conceito do livro e abraçam essa idéia. A MINHA idéia. Não é maluquice. É chance. Talvez aconteça.

Eu tenho idéias. Não cobro por elas. Mas eu sei de onde elas vieram. Eu conheço uma por uma das minhas questões raizes. São coisas que me fundamentam e que me levam a criar esse mundo de quase brincadeira. Mas é assunto sério. Por isso (e unicamente por isso) brigo e reivindico por elas. Sou pai de cada uma das manifestações (sempre pessoais) que crio.

Eu gosto desse Leão.

Mas aqui na casa da eterna Julia Ornellas (e dos eternos: Renier, Luiza, Aninha, Caio, Nando e Jokasta), bem de longe vou falando desenvolto sobre o disco de Caetano. Transa é muito, é grande, é total.

São outras noites. Secretamente já tenho um apelido pra elas: noites dos lagos, ou, noites rio ostrenses. Um capítulo que começou a ser escrito esse ano e que me leva e me impulsiona a escrever com vontade depois de tanto tempo.

Eu sei que essa semana me reserva bons e maus sentidos. Mas esse é o reino da alegria.

Pedro.
x

04 novembro 2011

so in

para ler ouvindo: So in (Tono)

amoreba
amor eba!
suprindo vazios
falando absurdos
gesticulando próximo
gostando tanto

Pedro.
x

31 outubro 2011

30 outubro 2011

domingo no parque #92

A Gambiarra na Fundição (Pedro) Progresso nada mais foi que um surto coletivo.
Foi Salvador e Ouro Preto. Foi etílica, foi segura, foi uma corda bamba, foi sincera. Primeiro, as Allis foram, segundo, eu fui, terceiro, a Lapa foi. A expectativa cria coisas sensacionais.

Cheguei no Rio cedo, ainda andei e jantei no período pré-Lapa. Encontrei as Allis, as cubas, as tequilas e as caipirinhas. Raphael Montes também foi e me encontrou na rua sem combinar. Estava em casa.

Meia noite, Fundição. Já pra lá de pra lá, fui aproveitando das Allis pra não ser o único bêbado, mas como isso é difícil, não?

A festa está nos melhores dias, fazendo as melhores noites e trazendo as melhores pessoas.
Ficamos todos próximos: Allis, Rapha e Tiago (amigos cariocas). E fluiu tão bem, que nem momentos frágeis (físicos e emocionais) impediram que a manhã fosse boa. E eu nem passei mal, contrariando as expectaivas.

De todas as Gambis no Rio, essa foi definitivamente a melhor que eu fui.
A mais... Real.


Pedro.
x

29 outubro 2011

bet you’ll never get to know me

Dias normais, dias mornais
Eu queria tudo como está deixado
E deixo tudo como está
Ouço falas desconexas e me apago um pouco
Tom de cinza noir, tom de rumor
Me deixa, vai

Pedro.
x

28 outubro 2011

I know it feels to be part of you

para ler ouvindo: Guitara y vos (Jorge Drexler)

Se tem uma compahia que eu gosto é a dele. Sabe? De gostar mesmo? Não consigo desaprender a ficar sem. Nem quero. Fico bobo perto.

São Paulo nos dias de hoje se resume a família. Aquela mesma. Mas as coisas mudaram. Minha avó se foi, meu pai está mudado, mas eu sei que ele fica feliz quando estou em casa, num botox que a vida colocou e o deixa quase sempre sem expressão, mas eu sei. Com minha mãe, minha irmã, (mais distante) Tia Lu, forma-se o núcleo mais próximo de mim.

Paah está na minha lista de família faz algum tempo. O leitmotiv de muitos retornos a casa. Ele mudou também. É a pessoa com quem mais convivo, que mais projeto (ele e minha irmã).

Falo muito com Marina sobre o ser de Capricórnio. Numa dessas conversas, expliquei a ela sobre características que são mais diferentes em relação a mim e que desde um tempo ela já vinha me apontado. E em troca, vejo coisas que me dizem mais respeito e que são imutáveis que eu sei. Essas que me fazem querer ter planos a qualquer prazo.
Come rain or come shine.

