09 dezembro 2010

tento fazer desse lugar o meu lugar

para ler ouvindo: O meu lugar (Zélia Duncan)


Parece que foi agora, eu acabei de chegar e fui ao centro comprar cabides. Seria impossível começar a me desorganizar na cidade sem ter algo organizado primeiro. Eu cheguei e tive uma semana pra arrumar tudo do zero, como quem tem uma vida nova, um recém nascido perdido.

Sendo eu a minha ordem, só eu saberia do que precisaria. E eu precisava de cabides. O meu armário, as minhas malas, a parede pintada, tudo precisava dessa ordem.

E depois de tudo arrumado sentei e fiquei esperando tudo começar pra mim e pros meus futuros amigos.

Agora eu estou aqui, com os cabides vazios. Feliz por que é hora de voltar pra casa ainda que tenha deixado um começo de futuro melhor aqui na faculdade pra algumas pessoas. Tenho me enturmado (finalmente) e agora deixo as pessoas se aproximarem. Nada mal pra quem chegou e não acho graça em nada.

Mas e meus cabides, o que fazer com eles?
Comprei todos uniformes, uns 40. Mesmo sem espaço pra 40 cabides na minha parte do armário. Mesmo que ultimamente só tenha usado esses cabides pras roupas que eu não uso.

Aprendi a saber do que eu preciso, isso foi uma lição a parte nesses 6 meses. Não dá pra manter as mesmas estruturas de casa fora de casa. Eu sou sozinho e assim como preciso de bem menos, só consigo manter a ordem em poucas coisas. Já decidi que metade do que está, volta. Mas pra saber disso, tem que aprender isso. 2011 = malas mais leves.

Foram muitos aprendizados e ainda serão outros. Os melhores 10 dias, os piores fins de semana, os amigos que me adivinham, o retorno escolar (e descobrir que uma vez Pedro, sempre Pedro), tá tudo aqui na mala, voltando pra casa e incorporado pra volta, pra vida.

Mas o que eu faço com esses cabides?

Pedro.
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