31 dezembro 2010

todo fim de mundo é fim de nada

São tantas palavras pra descrever um ano. Essa passagem de tempo cronometrada em 365 dias que a gente sabe que vai ver passar. E no fim sempre há uma espera, a gente fica confuso, no fim acaba feliz por estar vivo e junto. Quando está feliz e perto de quem se gosta é mais motivo pra celebrar.

Um ano passa assim – num estalar de dedos – mas as palavras e os gestos que a gente faz durante esse ano duram mais que isso.

Mas nesse único momento, acabou tudo. É fim de mundo, é fim de nada, é madrugada e ninguém tem mesmo nada a perder. Pode ser diferente a partir de amanhã, por que é um mundo novo. Há a chance de ser algo melhor simplesmente por que há a vontade de ser melhor.

E quando o relógio apontar a meia noite haverá força física e psicológica suficiente pra se querer o bem e o primeiro gesto do ano novo é um sorriso, um abraço, uma lágrima, um beijo, um “eu te amo”. Como se a verdade das palavras e gestos nesse primeiro momento do ano tivesse tanta força como a do nosso último dia de vida. A palavra virá matéria no ambiente e fica pairando no ar, na expectativa...

Seria alegria? Seria felicidade? Qual o nome desse sentimento?
São muitas palavras, realmente, mas são os desejos das palavras que falam, pedem, gritam por dentro, até o primeiro abraço e os primeiros passos no turbilhão que vem por aí. Caos dos sentidos.

Eu torço pra que ano que vem, apesar de tanta adversidade e desencontro, todos os momentos seja tão íntegros e de tamanha boa vontade quanto esse primeiro, da meia noite. Eu torço, eu quero, eu espero.

Faço essa proposta como uma maneira de dizer FELIZ ANO NOVO, pois mais feliz do que isso é muito difícil, pra não dizer impossível.

Pedro.
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