E a partir daí vem a minha completa falta de capacidade de fazer qualquer coisa que, de alguma forma, vá me afastar dessas qualidades. Muito pelo contrário, o esforço é para reforçar isso tudo.

Pedro.
x

19 outubro 2011

quanta insensatez

Para ler ouvindo: Insensatez (Graceola e o Lixo Polifônico)


(é tudo jogo sincero
não nos julgamos quanto a isso)


e num outro
nunca saímos do papo
mas ali, contra o sol
saindo de outro jogo de taco
lá só bebendo
lá só fervendo
lá só no canto
lá sonegando
nem tentando aprofundar muito no assunto
tava ali só negando um primeiro, segundo e terceiro ato.

tava na minha
e na minha fiquei
(como antes foi e futuramente também será)

Pedro.
x

18 outubro 2011

domingo no parque #91

Tem domingos bons, tem domingos exepcionais. Esse foi um da segunda opção. Tava um cheio confortável, tava animado, as músicas estavam incríveis.
Pena que eu não.

O fim de semana começou sexta feira até sábado de manhã. Varando a noite de sábado até uma saída a francesa da trash um pouco mais cedo. Domingo o cansaço falou mais alto. Antes das 5h já estava em casa.

Fui mais pra fazer uma pseudo- companhia pro Paah e bater cartão na Gambi, tão boa, mas tão boa que até cansado eu dancei.

Mas a noite foi mesmo sentado vendo o tempo passar. E não é que quando eu quero que ele passe, ele fica?
Sorte minha é ter sempre a melhor companhia. A essa se dá o nome de Gabi, a Gabiroba, que salvou a pátria com a melhor conversa da noite. Um brinde ao descompromisso e aos amigos eloquentes.

Pedro.
x

17 outubro 2011

15 outubro 2011

nem o delírio do começo

Noites do centro, aqui me tens de Progresso.

Saudades do Hotel, saudades da Trash. Tudo muito 2009, eu sei.

Mas nada é revival, afinal, eu continuo por aqui.

Algumas pessoas também coninuam. Outras vem e voltam. Algumas esquecem, ou fingem que esquecem.

E isso já seria normal só pelo fato da vida seguir. E, de fato, tudo tem seguido seu fluxo normal das coisas - quer seja por cantos inesperados ou por obviedades.


Pedro.
x

13 outubro 2011

domingo no parque #90

Com o diabo no corpo e um copo de não sei bem o que é isso, eu fui danado pra The Week atrás de Gambiarra. Fui sozinho, mas chegando eu me encontrei.
Uma hora de esquenta. Entrei pronto pra cantar. Foi “show de nada mais me lembro” até de manhã. Mas sei que dancei, que mostrei serviço.


Foi dia das crianças e também foi meu aniversário de 1 ano e 6 meses de namoro, bem no dia 12. Fiquei lembrando de como foi no ano passado... Único, de tão bom.

De volta a festa a primeira coisa que reparo é na entrada: o público. As meninas de gala, os rapazes de pólo, os carros com som altíssimo, gente bonita e clima de paquera. Domingos e The Weeks são opostos que se atraem, mas são opostos. A parte boa é que tá todo mundo muito bem servido.

A música também é diferente. A casa é grande e o público é variado. Isso faz com que muitas vezes role um esquema de música meio que “Best of Gambiarra”. Só que os ânimos estavam tão maiores que tudo isso que dancei sem parar.

Por fim, o fim. Acabou festejare de manhã cedinho, céu claro, ainda festivo fui pro café da manhã onde uma pessoa muito amarga tenta roubar a alegria de uma noite inteira como um Grinch rouba o Natal. Quem é essa agora? Me conhece de onde? Sabe o que de mim para estar falando isso? Passou. Mais pra frente no caminho de casa me entristeci com o mesmo assunto. Passou de novo. Dormi na casa da minha comadre certo de que o mundo é feito de gente que quer fazer o outro feliz e que cada dia mais e que eu faço parte disso, portanto: don’t you bring me down today.


