14 novembro 2010

in my solitude

Um domingo em dois parques.
Primeiro veio o anúncio do show de Norah Jones de graça no Parque da Independência, depois a idéia de um segundo Pic Bitch por lá (o primeiro foi ano passado no Ibirapuera).

Normalmente acabo perguntando "quem deu essa idéia" quando tenho que acordar cedo no domingo pra esperar o pessoal atrasado - e hoje não foi diferente. Mas ok, deixando o mal humor de lado com um pastel de feira, foi bom. Chegamos cedo, encontramos um lugar nas colinas e nossas brincadeiras viraram atração principal, enquanto Norah Jones foi a música de fundo e combinou com o ambiente todo.

A música de Norah Jones é meio termo e não há problema nenhum dela ser assim. Não dança mas não senta. É música pra parques, para momentos pequenos, sublimes, íntimos. Ela mesma sendo uma menina muito simples, singela, passa isso com a maior facilidade pela imagem e pelo tom de voz, sempre doce. Porém é interessante perceber que ela fugiu do esquema "tema de filme romântico" e se aventurou pelo blues e pelo folk. Uma agradável surpresa os timbres que passaram por 1h20 de show.

Como todo evento gratuito havia muitas falhas (não poder entrar com guarda chuva, oi?), mas nada que comprometesse nossa alegria ao brincar de papel na testa e dividir novidades.

No meio disso tudo, tinha eu sozinho. Com meus amigos, mas sem quem eu queria ali. Dessa vez usando experiência de causa, resolvi entender. Segurei as pontas e foi melhor assim. Fiquei de bem comigo, respirando com menos uma possibilidade de problema. E assim como as nuvens saíram do parque no meio do show, também saíram de mim.


E o sol chegou.
E a tristeza acabou.

Pedro.
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