05 dezembro 2010

Domingo no parque #71

para ler ouvindo: Gold Digger (Kanye West/ Ray Charles/ Renald Richard)


Parece uma faísca que se acende e vai queimando no caminho da Gambi e explode ao chegarmos na porta e encontrarmos todo mundo. Eu podia jurar um enorme desânimo para essa sexta no parque há uma hora antes de chegar. Paah também foi no mesmo (des)ânimo. Mas ao chegar, nenhum dos dois barris de pólvora se aguentaram e explodiram.

Foi um esquenta digno, bem feito. Cheguei no fim e acho que isso foi bom, do contrário teria passado mal. Em menos de meia hora foram 2 tequilas, uma cuba, um sant remy com jurupinga, uma jurupinga e um sant remy puros, mais uma vodca que surgiu e sumiu. Paah bebeu ainda pinga e mais tequila. Em mais algum tempo teríamos ficado na porta, bêbados, como um amigo nosso ficou. Mas fomos felizes pra dentro da festa gastar o nosso alto teor etílico.

Primeira Gambi sem Miro Rizzo. Estranho. Percebo uma grande falta. Gruli e Ana também não estão. Mas Taiguara e Talita sabem tocar tão bem... Talita Castro me vê na pista e acena contente. Taiguara toca as melhores canções. Percebo que Miro, de fato, tem uma presença muito marcante. Ele contagia sempre, mesmo quando não é minha música favorita, ele embala de tal forma que a gente dança. A Gambi estava não tão cheia quanto o normal. Ótimo pra dançar.

Sim, dançar e rever os amigos, dançar e me perder de Paah, dançar e me esquivar de um outro que apareceu. Moço, eu to acompanhado... Eu acho.

Fui encontrar Paah dormindo no sofá. Aproveitei e lá fiquei também. Reza a lenda que ele estava pra lá de pra lá. Achei engraçado. É bom ter Gambis etílicas e saber a hora delas acabarem. É bom fazer companhia pras pessoas quando elas precisam também.

A noite acabou no zero. Ainda bem, tudo o que eu não queria era gastar dinheiro. Queria gastar saudade e felicidade. Assim foi.

Pedro.
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