Pedro.
X

11 outubro 2011

domingo no parque #89

A primeira Gambiarra em casa. Literalmente, duas casas: Sampa e domingo.
There’s no place like home. Foi incrível como sempre. Cheguei cedo, ainda estou anestesiado por tudo que se passou na Alkahol. Pensei muito a respeito da organização, em como a Gambi foi se moldando pra chegar ao que é hoje. Aperta daqui, folga dali, tentando deixar velhos viciados como eu e os recém-chegados sempre no clima. Fiz muitas considerações antes dos meus amigos chegarem.

Finally, people I know!
Daí pra frente a manada debandou e terminou às 4h com a saída de Paah, o novo trabalhador fixo da casa.

Após horas fazendo mímicas de filmes em plena pista (“mimetizo o gesto das estrelas”), fui embora feliz, antes de amanhecer. A casa entende todos os meus por quês, eu sei.

Pedro.
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10 outubro 2011

09 outubro 2011

a humble dj

agora sim, 2 desejos realizados.
tô em casa.

falta absorver muita coisa, mas passou. e eu passei.
se eu fosse dono dos vestibulares a prova pra Produção Cultural seria essa minha.
teria passado? sim.
nota máxima? não.
mas esse é o charme: não saber.

a vontade é de agradecer todo mundo, ainda embriagado pelo sucesso do evento. porém já nos braços do amor que me buscou no metrô ontem (e que partiu agora pro trabalho - que, pelo visto, será uma tônica até a minha partida).

mas o desejo era de estar em casa. eu tô aqui. e tô feliz.
posso desejar mais dias de pensar no que aconteceu?
pra todo mundo já passou, mas pra mim continua. vicia.

tô em casa. daqui ninguém me tira.

Pedro.
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08 outubro 2011

pode deixar que o corpo vai

deixa. me deixa.
de hoje eu só quero ser deixado nesse ônibus por Marina, querida, e que tudo mais vá pro inferno.

eu fiz a minha parte. eu tô tão contente que a moça ao lado percebeu. estou quase fazendo a linha Forrest e contando toda minha epopéia a ela.
nunca vou conseguir descrever a ALKAHOL. o que significou, como foi, o que foi.
quem foi, soube. eu fui mas não sei.

com esse sentimento de tudo dentro do coração e com a saudade mais cheia que se pode aguentar, eu volto pra casa depois de um mês, uma festa, 2 banners, muitas horas, muito sufoco, alguns sapos na garganta e propostas. adoro as propostas.

adrenalina vicia, dizem. from now on eu acredito.

Pedro.
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07 outubro 2011

come join the party

it
was
a
hit
.

06 outubro 2011

nem mesmo com toda água do mar

são três desejos que me fiz, sem promessa:

- mudar de casa
- voltar pra casa
- fazer com que as pessoas se sintam em casa

ponto.
se isso tudo der certo eu prometo... não me preocupar mais com isso por enquanto.
prometo satisfação.
prometo continuar tocando a vida pra frente.
prometo acreditar mais em mim.
prometo me dedicar mais.

feliz eu já sou.
amar demais eu já amo.

é só tentar que eu tenho tentado de menos.
então prometo tentar mais. com fervor.

Pedro.
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05 outubro 2011

era só jogar a rede e puxar

O tempo vira. E quando o tempo virar, eu quero estar pra jogar a rede e puxar. Ganhar meus peixes, sair dessa casa, ir pra minha casa, fazer tudo dar certo.

Mas nada é tão simples quanto parece. É preciso usar o tempo de agora pra cativar o mundo de alguma maneira. Mal tenho dormido e quando durmo é mal. Acordo, fico inquieto. O mundo pode ser meu. Eu torço. Se publicar metade dos textos que escrevo, deve ser por que estou num lugar seguro.

