26 dezembro 2010

I wish it could be Christmas every day

Mais um ano, mais um Natal. Esse dia de tanta espera quando a gente é criança e não entende nada e quando cresce e entende, fica perdido. Sim, perdido. Não sabe se critica, se gosta ou não gosta, se foge da família ou reúne todo mundo, se cresce ou continua criança.

Natal pra mim, desde que passei a entender o significado, faz parte de duas coisas que eu sempre amei: o verão e a família. Desde que se mudou para Dezembro (Jesus nasceu aproximadamente dia 7 de Janeiro) para ser comemorado junto de outras datas festivas romanas, o Natal é a primeira festa do verão. E é sagrada, de forma que Jesus nasce uma semana antes da chegada do ano novo, como quem salva o fim e protege o começo. É uma festa, realmente. Há troca, há celebração e alegria. Eu adoro o verão e aqui pra mim o Natal é parte dele, marca o começo de tudo.

A família junta também é bom. Até o que é ruim é bom. Li pelo twitter milhares e milhares de pessoas com aquele ar blasé de “ir encontrar a família”, aquele peso, aquela obrigatoriedade de um encontro forçado. Não tenho isso. Vejo os defeitos, sei os defeitos, as partes boas e más, tudo. Tenho costume de ver as coisas de longe e de longe é um encontro bonito.

No fundo é um elogio a família que dentro de toda sua imperfeição continua sendo o que nos dá suporte, apoio e é que está sempre do nosso lado pro que der e vier. Nem sempre todos no cotidiano e nas pequenas coisas, mas na hora que realmente importa, a família aparece. Sendo que nem sempre nossa família é apenas aquela que nos foi imposta – é quem se encaixa na descrição que fiz agora.
Adorei o meu Natal por isso.

Não teve um grande presente, não teve grandes expectativas. Foi reunir a família, sentar-se à mesa e fazer uma oração. A comida, sim, estava excelente. E só a felicidade de se juntar pra passar um tempo e ver todo mundo, valeu a noite.

Pedro.
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