24 novembro 2010

noturno IV


Aquela única janela acesa
No casario
Sou eu

Aquele balão fantasticamente familiar
Subindo
É a lua

Aquele grito súbito de mulher assassinada
É o rádio

Que mais
Para o amor?

Palavras? Só as escritas,
Bastam as palavras escritas para um poema,
Sua música toda interior...

Quando muito uns pianíssimos sutis...
Ah,

Tão sutis.

Poema de Mário Quintana
Foto: Pedro e Progresso

Pedro.
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