Não tenho ouvido música. Tenho pensado em música.
Marina me disse que essa festa será emblemática e eu concordei com ela.
Para ler ouvindo: o silêncio.

Pedro.
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04 outubro 2011

nem um dia

essa semana há de passar em paz. e tudo terá que dar certo.
são poucos dias, porém, decisivos.
todo dia tem prova, todo dia tem trabalho, todo dia é menos um dia pra voltar pra casa e tentar fazer dessa vez a melhor vez (ninguém sabe, mas eu me cobro isso a última potência).

quero tanto, preciso muito.
é uma maneira de dizer: é minha vez.

Pedro.
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03 outubro 2011

02 outubro 2011

água de beber, água de benzer, água de banhar

Ando respirando por esses lugares ultimamente:

Email:
alkaholafesta@gmail.com

Evento facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=153414608084651

Página facebook:
http://www.facebook.com/pages/ALKAHOL/293663373983248

Blog:
http://www.alkaholafesta.blogspot.com

Canal Youtube:
http://www.youtube.com/user/ALKAHOLafesta

Picasa:
https://picasaweb.google.com/alkaholafesta

Orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=2479409389186355492

E ainda tem aqui:


E aqui:


E por enquanto é isso.

Pedro.
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30 setembro 2011

é festa, é festa, é festa!

para ler ouvindo: Tapete Mágico (Caetano Veloso)


In this Rio das Ostras king bed, 8 horas de distância, faz 20 dias que não volto pra casa e agora faltam 11 pela frente. Uma semana e quatro dias.

Agora é tempo e agora é tarde. Comecei uma produção e surgiram outras. A mesma coisa do lado de lá. E nem pra pensar sobre isso eu tenho tempo. Mas o coração tá tranquilo. E o melhor vai acontecer.

Faltam 6 dias pra Alkahol acontecer. Embora tenhamos armado tudo em 7 dias, já estava tudo pronto. Essa idéia não nasceu hoje nem ontem. São pensamentos acumulados da cozinha, desejos iguais, identidades que se cruzaram. É a celebração da "Ostranquilo Produções", a produtora de Caio, Marina e eu.

Quando eu digo que a idéia não é nova, por que não é mesmo. Ela foi concebida no Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Angra dos Reis e em São Paulo. Afinal, cada um vem de um lado e estivemos em todos esses lugares - juntos ou separados - esperando para fazer algo... Nosso.

Entre montar um festival de bandas autorais, formar uma banda que não toca, fazer festas em casa, trabalhar com video e discotecar em festas, pegamos o melhor de cada lugar e juntamos com as nossas idéias da festa ideal.

Agora, já tudo concebido e em processo de última semana.
Tudo pra ver se a poeira levanta.
Wish me luck.

Pedro.
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29 setembro 2011

nesse seu "sim" assim, outras três também representam "não"

São dois monstrinhos. São inocentes, mas crescem e tem fome. Gêmeos. O sexo não importa.

Começam a formar idéias e tem fome por argumento. Se discutem, se debatem.
Comem meu cabelo, me invadem a cuca. Homenino sem cabeça.

Se houvesse um livro em branco para as idéias, elas o comeriam folha por folha (por isso deveriam ser vendidos em qualquer livraria). Mas não tenho nada em mãos.
Diz que água espanta e fazem os monstrinhos das idéias irem pelo ralo.

Comigo funcionou. Tudo o que restou deles foi esse texto.

Pedro.
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28 setembro 2011

eu sempre quis muito

IV - das iniciativas

pra toda estrada precisa haver um primeiro passo. pra qualquer maravilha, é preciso seguir o coelho branco. mesmo que ele esteja atrasado, correndo contra o tempo.

o que fica das iniciativas são as histórias. e essa primavera vai ganhar uma. é um broto novo, pronto pra flor.

estou contente de ter iniciado um processo em conjunto com muitas pessoas, envolvendo gente. minha casa é uma fábrica de idéias, mas eu precisava ter mudado a direção sozinho na hora de voltar pra casa pra iniciar esse processo.
e agora vai acontecer. ganhou nome, ganhou forma, ganhou conteúdo.

vamos fazer.

