25 novembro 2010

insônia, my dear

para ler ouvindo: Insônia (Rita Lee)


Insônia é a minha maior inimiga da vida. A princípio só consigo dormir quando o sono virou uma pedra que atinge minha cabeça, mas nesses tempo de faculdade não posso mais contar só com isso. Tenho que dormir num horário bom pra acordar bem pra assistir aula. Mas quem disse que o sono vem?

Nunca gostei de dormir. Só nos casos quando tenho muito sono e dormir parece uma coisa boa, mas mesmo assim não é, por que eu também detesto sentir sono.
Porém dormir é o problema maior: ficar meio morto/meio vivo, respirando mas sem responder ao que acontece ao meu redor, liberando um subconsciente que eu desconheço completamente. Todas essas coisas não fazem do sono o meu momento favorito do dia. Tem gente que não gosta de sentir fome e ter que comer, outros não gostam de sentir sede e beber, eu não gosto de sentir sono e dormir.

Antes da briga com o sono, vem a minha predileção pela noite. E não é apenas gostar, eu funciono melhor de noite. Deve ter um estudo (update: tem sim) que diga sobre pessoas que tem maior disposição para a noite. É o horário que eu faço tudo e quero tudo: comer, rezar, amar, tocar violão, fazer compras.

Sinto inveja dos diurnos, confesso, pois amo o dia. Mas eu sou da noite.

Se durmo de noite, acordo de madrugada. Se durmo de madrugada, durmo no horário de aula. Não tem ritmo. O desgosto pelo sono aliado à minha preferência pela noite, aliado a uma insônia recente que me faz dormir por 4h no máximo (em qualquer horário) confunde todo meu sistema. Não tem jogo com sono.

Dormir nas viagens SP-RJ se tornou uma necessidade, do contrário eu demoro até dois dias pra me recuperar do cansaço. A estrada é muito desgastante e sem dormir ela parece prolongar o dobro de horas.

Para as viagens eu tenho usado Dramin que me capota naquela cadeira desconfortável por algumas horas até o fim da viagem. Tentei usar em casa pra ver se adiantava. Funcionou nos dois primeiros dias e eu dormi feito um anjo. No terceiro dia acordei no meio da noite e o sono não voltava. No quarto dia tomei 2 comprimidos pra fazer o efeito dos primeiros dias. Daí parei de usar por que se isso me vicia eu me fodo bonito de verde e amarelo.

Desisto do sono de hoje (embora ele seja importante para daqui a pouco) enquanto escrevo pra ver se o sono vem. Sei que ele não vem, são 21 anos que ele não vem. Mas eu torço mesmo assim. Se ele não voltar, vou desistir e ir pro mar, depois pra aula, depois pro almoço e pros meus trabalhos. Em algum momento inoportuno e calmo, ele me procura e me encontra mais facilmente do que eu o encontro agora.

Pedro.
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