Pedro.
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27 setembro 2011

rock'n'roll, capítulo um.

O quanto ser pop hoje é ser aceito, ser rock continua sendo ser o inaceito. O princípio do rock é estético. A partir daí surge a quebra de padrões, a juventude. A sonoridade do rock é temporal. Não se confunde períodos. Elvis e Foo Fighters. E segundo o Rock'n'Roll Hall of Fame, Madonna também.

"They can rock, but they can't roll", disse Mick Jagger se referindo aos Beatles (e hoje, tendo os Rolling Stones se tornado uma lenda viva e os Beatles uma referência, essa frase soa como uma previsão).

Mais irreverência, menos pedantismo. Pélvis, o apogeu da Beatlemania, Warhol e o Velvet Underground. Ópera e frevo. “Uma parada bolada”. É, tipo isso.

Não vejo problema nenhum.
Seria bom se acabasse essa panfletagem idiota.
Roqueiro parece aqueles caras que ficam lendo bíblia na Sé, sabe aqueles?
E quando você para eles vão querer ler um trecho de um sermão?
Chato pacacete!
...
Para ler ouvindo: Baila Comigo (Rita Lee/Roberto de Carvalho)


Pedro.
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26 setembro 2011

23 setembro 2011

catch me on the floor

I - da noite de anteontem

Se o dia mereceu um texto pronto, tive que esperar a noite chegar para mudar de opinião. À tarde aqui em casa, eu e Caio pensamos numa festa do karaokê para muitos convidados. Criamos evento no Facebook e tudo. Algumas confirmações depois... Ninguém veio e o karaokê não funcionou por motivos técnicos. Restaram 5 litrões de cerveja na geladeira, uma catuaba e a vontade de celebrar a falta de motivos pra celebrar.

Se me dissessem de manhã que eu estaria rodopiando a sala da minha casa debaixo de uma luz negra com um copo de catuaba na mão, eu jamais acreditaria.
Mas o fato é que não precisou de muito mais que isso pra ser a melhor festa até o presente momento com A Banda Vai Pra Rua, não tem tempo ruim.

Caio com seu feeling de quase irmão, God is a dj, pra me agradar com canções, Marina alegre e eu dançante. Fiquei 5 horas dançando como não fazia há muito tempo. Como sempre espero fazer quando há aquela Gambiarra. E ela pode acontecer aqui mesmo, como aconteceu.

Pedro.
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22 setembro 2011

não vou dizer que tudo é banalidade

II - das tentativas

tem dias que consigo escrever um dia antes o texto de amanhã. Nada de previsões. É um dia em que tenho muito mais a dizer sobre coisas em geral do que o dia seguinte ou um outro dia adiante. Daí chegam 2 ou 3 textos.
Em compensação, há dias que tenho que esperar ele acabar pra ver no que vai dar. Ou ainda esperar digerir o que passou pra poder escrever.

Isso dito, tem textos de hoje que são reflexos de dias do ano passado ou retrasado. Isso deve configurar algum retardo emocional dos momentos de uma alegria inexplicável ou um tipo de mágoa muito forte de dias que ainda não consegui engolir alguma tristeza ou raiva que passou.

Qualquer que seja a opção, tento não ficar muito pra trás comigo mesmo. Por que cada dia é um dia novo e esse blog não é de nenhuma instituição pública pra demorar tanto ou ter tanta burocracia.

Entre escrever pros dias vazios que vem e reescrever os dias com ápices de emoção, ficam as tentativas de me manter num mundo... Presente.

Pedro.
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21 setembro 2011

não leve o personagem pra cama

Assunto a gente tem. Argumento também. É incrível como num momento de maior descontração a aptidão para o ofício também se revela. É só tirar a carcaça dos jogos e pensar no trabalho que cada um vai se assumindo:

Meu passatempo é fazer projeções das pessoas conforme elas vão se mostrando.

Falta aprender a mentir. Não tem como saber dos trâmites quando se está iniciando. Os planos são muito pueris, são sonhos. A grana sempre estará presente. É o que pressiona e impulsiona a cultura de massa. Só se fala em estética a partir do capitalismo.

Respiramos aspirações a...?
Antes dela sair, ainda pelo impulso de ontem, pseudo me engajei em outro projeto dela, com ela. Mas antes da marca de batom na bochecha sair, já veio a casa, a grana, a volta, a mudança. Tudo ainda pairando de um modo que não consegui me concentrar em um nome.

Cachaça aprofunda mais que cerveja. Também deve ter mais de Brasil aí.

Pedro.
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20 setembro 2011

amor grand' hotel

para ler ouvindo: Grand 'Hotel (George Israel / Leoni / Bruno Fortunato)


um domingo extendido foi minha segunda feira. se não fosse pela responsabilidade de banco-mercado eu mal teria saído de casa. o que é um problema. mente parada não fica. li textos, vi vídeos, fiz trabalhos de faculdade pra variar. "tudo isso é muito cha cha cha cha cha chato", como diria minha gata Rita Lee.

o legal foi que assimilei coisas também. pensei muito sobre um video de humor que vi no Youtube desse senhor que, num discurso humorado e moderno, (respeitando a linguagem dos Vlogs atuais), dizia sobre a melhor opção ser o casamento em casas separadas. algo que mantém o romance e dá um charme à relação. a idéia bonita do "eterno namoro", o romance que sobrevive.

de fato há um charme de pensar nessa vida. afinal, a intimidade pode virar um monstro aliada a rotina dos dias. aquele caminhão que atropela a paixão.

tenho dúvidas sobre como se constitui uma vida a dois dessa forma. se de fato é uma entrega completa e irrestrita. alguma coisa deve ficar de fora, por mais curto que seja o caminho de uma casa a outra, algo fica. qual intimidade deve ser mantida em casa pro amor não se transformar em "bom dia"?

é uma questão que extrapola a legitimidade do casamento, por exemplo. não questionaria isso de forma alguma. mas a opção pelo espaço, para algumas pessoas deve se tornar tão crucial a ponto de não conseguirem dividir esse espaço ou essa reserva de intimidade que fica?
uma barreira física e outra psicológica - e qual o segredo da felicidade?

nunca sequer cogitei a possibilidade de morar sozinho. não gosto. adoro ficar em casa quando não tem ninguém, sabendo que é um momento de calma (meus pais raramente me deixam em casa por longos períodos e minha vó sempre esteve presente desde minha infância em casa) sabendo que em algum momento alguém vai chegar, ok.

mudando pro Rio, isso se fortificou. prefiro encarar briga de república e ir caindo de casa em casa do que morar só.

e entre conhecer pessoas, morar em repúblicas e viver a rotina sem intimidade e quase sempre sem espaço, me vi uma pessoa extremamente maleável para esse tipo de convivência. de uns tempos pra cá essa convivência vem me humanizando lentamente de forma que nem eu consigo mais morar sozinho, nem sou tão difícil de se conviver junto.

e aí,
é impossível ser feliz sozinho?
ou
será preciso ficar só pra se viver?

Pedro.
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19 setembro 2011

18 setembro 2011

I am singing it loud and I don't care

larga de chorar, vem cá pra rede. estive próximo o fim de semana inteiro. dessa realidade daqui, calma, sem ansiedade nem desespero. nenhum vestígio de apego a qualquer coisa do mundo. o homenino de casa mal saiu.

fiz o que vim fazer: estudei. sábado bucólico na cama quente e o barulho do vento de fora. homenino do vento ouviu e dormiu com esse barulho.

no instante já, sempre cantando a música doce que o amor pedir pra eu cantar. fora do mundo de estudo, dentro do mundo de música e casa. já sinto aquele lance de mudança e sem avisar ninguém, as coisas chegam.

o homenino de dentro vai pra Shamballa e diz que volta, mas é só falácia.

Pedro.
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16 setembro 2011

astros, noite, tempestade

Ela lê meu mapa e confirma que tá tudo bem como vem se apresentando nos dias comuns dessa rotina. Não tenho nada de mal pra falar dela.
Mapas, astros. Conforto. Por ela não julgo ser um blefe por que alguma coisa ali me deixa ser um homem comum, qualquer um.

O sol está contrário, há casas em Saturno e aquilo tudo passou. Mas um ciclo se repete, aquele de maio e junho. Me lembro bem e concordo que é uma situação parecida.

"Tá tranquilo, relaxe". E me aponta os astros na tela enquanto explica os trânsitos numa tabela periódica nova. Concordo e sinto a cuca formigar da boa vontade. Coisa boa. Estava calmo desde cedo mas agora amoleço de bom. Gosto tanto dela.

Enquanto tudo se explica fica tudo correto e explicado. Vou pra rua sem grilos.




Sei que é a sede do peixe que não tem solução.

Pedro.
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15 setembro 2011

sonhos são iguais: terra à vista

o post de hoje faz parte da sequência dos posts referentes a dias comuns. é qualquer coisa jóia.
a casa tá uma coisa engraçada, umas brigas, uma louça psicológica pra lavar, as meninas se matando, os meninos nem aí. mas quando o modo "cidadão pacato" está ligado isso não faz muita diferença.
eu vago.

acordo, vou a aula, almoço,
paro.

academia, tarde, divago, penso,
paro.

canso, casa, internet, texto, desisto,
paro.

eu quase não falo.
e adoro tudo isso.

os dias passam sem dor, como os dias são (ou deviam ser).

sem ansiedade nem tristeza. sem vontade de nada.

a gente tá aqui pra existir, afinal?

eu tô existindo.
amanhece, entardece, anoitece.

estamos aí.
qualquer coisa é só chamar.




eu não paro.

Pedro.
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13 setembro 2011

não podemos nos perder

drop down diary #24

Primeiros dias em R.O. Tento entrar na rotina das aulas, ler meus textos, fazer meus resumos... São muitos (!) e é muito difícil não ter entrado no ritmo de aulas até agora.

É um preço alto que se paga por estar numa faculdade federal que se permite esse tipo de disritimia (faltas, greves, mudanças) e ser dividido entre duas vidas em duas cidades extremamente distintas.
Mas eu me esforço pra não deixar nada faltando. Faço minha parte. Me saio um aluno surpreendente na faculdade. Surpreendo a mim mesmo. Normalmente deixaria o barco correr (tá bom, às vezes deixo mesmo) sem fazer nada. Mas sinto um esforço pra garantir notas boas - ou médias - e não ter que fazer nada no fim do ano. Tenho verdadeiro medo de repor aula e fazer provas de recuperação no início das férias.

Como sempre, não sou cdf e nem sou o largado da classe. Aprendo muito durante as aulas, presto atenção. Não gosto de lição de casa e não perco o fim de semana por qualquer coisa e nas férias sou o primeiro a armar a tenda e partir pra casa.

É preciso ritmo e equilíbrio que o resto é bobagem pouca, besteira.

Pedro.
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12 setembro 2011

11 setembro 2011

treat it as a holiday

Conforme o esperado, estou voltando novo pra Rio das Ostras. O que não foi previsto foi a volta 1 dia antes do previsto. Domingo será um bom dia para passar junto dos meus amigos. Voltar na segunda feira seria um atestado de obviedade: voltar por ter que voltar. Mas não. Quero passar um dia com quem aguenta todas as minhas crises, quem segura os trancos, quem me chama pra beber uma cerveja e me ouve falar até não parar mais.

Um dia entre esses tantos que passei em casa para dizer: "apesar dos pesares, eu também gosto de estar aqui junto de vocês. Vamos celebrar isso". Sem a obrigação de estar em Rio das Ostras.

De cara, fiquei feliz com a minha decisão. Depois, ouvi um lado que sentiu isso ter sido precipitado. Mas agora já penso ser o certo de novo. Depois de um mês como Agosto, eu sei quero ficar próximo de algumas pessoas que não pedem muito mais que um dia pra todo mundo se encontrar. E eu faço parte.

Pedro.
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09 setembro 2011

domingo no parque #88

Depois de algum tempo frequentando a Gambiarra como uma missa dominical, minha avó me perguntou o que havia nessa festa. Eu respondi: "tem liberdade", e expliquei tudo sobre como era meu refúgio de domingo e sobre as pessoas incríveis que eu havia encontrado.

Mais tarde essas pessoas começaram a fazer parte da minha vida e, de alguma forma, todos ainda temos um laço muito forte que veio daquele convívio onde tudo podia ser diferente e livre: vai quem quer se sentir bem sem personagem - é a sexta-feira do povo do teatro. 

Minha vó, assim como meus pais, aceitaram bem a idéia da festa que começou em Setembro de 2008 pra mim e que hoje ainda não deixou de ser um grande diferencial na minha vida.

São 3 anos de Gambiarra e ainda há muitas frestas que sugerem que a primeira impressão não se desfaça, que o zeitgeist permaneça ali (que é o motivo do sucesso, afinal). Mesmo crescendo e tendo que tomar certas medidas que cortam esse instinto libertário, ele ainda está lá.

Na noite de ontem fui pra comemorar junto de quem ainda preserva a noite. E assim o fiz. Foi divertido, foi festivo, foi o que tinha de ser. Acabou na hora que tinha que acabar pra esse jovem temporão da noite.

Pedro.
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05 setembro 2011

03 setembro 2011

a firm foundation

A primeira semana passou voando. Não consegui sentir uma saudade de Rio das Ostras e da minha neurose larente que parece permear a cidade a cada passo, a cada noite.

Mais um pouco eu estarei pronto pra voltar, talvez até antes que o esperado.

Esses dias tem sido amor extremo, equalização de sintonias e ajustes técnicos da cabeça. Como sempre, zero a poesia e inicio a vivência. Com tempo eu volto e dou uma chance nova a tudo.

Soon I'll be ready to be limbo no more.

Pedro.
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29 agosto 2011

27 agosto 2011

por favor, meu ego


Em casa.

Secretamente eu demoro de 1 a 2 dias pra me adaptar, mas finjo que está tudo normal e que me sinto em familiarizado no mesmo instante. Mentira. O abraço do Paah no metrô, a rotina de casa, a proximidade com o mundo que parecia tão distante, tudo demora pra ser meu de novo.

Dessa vez demorou um pouquinho mais por que eu vim magoado. Vim culpando a cidade por tudo que vinha acontecendo de errado e com minha chateação, ciúme e neurose em Rio das Ostras. Mas sabendo que a cidade que me machucava era a única que poderia me fazer voltar bem. Questão de tudo ou nada.

Estou no terceiro dia em casa e muita coisa já se resolveu. Não tudo, não tão depressa.

Se tem uma coisa que me ocorre muito é a divisão do emocional x racional. E o primeiro sofre uma espécie de retardo, de delay, em relação ao segundo. Tudo que acontece na minha cabeça está sempre muito bem resolvido - racionalmente. Mas as reações emocionais (e quase sempre idiotas) surgem aos poucos e me frustram. Coisas instintivas, nada programadas, mas que um ego bandido se sente no direito de atentar.

EGO

Três letrinhas que estão cicatrizando enquanto insistem em mostrar o tempo ruim que tiveram.

Voltei.

Pedro.
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26 agosto 2011

vou danado pra Catende


Aquele momento que só existe o retorno e tudo conspira para isso. É agora.

Vou danado pra São Paulo.
Tenho muito o que resolver.

Pedro.
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